quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

O abre-alas de Miguel

 

Em meio a tantas notícias que apontam que Pernambuco vem crescendo feito rabo de cabalo, para baixo, tendo Recife, a capital, engolida por Fortaleza e Salvador, um estudo da Macroplan, divulgado com exclusividade, ontem, pela revista Exame, aponta a formosa e gigante Petrolina, capital do Vale do São Francisco, como a cidade que detém, hoje, disparado, o selo de melhor qualidade de vida no Nordeste.

A Macroplan é uma empresa de consultoria com sede no Rio de Janeiro e atuação em todo o Brasil. Surgiu como spin off da Claudio Porto & Consultores Associados, no final da década de 80, e logo ingressou no mercado de consultoria do Brasil entregando um produto inovador – construção de cenários e prospecção de futuros – no 1º ciclo de planejamento estratégico da maior empresa do País: a Petrobras.

De acordo com o levantamento, Petrolina é classificada como referência em gestão pública e qualidade de vida. O estudo bate com outros levantamentos oficiais. Em dezembro, a Sudene publicou um ranking no qual a cidade desponta na liderança em Pernambuco e em sexto lugar no Nordeste. Teve a melhor nota entre todos os municípios nordestinos, inclusive, à frente das capitais.

O Índice de Desafios da Gestão Pública avalia 15 indicadores de quatro segmentos estratégicos: educação, segurança, saúde e saneamento/sustentabilidade. São observados dados referentes à cobertura de saúde básica, qualidade de ensino, serviço de esgotamento, taxa de mortalidade infantil, números de homicídios, acidentes de trânsito entre outros.

O estudo detectou uma evolução na qualidade de vida em Petrolina, que resultou no aumento da nota, passando de 0,620 (em 2020) para 0,645 (em 2021). Tudo isso, diga-se de passagem, não caiu do céu, é produto da arrojada gestão do prefeito Miguel Coelho (MDB), filho do senador Fernando Bezerra Coelho, reeleito com a maior votação no Norte-Nordeste e uma das maiores do País.

“Petrolina tem a melhor gestão do Estado e não sou eu que estou dizendo, é a Sudene e a Macroplan”, diz, com o peito estufado de orgulho, o jovem prefeito, conhecido na cidade como o “Galeguinho”. Ele fechou a sua primeira gestão, ano passado, com investimentos da ordem de R$ 90 milhões. Construiu mais de 20 unidades de saúde, revigorou o programa de creches Nova Semente, implantou escolas de tempo integral, pavimentou mais de 400 ruas, mudou a empresa de transportes, oferecendo ônibus modernos com internet, fez um amplo programa de saneamento, matadouro e duplicou várias avenidas, entre elas a Cardoso de Sá e a pista de saída para Recife. Em meio à pandemia, Petrolina manteve o segundo lugar no ranking de geração de emprego no Estado.

Por tudo isso, pode desabrochar no Sertão o mais forte candidato da oposição ao Governo do Estado em 2022, para enfrentar com chances reais de vitória o candidato socialista, principalmente se for Geraldo Júlio, que pegou Recife campeã em todos os índices de referências regionais, e passou a João Campos como rabo da gata, atrás, pasmem, até da sofrível São Luís, capital do Maranhão, segundo estudo da Sudene.

Bateu a concorrência – A gigante Petrolina bateu cidades pujantes no Nordeste, ricas e com tradição, como as baianas Feira de Santana e Vitória da Conquista. Bateu Campina Grande e todas as capitais da região. Caruaru, da tucana Raquel Lyra, que pensa também em disputar o Governo do Estado na sucessão de Paulo Câmara, ficou em sétimo lugar, ao lado de Salvador e atrás de Fortaleza e João Pessoa. No ranking nacional, com pesquisas em 100 municípios, a campeã foi Maringá, no Sul do Paraná, seguida de quatro paulistas: Jundiaí, São José do Rio Preto, Piracicaba e São José dos Campos.

Rabo da gata – Já Recife, que Geraldo Júlio propagou com verba pública a falsa mídia de capital do Nordeste, coitadinha, ficou em 10º lugar, a última, superada por Mossoró, no Rio Grande do Norte, Salvador, Caruaru e até Teresina, uma vergonha para quem sempre ocupou posição de destaque no cenário nacional como referência no Nordeste. É por essas e outras que a cidade virou a capital das desigualdades sociais. Foi Geraldo que fez, não dá para esquecer.

Auxílio definido – O Brasil em breve terá um novo auxílio emergencial para a população de baixa ou nenhuma renda durante a atual fase da pandemia de coronavírus. Isso já é certo. O desejo da equipe econômica, se os presidentes da Câmara e do Senado concordarem, é este: valor e duração do novo auxílio emergencial – na faixa de R$ 200 a R$ 250 e por três meses; Bolsa Família reforçado com um bônus temporário de R$ 50 por 3 meses. Pelos cálculos feitos até agora, o coronavoucher de R$ 200 por três meses produziria uma despesa da ordem de R$ 20 bilhões, elevando a dívida pública de 89,3% para 89,5% do PIB.

Sem imposto – O Governo federal descarta a ideia de criar um novo imposto para custear o auxílio emergencial. Internamente, a proposta foi debatida pela equipe econômica. O objetivo seria criar uma alíquota temporária de 0,05% a 0,10% sobre as transações financeiras, aos moldes da antiga CPMF. Um esboço do texto foi veiculado na imprensa. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já sinalizou para congressistas que essa ideia não seguirá adiante. Guedes segue cobrando a aprovação do Orçamento e de novas regras fiscais para viabilizar o novo programa social.

A fórmula – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse, ontem, que há sensibilidade no Governo e no Ministério da Economia para encontrar uma “fórmula” para amparar as pessoas que ficaram sem renda com o fim do auxílio emergencial. “Estamos identificando a forma de se fazer isso. Há sensibilidade do governo e do Ministério da Economia para encontrar essa fórmula. Então, estamos encaminhando para poder resolver o quanto antes”, afirmou.

CURTAS

ATÉ BOLSONARO – Um novo vazamento de dados na internet pode ter exposto mais de 100 milhões de contas de celular neste mês de fevereiro, segundo o dfndr lab, da empresa de cibersegurança PSafe. Entre as informações vazadas estão o número de celular do presidente Jair Bolsonaro e da apresentadora Fátima Bernardes.

SAI SENADOR? – Se continuar destacado na mídia nacional ao longo do seu mandato como vem brilhando agora na condição de relator do projeto de autonomia do Banco Central, não será surpresa o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos) vir a ter o seu nome ventilado para disputar o Senado nas eleições de 2022. Até porque Paulo Câmara, candidato natural, não quer nem ouvir falar nessa possibilidade.

Perguntar não ofende: De onde o Governo vai tirar dinheiro para bancar o auxílio emergencial por mais três meses?

Fonte: Blog do Magno Martins.

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