segunda-feira, 26 de abril de 2021

RADAR POLÍTICO – As alternativas da Frente Popular para o Senado Federal

 


Escrito por Wellington Ribeiro
Quando o assunto é a chapa majoritária que a Frente Popular apresentará no próximo ano, não faltam especulações sobre os potenciais nomes que podem ocupar os postos de vice-governador e senador na composição. Para este último cargo, dado o tempo de mandato que é de 8 anos, o que possibilita o ocupante aspirar disputar o Governo do Estado sem ter que abdicar do cargo, o interesse é bem maior por parte de deputados.

Embora tradicionalmente a leitura política é de que a eleição do candidato a senador dependa muito do desempenho do candidato a governador da chapa, isso não exclui a necessidade de o postulante possuir um lastro político robusto para somar na disputa. Este capital político, por exemplo, é um dos principais requisitos para a escolha do nome que irá compor a chapa para este posto. Ele se dar por votos e/ou também do quanto o partido do postulante pode contribuir na eleição.

Com uma ampla coalizão partidária composta pelos partidos PSB, PP, MDB, Avante, PSD, PC do B, PDT, Republicanos, Solidariedade e PRTB, além com a possibilidade de retorno do PT, a Frente Popular tem nomes de sobra à disposição, dos quais se podem destacar o próprio governador Paulo Câmara (PSB) caso renuncie ao mandato em abril do próximo ano, o presidente da Assembleia Legislativa, Eriberto Medeiros (PP), os deputados federais Eduardo da Fonte, Sebastião Oliveira, André de Paula e Silvio Costa Filho e o deputado estadual José Queiroz (PDT). Caso se confirme o retorno do PT a Frente Popular, a sigla teria à disposição como alternativa ao posto os nomes do deputado federal Carlos Veras, Dilson Peixoto e até mesmo, em uma possibilidade mais remota, o ex-prefeito do Recife e deputado estadual João Paulo, que embora esteja no PC do B, pode retornar à sigla. Marília Arraes, por sua vez, embora reúna uma liderança incontestável, não passa pelo crivo do PSB devido a sua postura de oposição aos socialistas.

Diferente dos demais partidos que já compõem a Frente Popular, o que lhes garantem a princípio uma espécie de preferência na concorrência pelo posto, o Partido dos Trabalhadores pode chegar a abocanhar a vaga a depender do resultado de uma aliança a nível nacional com o PSB que evite, por exemplo, o lançamento de uma candidatura ao Governo do Estado assim como foi em 2018, quando o partido retirou a candidatura de Marília Arraes, se aliou ao PSB e emplacou Humberto Costa em uma das vagas ao Senado.

Em 2018, estavam em jogo duas vagas para o Senado Federal, no entanto em 2022 haverá apenas uma. Na atual conjuntura política, dificilmente o candidato da Frente Popular ao Senado não sairá dos nomes acima citados.

EM ALTA – Dos prefeitos reeleitos da Zona da Mata Norte, ao menos três se consolidaram como fortes lideranças da região. Tratam-se de Xisto Freitas (Aliança), Guiga (Vicência) e Marcelo Gouveia (Paudalho). Quando o assunto é capacidade de trabalho, entregas de obras e ações, e articulação a nível estadual, o trio desponta como os mais influentes da nova safra de políticos na região.

ARTICULAÇÃO – A prefeita de Amaraji, Aline Gouveia (PSB), comemorou a conquista de uma motoniveladora. A máquina de terraplanagem, que vai auxiliar nos serviços de terraplanagem das estradas vicinais do município, foi conquistada graças a uma articulação do deputado Guilherme Uchôa Júnior junto ao secretário Nacional do Ministério do Desenvolvimento Urbano, Tiago Pontes.

INDEFINIDO – O Partido da Mulher Brasileira (PMB) mudou o nome para Brasil 35. Dirigentes do partido têm mantido conversas com presidente Jair Bolsonaro na tentativa de convencê-lo a ingressar na sigla. Nos últimos dias Bolsonaro chegou a conversar com o presidente nacional do Patriota, mas não bateu o martelo. PSC, PTB e DC também são vistos como alternativas.

NO ESTALEIRO – Testada positivo para Covid 19, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), foi obrigada a dar um tempo nas agendas que estava realizando com lideranças políticas do estado para pavimentar a sua pré-candidatura ao Palácio do Campo das Princesas no próximo ano. Quanto aos trabalhos em Caruaru, a tucana manterá reuniões online com o secretariado e o vice-prefeito Rodrigo Pinheiro.

ESTRATÉGIA – Um dos entusiastas da candidatura de Raquel Lyra em 2022, o deputado federal Daniel Coelho, presidente estadual do Cidadania, afirmou ao Blog que ao menos duas candidaturas pelo campo de Oposição é um caminho inteligente para levar a disputa ao segundo turno. Para Daniel, Raquel tem feito um bom trabalho em Caruaru, é um nome muito competitivo e tem muito a oferecer a Pernambuco.

ALGUÉM RESPONDE? – Qual será o partido escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para disputar a reeleição?

Fonte: Blog Ponto de Vista.

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