
Um dos auxiliares mais elogiados da equipe do governador Paulo Câmara, o secretário da Casa Civil, Zé Neto, reuniu toda a base governista, ontem, em Palácio, num beija-mão pela passagem do seu aniversário. Com forte DNA político, sendo sobrinho do ex-governador Joaquim Francisco, Zé Neto é um dos nomes cotados do PSB para entrar na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
Conheço Zé Neto desde que ingressou na vida pública, nos anos 90, eu secretário de Imprensa de Joaquim, ele oficial de gabinete do governador. Ao longo desse tempo, não mudou nada. O poder nunca subiu à cabeça, embora seja poderoso. Continua simples, atencioso, trata da mesma forma todos os deputados, prefeitos e lideranças políticas que a ele recorrem para encaminhar demandas relacionadas aos municípios.
É, de longe, o mais educado e jeitoso do meio de campo da política governamental. Por isso mesmo, conquistou a simpatia de todos os deputados, até mesmo da oposição, assim como prefeitos que militam no campo contrário à cartilha socialista. Neto teve seu nome lançado a governador pelo líder do Avante na Câmara dos Deputados, Sebastião Oliveira, tão logo Geraldo Júlio sinalizou estar fora do páreo.
“Se depender dos deputados, o candidato é ele”, reafirmou Sebá, como é mais conhecido. O PSB só deve definir o seu candidato em janeiro, mas enquanto isso o que se observa nos bastidores é uma forte torcida pelo nome de Zé Neto. Ele deve disputar a indicação com os deputados federais Tadeu Alencar e Danilo Cabral.
Se o critério a voz das bases prevalecer, sobretudo a opinião dos deputados e prefeitos do PSB, Zé Neto levará uma nítida vantagem. Além de experiente gestor – antes da Casa Civil passou em outras pastas, como Administração, Fazenda e Planejamento – tem envergadura política e couro de elefante para o enfrentamento com a oposição.
Pressão sem volta – Senadores próximos a Fernando Bezerra tentaram, ontem, convencê-lo a desistir da entrega do cargo de líder do Governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). Tiveram conversas com ele ao longo do dia argumentando que a derrota pela vaga do Senado no Tribunal de Contas da União não interferia na imagem do senador como articulador do Planalto. Mas FBC não recuou da decisão, passando Carlos Viana (PSD-MG) e Marcos Rogério (DEM-RO) a serem os nomes mais especulados para substituir o senador pernambucano.
Mostrando as provas – A economista aposentada Maria Eduarda Marques de Carvalho prestou um novo depoimento à Polícia Civil, sete dias após o inquérito que investiga as denúncias de agressão, ameaças e estupro contra o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, ser concluído e remetido ao Ministério Público. O depoimento a respeito das denúncias contra o ex-marido foi realizado na Delegacia da Mulher de Paulista. Foi lá que as delegadas Jéssica Ramos e Fabiana Ferreira instauraram o inquérito para apurar a violência doméstica de que Maria Eduarda relatou ter sido vítima.
Duelo 1 – O pré-candidato à presidência Sérgio Moro (Podemos) chamou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “mentiroso” e disse que a Lava Jato “salvou” a Petrobras. Segundo o ex-juiz, o que prejudicou a empresa e o País foi a “roubalheira durante o governo do PT”. As declarações foram feitas, ontem, em vídeo publicado nas redes sociais. Moro rebateu a afirmação do petista de que ele e o ex-procurador Deltan Dallagnol são “chefes de quadrilha”, responsáveis pelos prejuízos econômicos ao Brasil.
Duelo 2 – “O objetivo [de Moro e Deltan], além de me tirar das eleições de 2018 como aconteceu, era também o de desmontar toda a estrutura da Petrobras, que era a empresa que mais fazia investimentos do Brasil. Tentaram acabar com a indústria de óleo e gás. Tentaram acabar com a regulamentação envolvendo o petróleo para o povo brasileiro e acabaram com a indústria de engenharia do país. Esse processo que me levou à prisão gerou 4 milhões e 400.000 desempregos no Brasil. Esse processo que me levou à prisão efetivamente gerou um prejuízo de investimentos de 272 bilhões de reais e fez com que os estados deixassem de arrecadar 58 bilhões de reais. Tudo isso já está provado e denunciado”, disse Lula.
Abraço da morte – Depois de mais de 30 anos atuando no PSDB, sendo uma das mais expressivas lideranças da legenda, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, dá adeus aos tucanos e no próximo domingo, numa boca livre com Lula em um dos restaurantes mais caros da capital, se abraça ao ex-presidente. É candidato a vice. Pode ser o abraço da morte. Quatro vezes governador do maior Estado brasileiro, Alckmin lidera toda as pesquisas de intenção de voto para voltar a governar São Paulo, mas prefere se abraçar ao líder da era que o País mais teve escândalos, do mensalão ao Lava Jato.
CURTAS
TRAÍRA – Se o presidente Bolsonaro tivesse agido de forma correta com o seu líder no Senado, Fernando Bezerra Coelho, teria o aconselhado a desistir da disputa pela vaga no TCU, percebendo que não teria chances. Mas fez ao contrário. O apunhalou pelas costas, deveria e mandou os senadores da sua base votarem maciçamente no senador mineiro Antônio Anastasia (PSD), eleito com 52 votos.
REAGE, JOEZIL! – Depois da perda do meu amigo Samir Abou Hana, sexta-feira passada, antecipei, ontem, com profunda tristeza, neste blog, o quadro grave do jornalista Joezil Barros, que está entubado numa UTI no Recife em razão de uma embolia pulmonar. Devo meu ingresso no jornalismo a Joezil. Foi ele que me acolheu na redação do Diário de Pernambuco quando ali aterrissei na condição de estagiário nos anos 80. Oremos pelo restabelecimento da sua saúde.
Perguntar não ofende: Fernando Bezerra rompe com o Governo depois de entregar a liderança no Senado?
Fonte: Blog do Magno
Martins.
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