quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Três cidades de PE têm apenas um candidato a prefeito

Montagem/Facebook

Montagem/Facebook

Em Pernambuco, três municípios do interior têm apenas um candidato a prefeito nas Eleições 2020. Marcos Patriota (DEM), Uilas Leal (PSB) e Matheus Martins (PSB), disputam as prefeituras de Jupi, Alagoinha e Terezinha, respectivamente. O prazo para homologação das candidaturas encerrou-se no último sábado (26), e agora os três candidatos tentam, sozinhos, a reeleição para o quadriênio 2021/2024. 

Não é a primeira vez que isso acontece em uma dessas cidades. Em 2004, Ezaú Gomes (DEM, à época PFL), se elegeu pela chapa ‘Vamos Continuar Crescendo’, em uma disputa solo à Prefeitura de Terezinha. 

Apesar da ausência de oposição, concorrer sozinho não significa que a eleição está garantida. De acordo com a legislação eleitoral, mesmo que haja somente um postulante, ainda é necessária a realização de votação, e que se nenhum voto é computado, mesmo com a vantagem “óbvia”, uma nova votação precisará ser organizada. 

O diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), Orson Lemos, diz que a possibilidade de uma eleição nessas condições ser impedida, porém, é baixa. “Os únicos fatores que podem impedir são se a chapa tiver problema ao não preencher os requisitos de legitimidade, ou se ninguém votar neles, o que é quase impossível”, explicou.

Em 2016, enquanto mais de 16 mil candidatos se empenharam em campanhas acirradas para um cargo de prefeito no Brasil, postulantes em 97 cidades de 13 estados concorreram sozinhos ao posto, o que mostra uma incidência consistente do quadro.

Para a cientista política Priscila Lapa, essa configuração é um “sintoma” sistêmico, que mostra ineficiência e desestímulo à viabilização de candidaturas. A fragilidade econômica local, principalmente em cidades pequenas e dependentes de repasses de verba para funcionar minimamente, é uma outra grande catapulta para a centralização.

“As três cidades mencionadas são inviáveis do ponto de vista econômico-financeiro. Há uma dependência muito grande de repasse de recursos, e uma dinâmica econômica baixíssima. Nos últimos anos, (as cidades) viram ainda os seus recursos reduzidos. Como é que vai se estimular as pessoas a renovar o quadro político-partidário, num ambiente econômico tão dificultoso? Há um desestímulo, uma falta de credibilidade, um sentimento muito negativo em relação à política difundida”, diz a especialista.

Priscila explica ainda que a falta de diversidade no pleito pode ser prejudicial à saúde democrática, e que ela representa um “empobrecimento das propostas e alternativas”.

“Penso que a democracia ainda se faz por pluralidade e por debate de ideias. Se em algumas cidades temos um cenário muito favorável à eleição ou reeleição de um só governante, se gera um certo desestímulo para que outras candidaturas queiram participar. Então se tem nesse cenário um empobrecimento de visões diferentes, gerando até o empobrecimento da própria democracia. Dá a entender que a política tem dono, que está na mão de algumas pessoas e que não há chance para outras forças políticas”, continuou.

A cientista pede que a população esteja atenta às fake news e também às regras, sabendo o que vale e o que não vale do ponto de vista da legislação eleitoral. Sobre impedimentos práticos às candidaturas de políticos sem oposição, ela ressalta que as regras são mantidas, e que eles devem elaborar as suas campanhas como se estivessem disputando com alguém. Abuso do poder econômico, compra e venda de votos seguem sendo alguns dos exemplos que não perdem a validade independente da disputa.

Legislação não prevê impedimento às candidaturas únicas

Não há no dispositivo legislativo eleitoral, qualquer indicação de que uma candidatura única seja inválida ou que fira a legitimidade de um pleito. A legislação também não menciona percentual mínimo de votos para essa situação, apesar de deixar claro que a votação ainda é necessária, e que não votar pode arriscar a eleição de um candidato.

“Embora o voto seja obrigatório para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos, ela (a legislação) tão-somente estabelece sanção aos eleitores obrigados a votar que não comparecem nem justificam a ausência. É certo que, na hipótese das ausências suplantarem os comparecimentos, a questão da representatividade dos eleitos pode vir à discussão, mas essa situação não invalida a eleição”, explica Hardy Waldschmidt, secretário do TRE-MS e professor universitário, em artigo submetido ao TRE.

