domingo, 10 de outubro de 2021

PSB abre discussão interna sobre formar federação partidária para 2022

 

O PSB é mais um partido que abrirá o debate sobre a formação de federações partidárias. Na última quarta-feira, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, reuniu a bancada de deputados federais do partido para um almoço, com o intuito de discutir a possibilidade. Estiveram presentes 23 dos 32 parlamentares da legenda. Na ocasião, a ampla maioria foi favorável ao movimento. O próximo passo será uma consulta aos presidentes estaduais da legenda. A última instância a ser consultada será a executiva nacional da agremiação, que é composta por lideranças como o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio, e o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Paralelamente, a direção do partido já vem sendo procurada por partidos com o intuito de abrir um debate sobre a formação de uma federação. Na última quinta-feira, o Partido Verde procurou a direção socialista para iniciar tratativas sobre a possibilidade de uma aliança. Em reserva, uma fonte socialista afirma que a busca para a formação de federações deve ser feita com legendas de peso semelhante ou menor do que o PSB. A avaliação é de que não se pode buscar a união com agremiações que acabem “engolindo o PSB”, mas sim com aquelas que possam preservar uma autonomia e comando maior dos socialistas nas decisões sobre 2022. Apesar da posição confortável que a legenda possui em Pernambuco para a formação de chapas para deputado estadual e federal, outros estados não possuem a mesma realidade. Durante a reunião com a bancada, alguns socialistas de outros estados relataram as dificuldades para formar chapas competitivas para as eleições proporcionais. A discussão, contudo, ainda é embrionária e a avaliação é de que outros partidos também devem procurar o PSB nos próximos dias.

Costuras nos estados vai pesar

Em mais uma eleição, o fator que deve pesar para a escolha do nome que o PSB vai apoiar nas eleições presidenciais será a busca de apoio em estados estratégicos. Nessas costuras, os petistas, hoje, estão largando na frente. "O PT tem maiores possibilidades de oferecer apoios nos estados estratégicos", assinala Siqueira. As prioridades da sigla são Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. 

Protagonismo > Com a possibilidade de formação de uma aliança com o PT cada vez mais próxima, cresce a possibilidade dos socialistas indicarem o vice da chapa do ex-presidente Lula (PT). Sobre a hipótese, Siqueira afirma que ainda há muitas articulações a serem feitas, inclusive, com outras siglas, mas que “tudo tem que está na mesa para discussão nos próximos meses”.

na briga > Em recentes conversas com socialistas, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, fez questão de destacar que “não vai desistir de ter o apoio do PSB” para Ciro Gomes em 2022. À coluna, o pedetista brincou que “é brasileiro e não desiste nunca”, ao comentar sobre as chances de formação da aliança.

disputa > Nas hostes do MDB, a avaliação é de que a saída do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (DEM), da sigla deve tirar entre 5 a 6 gestores municipais do partido, mas que a legenda deve segurar a maioria dos seus mais de 20 prefeitos.

Juntos novamente > O governador Paulo Câmara (PSB) e o senador Humberto Costa integram a mesa de debates da Bienal do Livro neste sábado, pela manhã. Eles irão  discutir os desafios de Pernambuco no pós-pandemia. O evento também contará com a participação do economista do Dieese, Chico Pinheiro.

Fonte :Folha de PE.

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