terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Em PE, parceria vai ajudar mães na decisão de dar filhos para adoção



Uma parceria entre o Tribunal de Justiça de Pernambuco e a Rede de Proteção Social da Criança e do Adolescente será formalizada nesta terça-feira (28), no Recife. A ideia é levar para todo o estado o programa Acolher, que oferece atendimento para que mães tomem decisões mais adequadas em relação à adoção ou não de seus filhos. As primeiras cidades que receberão as ações do projeto, depois da capital, são Paulista, São Lourenço da Mata, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, todas na Região Metropolitana.

A psicóloga Denise Oliveira, participante do Acolher, contou que a grande intenção é uniformizar o atendimento em todo o estado. “A gente está fortalecendo a relação do judiciário com a rede de proteção. A gente quer uniformizar e padronizar serviços que possam atender e acolher aquelas mulheres que, pelos mais variados motivos, naquele momento não sentem em condições de exercer o papel de mãe e têm o interesse de entregar as crianças para adoção”, contou.


O programa Acolher quer atingir tanto mulheres que, naturalmente, já procuravam a Justiça, demonstrando interesse para dar o filho para adoção, como as que não buscavam ajuda, tomando a decisão por si só. “Desde muito tempo já existia esse tipo de demanda, mas não havia ações sistematizadas. A nossa intenção é atender essas mulheres nas próprias comarcas, nas varas da infância e juventude e também no serviço de saúde, saúde da família e nas maternidades. O nosso forte é a articulação intersetorial”, contou Denise OIiveira.

As mães que procurarem o serviço não serão convencidas a permanecer com seus filhos. De acordo com Denise, o objetivo é esclarecer consequências para que decisões sejam tomadas. “ A gente vai oferecer suporte psicossocial, com programas e projetos da rede para que elas se sintam em melhores condições para tomar decisão pela entrega ou não da criança, sempre com a intenção de garantir a convivência familiar e comunitária dessas crianças, com a família biológica ou substituta”, revelou.

Como resultado das ações, o Acolher espera diminuir o número de adoções irregulares ou abandono de menores. “Pesquisas revelam que essas decisões têm relação com a falta de apoio, porque aquele momento é muito complexo, envolvem questões psicológicas, sociais, ecônomicas e culturais. As mulheres muitas vezes não se sentem apoiadas e nem sabem que existem serviços  onde elas podem ser acolhidas. Às vezes por ímpeto, por impulso, a única decisão que ela tem é a entrega informal para a primeira pessoa que aparece interessada”, concluiu Denise Oliveira.

Fonte:Do G1 PE.

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