Fonte : Leia Já.

Ausência de Bolsonaro prejudica nomes de direita

O presidente Jair Bolsonaro é de longe a grande personalidade política do país, seu jeito polêmico e popular o coloca no centro das atenções, não só pelo cargo, e sua popularidade lembra a forma como Lula estava na época em que presidiu o país. Apesar disso, no Recife o fator Bolsonaro pode ser dissipado com a multiplicidade de candidaturas de direita.

Na eleição de 2018 poucos tinham coragem de dizer que eram defensores de Bolsonaro, hoje todo mundo na direita quer tirar uma casquinha da popularidade do presidente, e por isso a maioria dos candidatos corre o risco de sair prejudicados. Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho sinalizou que o presidente só deverá vir no segundo turno caso um nome alinhado com o presidente chegue a segunda etapa.

O problema é que pelas pesquisas divulgadas, a eleição caminha para uma polarização entre João Campos e Marília Arraes, e na mente do eleitor bolsonarista fica difícil identificar aquele que representa o presidente com tantos nomes querendo pegar carona em sua popularidade. Portanto, o segundo turno pode ser tarde demais para a direita pra ter o apoio de Bolsonaro na eleição.

Desrespeito – No debate da última segunda-feira o candidato Victor de Assis (PCO) foi extremamente despeitoso com Mendonça Filho (DEM) ao afirmar que o ex-ministro estava trancafiado com Alexandre Frota no Ministério da Educação. O candidato quis o tempo todo tumultuar o debate.

Meme – Os adversários de Mendonça, que não têm nada a ver com a história, utilizaram o episódio e viralizaram o vídeo nas redes sociais, apontando uma imagem do encontro do ex-ministro com Alexandre Frota. Para um parlamentar, o ocorrido já fez Mendonça queimar a largada ao se trocar com um candidato inexpressivo.

Ausência – O grupo dos exilados está triste com o secretário da Casa Civil, José Neto. Desde que assumiu o posto parou de participar dos almoços do grupo, composto por uma série de integrantes do governo Paulo Câmara.

Craque – Apesar de estar em falta com o grupo dos exilados, José Neto é considerado um craque no governo Paulo Câmara, elogiado por prefeitos, deputados e outros políticos que procuram a Casa Civil para destravar suas respectivas demandas.

Navegando – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou parceria com as operadoras de celular para que o cidadão não gaste o pacote de dados quando estiver navegando no site da Justiça Eleitoral, portal que concentra serviços ao eleitorado e informações sobre candidatos. A intenção é que o eleitor tenha mais estímulo para acessar esse conteúdo. O prazo da gratuidade é de setembro até o fim de novembro.

Guia – A reunião para elaboração do plano de mídia e sorteio da ordem de veiculação de propaganda, em inserções e em bloco, no guia eleitoral gratuito do Recife será nesta quinta (1º), no plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Irão comparecer representantes de TVs e rádios que operam no Recife. O guia eleitoral começa dia 9 de outubro.

Inocente quer saber – Quem é o candidato mais prejudicado com a ausência de Bolsonaro no Recife?

Fonte : Blog Edmar Lyra.

TSE lança campanha"#EuVotoSemFak", contra a desinformação nas eleições

 Campanha do TSE Eu voto sem fake em 24.09.2020

A nova campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a desinformação, “#EuVotoSemFake”, espera falar diretamente com o eleitor. A iniciativa, que será lançada nesta terça-feira (29), busca conscientizar os eleitores sobre o papel que eles têm na divulgação de informações verdadeiras durante as Eleições Municipais 2020 e sobre como podem se juntar à Justiça Eleitoral no combate à desinformação.

Veja a matéria da TV TSE sobre a campanha #EuVotoSemFake.

Segundo Thiago Rondon, coordenador digital de Combate à Desinformação do TSE, o principal objetivo da campanha é passar informações precisas sobre o processo eleitoral, como os cuidados sanitários para a realização do voto no dia das eleições, o funcionamento do fluxo de votação e as orientações para os eleitores em relação à apresentação de documentos, entre outras. “Tendo acesso à informação verdadeira, a população fica mais tranquila para votar e mais preparada para combater as chamadas fake news”, destaca.

