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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Reajuste do mínimo custará às prefeituras mais de 3 bilhões

Paulo Ziulkoski - foto Agência Brasil
O presidente da Confederação Nacional dos Municípios,Paulo Ziulkoski, disse nesta quarta-feira (30) que o reajuste de 11,67% no valor do salário mínimo que passa para R$ 880 a partir da próxima sexta-feira, terá um impacto de mais de R$ 3 bilhões nos cofres das prefeituras.
Segundo ele, se se juntar a isto o reajuste do piso nacional dos professores “dá mais que um petrolão, mas ninguém olha”.
“Na hora de aumentar o salário mínimo, dar aumento para o professor, todo mundo quer e é justo querer valorizar, mas tem que ver como o prefeito vai pagar”, disse Ziulkoski.
Para fazer face a essas despesas, ele defende a recriação da CPMF nos seguintes termos: da alíquota de 0,38% prevista, 0,09 ponto seria destinado aos cofres municipais, o que representaria uma receita extra de R$ 16 bilhões.
“Se cada prefeito atuar, trabalhar com seus deputados, até os parlamentares de oposição vão votar pela CPMF. Nas conversas, o que eu tenho encontrado é que todos os prefeitos vão trabalhar fortemente pela aprovação, independentemente de partido”, garantiu.
Levantamento feito pela CNM calcula que 43% dos municípios brasileiros deverão fechar suas contas de 2015 no vermelho.
Fonte :Blog de Inaldo Sampaio.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Lula reconhece gravidade da crise em propaganda

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Do Estadão Conteúdo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou, nesta terça-feira (18), inserções de TV nas quais reconhece a gravidade da crise econômica e pede a união nacional para o País encontrar a saída. “O Brasil vai voltar a crescer”, diz Lula no final da propaganda que vai ao ar sábado (22).
As inserções fazem parte da estratégia para consolidar a recuperação do governo e jogar para a oposição parte da responsabilidade pela crise. Com base em pesquisas internas, o PT identificou um campo fértil para plantar a ideia de que a oposição estimula o “quanto pior, melhor” com o objetivo de derrubar a presidente Dilma Rousseff e assumir o governo.
Assim o PT também alinha seu discurso a setores do empresariado que têm se posicionado publicamente pela unidade contra a crise econômica. Além disso a legenda aposta em uma resposta nas ruas às manifestações que pediram o impeachment de Dilma realizadas em todo o País no domingo, 16.
Discurso
A avaliação no PT é de que os protestos contra o governo devem diminuir mas não vão acabar e que a saída é mobilizar setores que pensam o contrário. Para garantir o apoio de grupos refratários ao governo e ao PT, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), aos atos marcados para esta quinta-feira, 20, a sigla admitiu adaptar as inserções de rádio e TV veiculadas ontem, nas quais convida para as manifestações de amanhã, ao discurso destes movimentos.
As inserções chamam à “defesa da democracia” mas em momento algum falam em “golpe”, termo preferido dos petistas para se referir às movimentações pelo impeachment de Dilma. “Temos o cuidado de evitar que soasse como uma tentativa de partidarizar os atos, a exemplo do que o PSDB fez com as manifestações de domingo”, disse o secretário de Comunicação do PT, José Américo Dias.
Nos últimos dias a frágil unidade dos mais de 20 movimentos que organizam os atos cujo lema é “Tomar as Ruas por Direitos, Liberdade e Democracia! Contra a Direita e o Ajuste Fiscal” , foi ameaçada por divergências internas, principalmente em relação ao pedido de impeachment de Dilma.
“Não somos a favor do ‘Fora Dilma’. Mas em princípio não somos contra a ideia de o povo ir às ruas e derrubar o governo. O problema é que se Dilma sair vai entrar alguém pior”, disse Guilherme Boulos, do MTST.
Fonte :Blog de Jamildo.

