sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Polícia suspeita de crime em incêndio que destruiu reserva da mata atlântica

Dois incêndios em um mês destruíram uma área de reserva ambiental próximo ao distrito industrial de São Lourenço da Mata. A polícia iniciou uma investigação para saber se um dos casos, que destruiu milhares de mudas de pau Brasil, foi criminoso.

Hoje, um campo coberto pelas cinzas foi o que restou depois que o fogo destruiu toda esta área à margem da rodovia PE-05. O último incêndio foi registrado no último dia 02. Um mês antes, no dia 1º de dezembro, outro incêndio também provocou um estrago grande, só que do outro lado do rio Capibaribe perto da BR-408.

Ao todo, as chamas atingiram seis hectares de terra, queimando quase cinco mil plantas de diferentes espécies nativas da mata atlântica, entre elas, ipê, pau brasil e angico.

No ano passado, o Fundo Estadual de Recursos Hídricos liberou R$ 1 milhão para execução de cinco projetos de recuperação das matas nas margens de três rios: Uma, Sirinhaém e Capibaribe. Em São Lourenço da Mata, o trabalho estava mais avançado, mas, agora, boa parte dele precisa ser refeita.

“A ação agora seria de manutenção por mais dois anos e meio e vamos continuar. Só que não só vamos fazer a manutenção e irrigação, vamos replantar todas as que foram mortas”, explica a presidente da Fundação Nacional do Pau Brasil, Ana Cristina Roldão.

Antes que o trabalho recomece, o terreno recebeu a visita de policiais da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente e de técnicos das agências Estadual de Meio Ambiente, CPRH e de Águas e Clima. Eles falaram sobre a importância da preservação da mata que fica às margens dos rios.

Os dois incêndios estão sendo investigados pelo delegado Breno Varejão. Ele acredita que o mais recente foi um acidente, mas o outro teria sido criminoso.

“Já foram ouvidos dois suspeitos e foi solicitada a perícia, mas ainda não chegou o resultado. Como é um crime que depende muito da prova técnica, a gente precisa ter cautela e aguardar para formar entendimento”, conta Breno Varejão.

Da Redação do pe360graus.com

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