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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Aécio não acredita que vice transfere votos

Candidato a Presidente pelo PSDB cumpriu agenda no Recife na última quarta-feira (18) (Foto: Jedson Nobre/Folha de Pernambuco)























Enquanto se dividia entre almoçar com aliados, no Recife, e tentar não perder os lances de Holanda x Austrália, transmitido na TV bem em frente a sua mesa, o senador e presidenciável Aécio Neves avaliou, à Folha de Pernambuco, não haver um candidato a vice “que soma votos assim, que aumente 10%, 15% na campanha de ninguém”. Mesmo quando a vice é Marina Silva, ele analisa: “As pesquisas deixam alguma dúvida em relação a isso”. Apesar disso, o tucano aguarda algum partido dissidente da aliança petista para compor a chapa.

Deixando Pernambuco o senhor segue para o Rio de Janeiro?
Sexta-feira (20) tenho reunião com coordenadores setoriais de várias áreas do nosso programa de governo. Amanhã (hoje) tem uma reunião preparatória no Rio. Estou com meus filhos internados. Então, estou ficando (no Rio) quando não estou em viagem. O que estou podendo fazer no Rio estou fazendo.

Os bebês estão bem?
Melhorando…Não chegou a ser seis meses, mas sete, um pouquinho antes de sete…Vão ficar um período aí, hospitalizados, mas estão se recuperando. Vai dar tudo certo.

Eduardo Campos falou com o senhor depois do nascimento dos seus filhos?
Falei com o Eduardo depois. Houve um desencontro de informações, que eu não tinha visto. Mas ele mandou uma mensagem na época. Falei com ele depois disso já.

Qual chance de a vice ser do PTB?
Não estou pensando na definição do vice por partido. Por que eu aguardei? Estou esperando que os outros partidos se definam, óbvio, e aquele que tiver uma complementariedade maior com nossa chapa. Pode ser do PSDB ou pode ser de fora do PSDB. Não tem necessidade de ser de um partido especificamente, não. Na verdade, é muito mais o nome da pessoa, alguém que possa. Não examinei um nome do PTB, sinceramente.

E Tasso Jereissati, por exemplo?
Saiu pesquisa Ibope, onde ele renderia um ponto a menos a sua chapa do que o senador Aloysio Nunes. Isso pesa?
Não…

Ele seria um nordestino. Pesa?
O vice, como diria Fernando Henrique, não pode é tirar voto. E nenhum deles tira. Você não tem um vice que soma votos assim, que aumente 10%, 15% na campanha de ninguém. Nenhum candidato terá isso. O vice tem que ser alguém que…

Nem Marina Silva?
Não sei (pausa). Vamos avaliar no final. As pesquisas aí deixam alguma dúvida em relação a isso. Acho que o brasileiro está acostumado a votar é no candidato. O vice tem que ser um companheiro que tenha ação complementar, que te ajude na campanha, que te ajude no governo. Eu não vejo capacidade de um vice ter grande transferência de votos. O brasileiro, tradicionalmente, não vota em candidato a vice. O vice da atual presidente da República, meu amigo, homem de bem (Michel Temer)… Será que ele vai dar quantos votos para ela? Não sei. Então, minha preocupação não é dar para esse ou aquele partido…

Michel Temer, por pouco, quase não consegue aprovar apoio à reeleição da presidente Dilma na convenção…
(Risos) Foi apertado né?! Aquilo é uma demonstração da insatisfação que existe na base hoje. O que eu posso dizer a você…

Eduardo está levando alguns nomes do PMDB.
Temos muitos. Temos o PMDB da Bahia, por exemplo, o quarto colégio eleitoral está coligado formalmente conosco. O PMDB do Rio de Janeiro está formalmente coligado conosco, uma parte importante do PMDB de Minas. O que posso dizer é o seguinte: dos quatro maiores estados, nós temos o PMDB da Bahia, Rio de Janeiro e de Minas, parte deles está conosco. Os prefeitos, 90% do prefeitos está conosco declaradamente. Não está em São Paulo porque eles têm um candidato lá. (pausa par acompanhar os pênaltis do jogo Holanda e Austrália).

Eduardo passou a oferece muita resistência desde que senhor falou que estaria juntos no segundo turno…
O que acho positivo é o seguinte: ambos estamos n oposição. Não concordamo com o que está aí. Esta é convergência. Somos oposicionistas, cada um com sua biografia, cada um co suas convicções, diferenças É bom que elas existam.

As conversas entre vocês ficaram mais escassas?
Não. Nós já retomamos nossas conversas. Ambos somos de oposição, ambos queremos mudar o que esta aí. Não temo nem as nossa diferenças e nem as nossa convergências.

Fonte :Blog da Folha de PE.
Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

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