As principais recomendações da campanha aos eleitores são: sigam os canais oficiais do TSE e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de seu estado; e baixem os aplicativos do TSE, como o e-Título – a versão digital do título de eleitor –, o Mesário – usado para treinar e auxiliar os mesários antes e durante as eleições – e o Pardal – criado para receber denúncias da sociedade sobre irregularidades em campanhas eleitorais.

Outro importante aliado na campanha será o assistente virtual via WhatsApp que o Tribunal lançará em breve para esclarecer diversas questões sobre o processo eleitoral. “A desinformação vem sendo acelerada pelo uso da tecnologia digital, e seu combate é uma prioridade do TSE. Com mais instrumentos, chegaremos a um maior número de pessoas. Nossa intenção é que os eleitores possam exercer sua liberdade de voto sem desinformação”, ressalta Thiago.

Compromisso do TSE

Thiago Rondon conta que, por meio dos aplicativos e dos canais sociais do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais, também serão transmitidas informações da Justiça Eleitoral. “Cada eleitor pode colaborar, compartilhando em seus grupos de família e de amigos, informações do Tribunal sobre as Eleições 2020. O eleitor deve também ficar atento para não passar para frente notícias falsas. Para isso, é preciso prestar bastante atenção às informações que chegam até ele. Ao receber uma notícia muito urgente ou sensacionalista, é melhor pensar duas vezes antes de replicar. Checar antes de passar para frente é o melhor caminho”, recomenda Thiago.

O combate à desinformação é um dos compromissos da gestão do presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, que enfatiza a missão da Justiça Eleitoral em assegurar a democracia brasileira e a preocupação da Corte com campanhas de desinformação, de difamação e de ódio na internet.

Para o ministro, “as mídias sociais, as plataformas de internet, os veículos de imprensa e a própria sociedade são os principais atores no enfrentamento da desinformação”, uma vez que, segundo sua avaliação, a Justiça Eleitoral tem papel importante, porém residual, no enfrentamento das fake news, pois o Judiciário não tem nenhuma intenção de se tornar censor da liberdade de expressão das pessoas.

Programa de Enfrentamento à Desinformação

Voltado ao processo eleitoral deste ano, o TSE mantém, desde agosto de 2019, o Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020. A iniciativa conta com a parceria de 52 instituições – entre partidos políticos, entidades públicas e privadas, associações de imprensa, plataformas de mídias sociais, serviços de mensagens e agências de checagem –, que se comprometeram a trabalhar com a Justiça Eleitoral para minimizar os efeitos negativos provocados pela desinformação no processo eleitoral brasileiro.

A Corte Eleitoral também mantém uma página específica na internet com diversos conteúdos sobre o tema. No site Desinformação, é possível encontrar esclarecimentos sobre informações falsas divulgadas durante as eleições envolvendo a Justiça Eleitoral, a urna eletrônica e o voto. O cidadão também tem acesso a uma série de vídeos explicativos produzidos pelo Núcleo de Rádio e TV da Assessoria de Comunicação do Tribunal.

De acordo com Thiago, o TSE está observando e monitorando atentamente todos os aprendizados, a cada campanha e a cada eleição, para que a Justiça Eleitoral seja fortalecida e o combate à desinformação seja feito de forma cada vez mais estruturada.

Fonte : TSE.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Missionária Savana aposta no apoio de Hamilton Mourão na disputa pela Prefeitura de São Lourenço

A candidata à Prefeitura de São Lourenço da Mata, Missionária Savana (PRTB), recebeu o apoio do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), para seu projeto político de administrar o município da Região Metropolitana. A partir desta semana, materiais de foto e vídeo, produzidos durante a visita de Savana em Brasília, no Distrito Federal (DF), serão divulgados para reforçar aliança firmada entre ela e o principal nome da sigla partidária. A chapa é a única do município que conta com o apoio de um representante do Governo Federal. 

De acordo com a missionária, o projeto do PRTB municipal tem propostas de representar a nova política que a população tanto tem desejado. "A mudança que iniciou no Brasil com a eleição do presidente Jair Bolsonaro e do vice Mourão, precisa continuar acontecendo, e desta vez em nossa São Lourenço", lembrou Savana ao destacar a necessidade de alternância do poder político da cidade que não acontece há mais de 50 anos. 

