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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Esquenta briga de partidos em Pernambuco para atrair novos filiados



Faltando pouco mais de 40 dias para o prazo final de filiações de quem deseja disputar a eleição no próximo ano, é intensa a briga entre os partidos pela conquista de novos quadros. Queixas sobre “invasões de espaço” e assédio a filiados têm se tornado mais comuns à medida que se aproxima o dia 5 de outubro, data limite para a troca de partidos. São poucas as legendas, no entanto, que se arriscam a falar sobre o assunto. No caso do PSB, não são raras as queixas de aliados em relação ao apetite do partido. 

As queixas se intensificaram desde que o governador Eduardo Campos (PSB) intensificou as agendas pelo interior, no mês passado. Entre uma aparição e outra, ele tem aproveitado as visitas para, pessoalmente, ampliar a lista de potenciais candidatos do partido para o próximo ano. Eduardo tem planos de disputar a Presidência da República, mas também pretende eleger o sucessor. 

Outros partidos, apesar da movimentação, tentam afastar a tese de “invasão” de territórios. Potencial candidato ao governo de Pernambuco, em 2014, o senador Armando Monteiro (PTB) assegura que respeita os partidos aliados e que não faz campanha visando esvaziar a base de ninguém. “Quem quiser sair do partido está livre, não podemos aprisionar ninguém”, argumentou. 

Segundo o ex-deputado federal André de Paula (PSD), as costuras políticas só terão maior visibilidade nos últimos dez dias do prazo de filiação. De acordo com ele, a máxima do ex-senador Marco Maciel (DEM) de que “quem tem prazo não tem pressa” é bem oportuna. “Mesmo as pessoas que já decidiram mudar de partido não vão anunciar agora”, afirmou o pessedista.

Oficialmente, o PSB está aguardando o sinal verde do governador para definir o formato e data para anunciar as novas aquisições. “Não fechamos se será um ato no interior e outro aqui. Estamos aguardando a agenda de Eduardo”, despistou o secretário-geral do PSB no estado, Adilson Gomes. No PT, a preocupação maior no momento é definir nomes para o processo de Eleição Direta (PED) municipal. “Há a missão de montarmos chapas em todos as cidades que têm diretórios”, explicou o secretário municipal do PT, no Recife, Rosano Carvalho. 

Já o PMDB está investindo em cidades polos em busca de novos nomes. O partido deve investir na reeleição do deputado Raul Henry para federal e de Gustavo Negromonte para estadual. No DEM, o presidente estadual do partido e deputado federal, Mendonça Filho, garante que não há um trabalho especial para investir em novos nomes, mas revela que a legenda está trabalhando a indicação da vereadora Priscila Krause para a Assembleia Legislativa. Ele admite que o fato da legenda estar na oposição dificulta a conquista de novos filiados que se sentem mais atraídos por forças políticas que estão no poder. Já o PSDB fez, na semana passada, um encontro em Caruaru para discutir novas filiações.


Fonte :Diário de PE.

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