quarta-feira, 7 de julho de 2021

Em Brasília, Luciana Santos vai à mesa com Lira sobre reforma política

 

Em Brasília, Luciana Santos vai à  mesa com Lira sobre reforma políticaPresidente nacional do PCdoB, Luciana Santos debateu reforma política com Arthur Lira ontem - Foto: Heudes Regis/SEI

Presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, vice-governadora de Pernambuco, retorna, hoje, de Brasília, onde se debruçou sobre articulações em torno da reforma política. Para o PCdoB, a manutenção das regras eleitorais vigentes pode ser fatal, sobretudo a cláusula de barreira e o veto às coligações. A dirigente vem defendendo, há algum tempo, a adoção do modelo de federação partidária e voltou a argumentar em favor disso, ontem, junto ao presidente da Câmara Federal, Arthur Lira. O mandatário reuniu os  presidentes de partidos de Oposição na noite de ontem para tratar do assunto. Além de Luciana, estavam Carlos Siqueira (PSB), Carlos Lupi (PDT), entre outros. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que não conseguiu chegar, constituiu o deputado federal José Guimarães para falar em nome dela. Aos dirigentes, Arthur alertou que o limite para votar a reforma política é dia 4 de agosto. A votação está marcada para esta data, caso não haja recesso. Havendo, pode ocorrer antes. A ideia é por tudo em votação. Leia-se: todas as propostas debatidas pelos partidos e líderes foram condensadas em uma espécie de emenda guarda-chuva, batizada de emendão à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma política.

A lógica foi viabilizar o debate, já que não há consenso, e, ao mesmo tempo, ter um leque de alternativas sem perder o prazo. Entre as opções no radar, estão a federação, cujo regime de urgência chegou a ser aprovado por um placar de 429 "sim" contra 18 votos "não". Para o PCdoB, legenda quase centenária, que celebrou 99 anos em março, a proposta vingar é uma questão de sobrevivência. O tema inquieta o partido junto com a cláusula de barreira. Esse último instrumento, criado em 2017, estabelece exigência de votos que se eleva de maneira progressiva, a cada pleito, até 2030. Para ter acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e TV no ano que vem, o partido terá que atingir, ao menos, 2 % dos votos válidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, distribuídos em, pelo menos, nove estados, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada um. Pelo mapa de 2018, quando o piso de votos era de 1,5%, o PCdoB teria, agora, dificuldades para atingir o limite legal. 

Modo de enxugar
Líder do PCdoB na Câmara Federal, Renildo Calheiros também foi à mesa com Luciana Santos e Arthur Lira e repisa que a federação é a melhor "saída para o sistema partidário brasileiro". À coluna, ele argumenta o seguinte: "É uma maneira democrática, não impositiva, não autoritária de enxugar o quadro partidário a partir das convergências programáticas, com alianças duradouras".

Como está >  Líder do PDT, Wolney Queiroz também esteve na reunião com Arthur Lira ontem. E defendeu que o sistema político e eleitoral seja mantido da forma que está. Ele retorna de Brasília, hoje, junto com Carlos Lupi, dirigente nacional da legenda.

Menu > Como a coluna antecipou, Carlos Lupi vai à mesa, amanhã, com Paulo Câmara, que oferece almoço aos pedetistas. A candidatura presidencial de Ciro Gomes deve estar no menu.

Formação >  O secretário de Ciência e Tecnologia, Lucas Ramos anunciou edital para o Programação de Extensão Tecnológica (PET),  uma das ações do Forma.AI. , que vai beneficiar, diretamente, 6.710 pessoas com jornadas de capacitação com recursos do Tesouro da ordem de R$ 2,61 milhões.

Fonte :Folha de PE.

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