Segundo Savana, com o apoio do general Mourão a candidatura da chapa, São Lourenço terá um canal de comunicação aberto com o governo na gestão do município. "A aliança com nosso vice-presidente representa um importante reforço de nosso projeto", concluiu a missionária.  

Entre as propostas da majoritária, para o legislativo, a candidata Savana contou que o plano de governo busca atender as áreas da saúde, educação, saneamento básico, meio ambiente e infraestrutura. Sendo eleita, a missionária pretende oferecer água nas torneiras e garantir uma iluminação pública de qualidade. A reestruturação de todo o sistema de saúde da cidade e inserir o município na rota do desenvolvimento econômico e sustentável são outras promessas prioritárias da chapa.

Fonte :Blog da Folha de PE.

Senadores criticam proposta de tirar dinheiro do Fundeb para o Renda Cidadã

 





A proposta do governo, anunciada na segunda-feira (28), de financiar em parte o programa Renda Cidadã com recursos do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foi criticada por diversos senadores. A intenção é que o Renda Cidadã substitua o auxílio emergencial a partir de janeiro, que é quando entra em vigor o novo Fundeb, com a obrigação de aportes maiores por parte do governo federal.

Em entrevista à Agência Senado, o relator do Orçamento para 2021 e da PEC Emergencial (PEC 186/2019), na qual deve figurar o Renda Cidadã, senador Marcio Bittar (MDB-AC), explicou que os recursos que vierem do Fundeb (no limite de até 5%) atenderão famílias a serem incluídas no Renda Cidadã e que tenham filhos na escola.

— Chegamos depois de dezenas de reuniões a um entendimento que busca solucionar um problema do país. Dez milhões de brasileiros estavam fora de qualquer programa e entraram no auxílio emergencial. Mas o que fazer a partir de 2021? Além de limitar o pagamento dos precatórios a 2% da receita corrente líquida, autorizamos o uso de até 5% do que estamos acrescentando no Fundeb ao Renda Cidadã, para que as crianças das famílias atendidas permaneçam nas escolas — disse Bittar.     

Mas o argumento ainda não é suficiente para convencer ao menos uma parte dos senadores. Também em entrevista à Agência Senado, a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) disse considerar inaceitável tirar dinheiro da educação para o Renda Cidadã, quando a seu ver o governo tem outras alternativas, relativas a políticas tributárias e de gestão econômica.

— O Fundeb é para a educação básica e não para outros fins. Por que o governo não vai atrás de grandes devedores e sonegadores de impostos deste país? Também é possível rever algumas renúncias fiscais. Por exemplo, o governo deixou de arrecadar, só em 2019, R$ 14,2 bilhões porque isenta a importação de agrotóxicos. Por que não taxa lucros e dividendos, como ocorre no mundo todo, ou grandes fortunas? Até mesmo tentar renegociar a dívida pública é melhor que tirar dinheiro da educação, porque mais de 50% dos impostos pagos pelo povo vão para os bancos, para pagar juros e serviços de uma dívida nunca auditada — protestou.

No Twitter, o relator do novo Fundeb, senador Flávio Arns (Podemos-PR), lembrou que o governo já tentou incluir recursos do fundo no programa que deve substituir o auxílio emergencial, e a proposta foi rejeitada quase por unanimidade.

— A possibilidade de usar recursos do Fundeb pro Renda Cidadã já foi derrotada nas votações. Isso porque o governo tentou, sem sucesso, inserir na PEC do Fundeb essa forma de financiamento para o programa. A educação deve ser priorizada, e prioridade significa orçamento — afirmou.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) avalia que a ideia não deve prosperar no Parlamento:

— O Congresso já rejeitou o uso de recursos do Fundeb para o Renda Cidadã. E fez isso praticamente por unanimidade.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também fez críticas, no Twitter, à proposta.

— Tirar recursos da educação pro Renda Brasil é mais que tirar dos pobres pra dar para paupérrimos. O governo não pode sacrificar o futuro do país, condenando o Brasil à indigência educacional. Além disso, o governo trabalha com um horizonte de assistência a 20 milhões de brasileiros, deixando os 50 milhões restantes, da atual massa de beneficiários do auxílio emergencial, à completa deriva. Para esses, só restará pagar a conta do aumento de tributos, como a maldita CPMF - criticou Randolfe, fazendo referência à possível criação de imposto sobre movimentações financeiras.

