segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

PT do Recife adota posicionamento independente na Câmara Municipal

O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores lançou uma resolução, nesse domingo, 7, afirmando que a bancada da legenda na Câmara Municipal do Recife terá posicionamento de independência em relação a gestão do prefeito João Campos (PSB). A determinação ocorre após quase 20 dias depois que a líder do PT na Casa José Mariano, vereadora Liana Cirne, orientou os vereadores Osmar Ricardo e Professor Jairo Britto, ambos do PT, se posicionarem como oposição ao governo do PSB.

“Definir a atuação da nossa bancada de vereadores assumindo um posicionamento de independência em relação ao governo municipal”, escreveu o diretório no quinto tópico da resolução. De acordo com o presidente do diretório municipal do Recife, o petista Cirilo Mota, a decisão é reflexo da busca do PT pela unidade com os partidos de esquerda e com os setores progressistas na Capital pernambucana para construir a candidatura do professor Fernando Haddad (PT) para presidente, em 2022.

“A partir do momento que o PT se coloca para sociedade em discutir um projeto de recuperação da economia e dos diretos da nossa população, reafirma a responsabilidade diante de um campo para se alinhar aos partidos de esquerdas. Então, o nosso posicionamento na Câmara dos Vereadores reflete nisso. Nós temos a responsabilidade de construção de diálogo com o campo de esquerda para realizar o projeto de presidente Haddad em 2022. Esse posicionamento vai dialogar diretamente nesse estigma”, afirmou.

Marília
A resolução do diretório municipal ainda elogiou o posicionamento da nacional em relação a deputada federal Marília Arraes (PT) por ter disputado a vaga de segunda secretária da Câmara dos Deputados contra o candidato oficial da sigla, o deputado João Daniel (PT-SE). “Moção de apoio a direção nacional do PT e a maioria da bancada de deputados federais contra atitudes que rompe procedimento estatutário do partido e afronta a democracia interna e decisões coletivas”, diz a resolução.

Cirilo ressaltou que a postura da dissidente “foi uma afronta aos princípios democráticos interno” do partido. “A candidatura avulsa contraria a decisão coletiva. Então, a gente definiu lançar esse posicionamento de apoio ao diretório nacional e também a bancada que votou por não ter candidatura avulsa porque tinha uma candidatura oficial, onde ela foi derrotada. A gente acredita que deveria ter uma resposta”, explicou o dirigente.

Fonte : Blog da Folha de PE.

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