Uma visita ao governador Paulo Câmara já é dada como certa na agenda que o ex-presidente Lula cumprirá em Pernambuco. A pessoas próximas, o chefe do Executivo estadual pernambucano comentou, nos últimos dias, que ainda aguardava a passagem do líder-mor do PT pela Capital pernambucana. Originalmente, a visita ocorreria no início deste mês, mas ficou para o final de julho, conforme o senador Humberto Costa informa à coluna. Motivo: o líder-mor do PT anda atento às alterações da reforma política para encaminhar as conversas sobre 2022. "O presidente (Lula) tinha preocupação que a gente conseguisse mais ou menos ter um desenho de como vai ficar ficar a legislação eleitoral", explica Humberto, que pretende fechar, essa semana, a agenda de Lula terá no Recife. "Só tem sentido fazer certas conversas quando a gente souber como as coisas vão ficar na legislação", observa o senador. Desde já, no entanto, ele confirma que haverá uma visita a Paulo Câmara com presença de boa parte dos socialistas do Estado.
"Deve ser um evento lá no Palácio das Princesas, mas uma coisa restrita", detalha Humberto. O senador define o encontro como uma "conversa de aproximação" entre PSB e PT, que viveram momento de distancimento na relação de 2014 para cá, e reafirma que haverá diálogos com outros partidos também. "Não vai ser só com PSB, vou fechar isso", pontua Humberto. No momento em que o presidente Jair Bolsonaro fala em "risco de não termos eleições ano que vem", Humberto alerta que o quadro é "preocupante" e aponta "tentativa de Bolsonaro de criar clima de instabilidade no País, falando que não haverá eleição, ameaçando". O senador avalia isso como "momento de construir uma resistência a qualquer tentativa de golpear a democracia". Os movimentos de Bolsonaro podem terminar catalisando a formação da frente ampla em torno do ex-presidente Lula, que, em pesquisa Datafolha divulgada ontem, aparece com 46% das intenções de voto, em simulação de 1º turno, contra 25% de Bolsonaro. Em um 2º turno, o petista pontua 58% contra 31% do presidente.
Pacheco reage. Lira silencia
A reação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ontem, a mais uma investida do presidente Jair Bolsonaro sobre o sistema eleitoral do País acabou realçando, aos olhos de parlamentares, o silêncio do presidente da Câmara, Arthur Lira, aliado do Planalto e definido por deputados como o "líder do governo" na prática. Pacheco disse que o "estado democrático de direito é inegociável".
Instituições > O senador Humberto Costa avaliou como diplomática a reação de Rodrigo Pacheco. "Mas foi bom de todo jeito, foi bom ter tomado posição. Estava faltando isso. Tem mais gente que precisa tomar posição", adverte o petista.
Consome... > Após ser chamado de "idiota" e de "imbecil" por Jair Bolsonaro, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, deu algumas "dicas da semana" no Twitter. A primeira delas, um livro: "A ditadura escancarada, Elio Gaspari".
...a si mesmo > A segunda foi um pensamento: “Quando um homem de bem responde um insulto com outro insulto, ele permite que o mal vença. Não é preciso responder. O mal consome a si mesmo”. E terminou, sugerindo uma música: "Cálice".
...à mesa > Isabella de Roldão recebeu, ontem, em seu gabinete na PCR, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o dirigente estadual da sigla, Wolney Queiroz. De lá, o grupo seguiu para um almoço. Na noite da quinta, Lupi foi recebido por Wolney e Thania Queiroz, em Caruaru. Além de Isabella e de Fábio Fiorenzano, o advogado do PDT nacional, Walber Agra, também esteve à mesa.
Fonte
:Folha de PE.

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