O senador Weverton (PDT-MA) foi outro que se manifestou no Twitter contra a proposta:

— Renda Brasil com recursos do Fundeb é um despropósito. A renda extra não será benefício se as crianças destas famílias não tiverem acesso a escolas públicas de qualidade. Resolve o presente e inviabiliza o futuro. Os recursos têm que vir de grandes fortunas e não dos pobres.

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) vê riscos de crime de responsabilidade no adiamento de pagamento dos precatórios, outra fonte de recursos proposta para o Renda Cidadã.

— O uso de 5% do Fundeb é em parte palatável, desde que se mantenha a criança na escola. Mas o uso de precatórios para financiar a Renda Cidadã pode ser inconstitucional ou pedalada. Mas é tudo muito polêmico, e tenho minhas dúvidas se o governo vai realmente enviar estas propostas para o Parlamento — afirmou.

Fonte: Agência Senado.

Alcolumbre ganha apoio até de líder do PT para se reeleger chefe do Senado

 


 (Foto: Pedro França / Agência Senado
)
Foto: Pedro França / Agência Senado
As costuras para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), concorra à reeleição ganharam força na Casa.

Com a realização de sessões semipresenciais, Alcolumbre aproveitou para visitar gabinetes e ganhou apoios até pouco tempo considerados improváveis, como o do líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE).

"Se eu puder e tiver a oportunidade de dar um voto a Vossa Excelência que eu não dei, darei com muito gosto. Sabe por quê? Porque eu acredito é na boa política e não na nova política fascista que quer dominar o Brasil", afirmou o petista em plenário, na quarta-feira passada (23).

No mesmo dia, Carvalho anunciou aos colegas que iria presidir, na sexta-feira (25), a sessão de debates da Casa. Sentado na cadeira de presidente do Senado, reiterou a defesa de Alcolumbre
"Reforço a nossa admiração ao presidente Davi Alcolumbre por conduzir com tanta competência os trabalhos da Casa", disse o petista.

Nos últimos meses, Alcolumbre tenta se firmar como a opção de Jair Bolsonaro para ficar mais dois anos à frente do Senado –seu mandato vence em janeiro. Tem falado constantemente com ministros do Supremo Tribunal Federal, ex-presidentes da corte e ex-presidentes da República.

A campanha com senadores tem sido tão intensa que resultou até no apoio da senadora Kátia Abreu (PP-TO), que foi crítica de Alcolumbre na eleição passada.

Kátia protagonizou embate com ele no dia de sua eleição, em fevereiro de 2019. Ela, que apoiava Renan Calheiros (MDB-AL), se levantou, ocupou a Mesa Diretora e, aos berros, questionou Alcolumbre. "O senhor é candidato, não pode presidir a sessão!", exclamou, antes de arrancar uma pasta de suas mãos.

Para a eleição de fevereiro de 2021, já com voto declarado, Kátia brinca: "Eu não vou tomar pasta nenhuma desta vez. Eu vou dar é um arquivo cheio de pasta para ele. Meu voto é do Alcolumbre".

A Constituição veda reeleições na mesma legislatura, como é o caso agora, mas o presidente do Senado e seus aliados tentam emplacar no STF outra interpretação, além de não descartarem a saída mais difícil de tentar aprovar uma emenda constitucional.

No Senado, a PEC (proposta de emenda à Constituição) que pode permitir a reeleição recebeu apoio também de Fabiano Contarato (Rede-ES).

A assinatura do senador no projeto gerou desconforto entre ele e o líder do partido na Casa, Randolfe Rodrigues (AP). Após conversas, Randolfe afirmou que as arestas foram aparadas.

"Ele [Contarato] disse que assinou a PEC sem compromisso de votar. Ele defende o direito de reeleição só por PEC. A nossa defesa, da Rede, é pela defesa da Constituição", afirmou.

Oficialmente, Alcolumbre diz que eleição é assunto para o próximo ano. Mas uma manifestação da Consultoria Legislativa da Casa fez o presidente mudar a postura.

Em nota oficial, Alcolumbre desautorizou a Consultoria Legislativa a emitir manifestações a respeito da possibilidade de reeleição à Mesa Diretora da Casa.

Foi um resposta a uma nota técnica da consultoria, elaborada a pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania- SE).