domingo, 16 de agosto de 2015

Oposicionistas discordam sobre impeachment de Dilma

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Este domingo (16) marcou mais uma rodada de manifestações contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Das ruas, manifestantes pediam mudanças nos rumos do governo. Os mais exaltados, gritavam por renúncia ou impeachment. Os mais amenos, mudanças de rota no governo. Nem mesmo os políticos da oposição – presentes na manifestação da Avenida Boa Viagem – são consensuais na opinião sobre os desdobramentos trazidos pela crise.
Líder da Minoria na Câmara, o deputado federal Bruno Araújo (PSDB) se diz favorável a uma “saída constitucional”. Segundo ele, todas as saídas propostas são amparadas pela Constituição. “Sou a favor de qualquer saída estável constitucionalmente, seja a saída da presidente, seja cassação pelo Supremo Tribunal Federal ou renúncia”, afirmou. O tucano também criticou a aproximação do presidente do Senado, Renan Calheiros, com Dilma, em torno da Agenda Brasil – pacote de projetos na área econômica proposto por Calheiros.
Bruno Araújo adota mote de Aécio e defende Constituição. Foto: Marcela Balbino/BlogImagem.
Bruno Araújo adota mote de Aécio e defende Constituição. Foto: Marcela Balbino/BlogImagem.
“Assistimos semana passada a presidente entregar partes substanciais do poder presidencial ao presidente do Senado, com Renan definindo as políticas macroeconômicas e sociais. Esse evento de hoje é importante para mostrar que o principal ativo é o povo, então a expectativa é que o Brasil todo se mobilize. Um País mudo não muda”, argumentou.
Para Jarbas, Dilma deve renunciar e levar Cunha junto. Foto: Marcela Balbino/BlogImagem.
Para Jarbas, Dilma deve renunciar e levar Cunha junto. Foto: Marcela Balbino/BlogImagem.
Com discurso bem mais enfático, o deputado federal Jarbas Vasconcelos cravou que o caminho é a renúncia da presidente Dilma e pregou um governo de coalizão em torno do vice-presidente Michel Temer (PMDB). O ex-governador de Pernambuco também defendeu a saída do cargo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), porque um impeachment sobre a condução dele seria uma desmoralização para o País.
“Se ela não fizer isso, o caminho dela vai ser o do impeachment. É inevitável. Amanhã, depois de amanhã, setembro, outubro. Será inevitável”, avaliou o peemedebista, que acredita que o Brasil está caminhando para um quadro de “estrangulamento total”.
Foto: Marcela Balbino/BlogImagem.
Foto: Marcela Balbino/BlogImagem.
Assumindo o mote do senador Aécio Neves (PSDB), o deputado federal Betinho Gomes (PSDB) evita cravar posições quanto ao impeachment e pondera o respeito à Constituição antes de qualquer decisão.
“É difícil prever se vai acontecer o impeachment ou não. O que defendemos, em qualquer circunstância, é que a Constituição seja respeitada. A nossa arma, como disse Aécio Neves, é a Constituição e qualquer desfecho – se for impeachment ou renúncia – tudo deve ser referenciado pela Constituição Brasileira”, opinou.
Foto: Marcela Balbino/BlogImagem.
Foto: Marcela Balbino/BlogImagem.
Para o líder do DEM na Câmara, o deputado federal Mendonça Filho, os desdobramentos de uma possível saída de Dilma deve partir do povo. “Essa é mais uma etapa. A gente tem que entender a política como parte de um processo político social. Ninguém dita as regras, ela tem um desdobramento que ocorre a partir da espontaneidade do povo”, defendeu. “Não dá para discutir isso agora. Porque quando você coloca que quer novas eleições ou impeachment com governo de coalizão, você começa a raciocinar a partir dos interesses das pessoas”, disse.
CONFRARIA – Criticado por manifestantes durante a manifestação, o deputado federal Silvio Costa (PSC), vice-líder do governo na Câmara, atacou os opositores afirmando que o evento foi uma “confraria” entre tucanos e democratas que se utilizaram dos manifestantes para levantar bandeiras políticas.
“Essas manifestações têm o tamanho da credibilidade política do PSDB e do DEM. Ou seja, o povo brasileiro acordou e percebeu que esses dois partidos – que não tem ética nem moral para criticar a presidente Dilma – estavam querendo surfar numa insatisfação momentânea de parte do povo brasileiro”, avaliou o deputado, pontuando a redução de público nos atos políticos.
“Essa oposição brasileira está praticando a indignação seletiva. Ou seja, em relação aos ladrões do PSDB e do DEM eles não dizem nada, eles calam. Mas em relação ao PT, eles vem com ataque feroz. Isso eu chamo de indignação seletiva”, afirmou.
Sobre as declarações do deputado Jarbas, Costa afirmou que a declaração de Jarbas foi uma “atitude emocional, no calor da confraria”, ironizou. “Ele é um deputado estudioso e sabe que na Constituição um presidente só pode sofrer impeachment se tiver cometido um erro no mandato em exercício. Dilma não cometeu e nem vai cometer”, pontuou.
Fonte :Blog de Jamildo.