terça-feira, 19 de maio de 2009

Estado finaliza plano para tratar lixo


Secretaria-executiva das Cidades informou que a proposta de união de municípios para destinação de resíduos sólidos será apresentada no próximo mês

Mais uma vez, o governo do Estado promete uma solução para as 144 mil toneladas de lixo que são produzidas mensalmente nos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife. Ontem, a secretária-executiva das Cidades, Ana Suassuna, afirmou que a proposta de um consórcio que uniria os municípios para tratar da questão está sendo finalizada e será apresentada no próximo mês. As informações foram repassadas durante evento do Parlamento Metropolitano, no Senac de Jardim Paulista, em Paulista, Grande Recife.

“Nós precisamos de uma solução ambientalmente saudável, economicamente sustentável e que pense no lado social”, afirma Ana Suassuna. Segundo ela, o objetivo do governo é implantar a filosofia dos três Rs, ou seja, reduzir, reutilizar e reciclar o máximo possível. No Recife, apenas 45 do 94 bairros possuem coleta seletiva, mas a cidade concentra aproximadamente 50% do lixo produzido, o que corresponde a 72 mil toneladas.

O consórcio teria o objetivo de ampliar a coleta de lixo, irregular em muitos municípios e implantar definitivamente a separação dos materiais recicláveis. Segundo Ana, os catadores de lixo teriam uma importância fundamental nessas mudanças, mas os projetos de inclusão social voltados para eles ainda não foram finalizados. O governo também prometeu novamente impedir que crianças e adolescentes façam este tipo de trabalho.

Esse processo seria acompanhado por meio de um sistema de monitoramento. É uma forma de cobrar que os municípios tenham controle sobre o lixo que produzem, uma vez que muitos não souberam precisar os números pedidos pela Secretaria das Cidades.

O lixo orgânico e não-reciclável seguiria para três aterros sanitários públicos. Eles seriam construídos de forma a impermeabilizar o solo, impedindo que o chorume contaminasse o ambiente. Já os gases acabariam sendo utilizados como uma fonte de energia.

O projeto prevê três aterros nas Zonas Norte, Oeste e Sul do Grande Recife. Os locais exatos ainda não foram definidos, mas os lixões que recebem os resíduos dos municípios da Região Metropolitana já teriam data para ser fechados. O da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, acabaria no dia 2 de julho. O de Aguazinha, em Olinda, funcionaria por mais cinco anos. Essas áreas seriam recuperadas para voltar a ser utilizadas pela população.

A discussão a respeito de como lidar com o lixo produzido no Grande Recife começou há 10 anos. Em 2002, a Agência Condepe/Fidem chegou a propor oito projetos, incluindo a criação dos três aterros apresentados ontem, mas nenhum saiu do papel.

Questionada a respeito de prazos para início das mudanças, Ana Suassuna afirma que esta resposta está nas mãos dos municípios. O governo prevê que alguns projetos levarão mais de quatro anos para serem implantados, mas também não soube precisar quantos.

Na ocasião estavam presentes Genildo Machado (Secretario Geral do Parlamento) e representando a câmara de vereadores de São Lourenço, os vereadores Gilberto Monteiro e Leonardo Barbosa.


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