Vieira, que integra o grupo Muda Senado, questionou a Consultoria Legislativa sobre a possibilidade da reeleição. A consultoria do Senado é um órgão técnico, formado por servidores de carreira da Casa, que têm por objetivo auxiliar os parlamentares em decisões técnicas e jurídicas.

A manifestação do órgão foi contrária aos interesses de Alcolumbre. "Parece-nos inequívoco que, no mandato subsequente, dentro da mesma legislatura, é vedada a reeleição para os mesmos cargos", disse a nota da consultoria.

A resposta veio horas depois. "O Senado da República restringiu sua manifestação no âmbito do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, por intermédio da Advocacia do Senado Federal", disse a nota do presidente.

A advocacia do Senado já defendeu no STF que os presidentes da Casa e também da Câmara possam ser reeleitos. A manifestação do órgão do Senado foi feita numa ação em que o PTB questiona o tema no Supremo.

Randolfe Rodrigues diz que o Senado nunca tinha passado por caso semelhante, em que a Consultoria Legislativa fosse criticada de forma pública por suas manifestações a pedido de senadores.
"Os pareceres dos consultores sempre existiram para orientar a posição dos senadores. É um órgão autônomo."

Para Alessandro Vieira, que fez o questionamento à consultoria, a única forma de viabilizar a candidatura seria por meio de uma PEC.

"A consultoria do Senado é formada por profissionais da mais alta qualificação e seriedade. Estamos falando de vedação constitucional expressa. A única possibilidade de alteração se dá por aprovação de emenda constitucional. Qualquer coisa diferente disso é golpe contra a própria democracia", disse.

A PEC enfrenta a oposição de partidos que almejam não só a cadeira de Alcolumbre, mas a do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara.

Fonte : 

Por: Iara Lemos

 

Por: FolhaPress.

Diario de PE.

Aplicativo Pardal lançado para as Eleições 2020

 arte com logo do aplicativo pardal

Já está disponível a nova versão do aplicativo Pardal. Criado em 2014, pela Justiça Eleitoral, o app foi desenvolvido para receber denúncias de irregularidades em campanhas eleitorais. O objetivo é facilitar o trabalho de apuração por parte dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Ministério Público Eleitoral, com base na participação popular.Usando o recurso, toda a sociedade pode agir por uma democracia melhor.

Atualizado ao longo de cada pleito, o aplicativo traz novidades para as Eleições 2020, visando uma maior funcionalidade. Sua reformulação voltará o foco para os ilícitos cometidos na campanha eleitoral, apurando uma maior gama de denúncias.

Muitas vezes, o cidadão enviava apenas uma foto de uma propaganda irregular, mas sem explicar se aquele local era um prédio público, por exemplo – o que impossibilitava a apuração corretaAgora, além da foto, o denunciante deverá enviar um relatório demonstrando qual a irregularidade a ser apurada. Quando as denúncias tratarem de outro tema que não seja a propaganda eleitoral, o Pardaloferecerá contato da ouvidoria do Ministério Público de cada local.

Entre as outras novidades, haverá um detalhamento maior na fase de identificação dos denunciantes e uma confirmação da denúncia, via e-mail. O aplicativo também foi aperfeiçoado para evitar o recebimento de denúncias falsas ou repetitivas (lixo eletrônico), e para permitir a anexação de denúncias relacionadas ao mesmo fato. As atualizações foram implementadas a partir de sugestões do Grupo de Trabalho instituído pelPortaria TSE nº 210/2019criadoespecificamente para trabalhar na evolução do Pardal.

O Pardal pode ser baixado gratuitamente na Apple Store (iOS) e na loja Google Play (Android).

Fonte : TRE-PE.

Diretório municipal da Rede Sustentabilidade reafirma apoio a Beto Accioly em Camaragibe

 


NOTA
A direção municipal do partido Rede Sustentabilidade em Camaragibe vem a público esclarecer as últimas notícias sobre os rumos da legenda na cidade.

Todo o processo de condução política foi realizado democraticamente respeitando todas as normas previstas, inclusive decidindo em convenção com filiados e pré-candidatos a vereador sobre a questão majoritária com a eleição de delegados que decidiram junto à executiva sobre compor a maior coligação de oposição da Região Metropolitana do Recife. No entanto, forças obscuras querem tumultuar o posicionamento político que trilhamos com decência, moralidade e espírito público. São os mesmos que injustiçam nosso candidato a prefeito acusando-o de crimes que ele não cometeu baseadas em investigações que nem sequer encontraram elementos para continuar.

