terça-feira, 13 de julho de 2021

Miguel Coelho sobre PSB: "Existe pauta administrativa. Nada mais que isso"

 

A agenda que o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, cumpriu recentemente com o governador Paulo Câmara não foi a única a colocar os Coelho em rota de aproximação com o PSB. Ao postar foto no Palácio das Princesas, ao lado do chefe do Executivo estadual, o emedebista registrou, na semana passada, em sua rede social, "contentamento" diante da medida do Governo do Estado de "não cobrar ICMS" sobre a uva e demais frutas produzidas pela fritucultura. Antes disso, no entanto, o prefeito do Recife, João Campos, tratou também de tornar público, em sua rede social, um gesto do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho. João fora à mesa com Fernando, em Brasília, no último dia 22. FBC cuidou de agendar reunião com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, para que o socialista pudesse tratar de ações de infraestrutura da cidade com ampliação de parcerias com banco. Os gestos trocados em política têm peso. Nesse caso específico, geram um zum zum zum nos bastidores em torno de eventual recomposição. À coluna, Miguel, que embarcou para o Recife na noite de ontem, minimiza tais movimentos.

Indagado se eles não carregam conotação de uma construção política, ele devolve: "Nada a ver. Eu fui tratar de ICMS. O governador resolveu cobrar imposto sobre uva, sobre frutas. Sou adversário dele, mas a gente tem agenda em comum ainda, sou prefeito e ele, governador". Na sequência, lançou uma indagação: "Ele não sentou com Bolsonaro? Isso significa flexibilização?". Miguel e Fernando estão filiados ao MDB, presidido no Estado pelo deputado federal Raul Henry, aliado do governador. O MDB integra a Frente Popular, embora FBC e Miguel militem na Oposição. A agenda de Fernando com João Campos, na análise de Miguel, tem a ver com "reconhecimento". "Fernando é senador da República. Quando há investimento de R$ 100 milhões, a gente tem que reconhecer quem nos ajuda. Se João foi pedir financiamento da Caixa e o senador ajudou, nada mais justo que ele reconhecer quem ajudou", avalia o prefeito de Petrolina. Aliados estão atentos aos reconhecimentos mútuos e há, na Frente Popular, bolsa de apostas dando conta de que uma recomposição rumo a 2022 não estaria descartada. Miguel, que tem nome cotado para concorrer ao Palácio das Princesas, descarta: "Existe pauta administrativa. Nada mais que isso".

Entre os gestos
Ainda que na condição de líder do governo Bolsonaro, Fernando Bezerra Coelho, em nota, no sábado, condenou "excessos e radicalizações", argumentando que eles "não atendem aos interesses nacionais". Antes, defendeu: "A harmonia entre os poderes da República é um dos pilares do equilíbrio democrático e deve ser preservada". FBC fez a ponderação um dia após Bolsonaro ter apontado risco de o Brasil não ter eleições em 2022.

 Cálculos > A proposta de criação do distritão com quociente prevê, dizem deputados, que o partido deve atingir 40% do quociente eleitoral para eleger, ao menos, um deputado. No caso de Pernambuco, calcula-se  nas coxias, isso daria 40 mil votos.

 Convenção >  Em convenção do PP-PE, ontem, Eduardo da Fonte foi reconduzido à presidência do diretório estadual. A deputada Roberta Arraes foi conduzida à presidência do PP Mulher e Carlinhos Bala, ao comando do PP Afro. Luiz Eduardo da Fonte e Cleiton Collins foram eleitos vice-presidentes da sigla.

Fonte :Folha de PE.

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