quinta-feira, 15 de julho de 2021

Distritão pode gerar "rebelião", dizem deputados. Coutinho deixa comissão

Nos bastidores da Câmara Federal, já não s e descarta uma "rebelião" dos deputados contra os presidentes de partidos em meio ao debate da reforma política. Motivo: os dirigentes, em sua maioria, se posicionam contra o distritão, apontado por eles como alternativa que enfraquece os partidos por permitir que os postulantes sejam eleitos independente do desempenho das legendas. "Há um sindicato dos presidentes de partidos grandes, aqui, brigando pela manutenção da regra atual", observa, em reserva, um deputado à coluna. Com a tensão se elevando, ontem, um episódio acendeu o sinal amarelo nos ocupantes de cadeiras na Câmara: o deputado pernambucano Augusto Coutinho foi retirado da comissão especial que analisa a proposta de reforma política. Presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força é contra o distritão e Coutinho, até então titular da comissão, é favorável ao mecanismo. Dessa forma, Augusto já havia manifestado ao dirigente que deixaria a vaga, caso fosse necessário votar contra.

Ontem, ele acabou sendo removido do colegiado e substituído pelo deputado Áureo Ribeiro (RJ), que estava na condição de suplente. O movimento gerou um zum zum zum, nas coxias, entre os pares, que andam atentos às investidas dos presidentes das siglas. Indagado pela coluna sobre o episódio, Augusto não arrodeou: "Fui tirado". Questionado sobre a conversa com Paulinho da Força, ele explica: "Ele queria que eu votasse contra o distritão e eu já tinha dito que, então, me tirasse". Segundo Augusto, a posição do partido é favorável à manutenção do modelo atual, que veda coligações. O referido veto inquieta parlamentares porque implica em esforço maior para formação de chapas e em risco para muitos de não conseguirem manter seus mandatos. Sobre a atitude de seu partido, Coutinho admite: "É óbvio que não gostei, porque eu tinha posição clara". Nos corredores da Câmara Federal, há uma bolsa de apostas dando conta de que haveria 350 deputados favoráveis ao distritão e que a matéria deve ir a plenário, independente do parecer da relatora na comissão, Renata Abreu.

ADI no Supremo no radar
A relatora Renata Abreu chegou a incluir uma parcela mínima de votos a ser atingida pelos partidos para que eles se habilitassem para eleger representantes no modelo do distritão. O trecho acabou retirado. Mas, até ontem, uma parte dos deputados falava em adoção de outra "cláusula de acesso", equivalente a 30% do quociente eleitoral. O percentual é avaliado como baixo, quase como se não houvesse exigência. Já se aguarda Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo questionando o formato.

Day after > Um dia depois de lamentar que o MDB fica na Frente Popular e não apoia um projeto seu na corrida pelo Governo de Pernambuco, o prefeito Miguel Coelho voltou ao Palácio das Princesas, onde também cumpriu agenda há uma semana. Ontem, levou representantes do Grupo Mateus, quarto maior atacadista do Brasil, para apresentar a Paulo Câmara.

Carta... > O prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, foi à mesa, ontem, em Brasília, com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O gestor levou o prefeito do Cabo, Keko do Armazém, para um primeiro encontro com o dirigente nacional. As articulações para 2022, naturalmente, foram à pauta. 

Online > Presidente da Comissão de Reforma Administrativa, Fernando Monteiro aproveitou intervalo do colegiado, ontem, para participar da reunião virtual na qual o governador Paulo Câmara autorizou o início das obras de reestruturação do Aeroporto de Araripina. O investimento previsto é da ordem de R$ 2,8 mi.

Fonte :Folha de PE.

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