Essas forças de outrora esquecem, na verdade, que nosso apoio é programático e o candidato Beto Accioly absorveu 100% do nosso plano de governo. Aliás, o plano de governo foi construído pelos partidos PV, PMN e Rede Sustentabilidade, porém com coordenação, supervisão e acompanhamento da comissão da Rede Sustentabilidade, na figura do porta-voz masculino, Uel Silva, e da porta-voz feminina, Juliana Lapenda. Beto se comprometeu publicamente em honrar as diretrizes e as propostas captadas junto à população, realizando uma campanha propositiva e objetivando um mandato que mudasse a vida das pessoas para melhor.

A consolidação da chapa majoritária contou também com a presença do nosso porta-voz masculino em Pernambuco, Clecio Araujo, que não somente apoia o nosso projeto municipal, mas participou ativamente de todas as etapas de construção desde a montagem da nossa chapa de vereadores até a decisão final de marchar com Beto Accioly. Temos feito um esforço hercúleo na tentativa de eleger vereadores e vereadoras a fim de fortalecer as ideias do partido.

Nossa chapa é plural, contando com representantes dos mais diversos segmentos sociais, como LGBT, cultura, pessoa com deficiência, matriz africana, mulheres, juventude, meio ambiente, comerciantes, profissionais liberais, militantes do movimento popular e demais formadores de opinião, com possibilidade real de elegermos 1 ou 2 vereadores para a próxima legislatura. Reafirmamos, portanto, categórica e publicamente o apoio à chapa Beto Accioly e Felipe Dantas, que possui todas as chances de se tornar vencedora do pleito de 2020.

Fonte :Blog Ponto de Vista.


Edson Fachin nega pedido de Witzel contra afastamento do cargo

 

Fachin lembra que Alerj também afastou Witzel

Fachin lembra que Alerj também afastou Witzel

Arquivo/Agência Brasil

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin negou habeas corpus impetrado pela defesa do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), contra a decisão que o tirou temporariamente do cargo

Os advogados de Witzel alegavam que a determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) foi ilegal por ter sido feita antes do recebimento da denúncia, sem direito ao contraditório e sem indicação de qual ato concreto o governador teria praticado.

"O conhecimento de habeas corpus, sem que se articule lesão ou ameaça ao direito de locomoção, configuraria alargamento da competência do STF pela via interpretativa, o que, em razão das características das normas de distribuição de competência, que constituem regras de direito estrito, não se admite", afirmou na decisão publicada segunda-feira (28).

Em sua argumentação, o ministro do STF também lembrou que o plenário da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) aprovou encaminhamento do processo de impeachment contra o político e também lhe impôs afastamento, o que mostraria que o STJ não teria exagerado na medida.

Fonte : Do R7.

TCE julga irregular serviço de transporte escolar em Ipubi

 


A Segunda Câmara do TCE julgou irregular, na última quinta-feira (24), o objeto de análise de uma auditoria especial realizada na Prefeitura de Ipubi, relativa ao exercício financeiro de 2019, cujo responsável é o prefeito do município, Francisco Rubensmario Chaves Siqueira. O processo (nº 19100484-4) foi de relatoria do conselheiro Marcos Loreto e a decisão, seguida por unanimidade.

A auditoria foi formalizada em decorrência de uma Medida Cautelar, expedida monocraticamente em julho do ano passado pelo conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, atual presidente do TCE, que determinou a imediata substituição de motoristas não qualificados que realizavam o serviço de transporte escolar no município. Além disso, a decisão estabelecia ainda a troca de veículos de carga destinados à condução escolar que apresentavam várias irregularidades, representando situação de risco à segurança dos alunos de Ipubi. 

O relatório da auditoria apontou, porém, que as determinações da Cautelar não foram cumpridas pela gestão do município. Foi constatado, ainda, que a contratação de serviços de transporte escolar para 13 rotas continua sem regularização para o devido processo licitatório e a precariedade do serviço de transporte escolar se mantém, colocando em risco a vida dos estudantes da rede municipal de ensino.

A equipe técnica do TCE apontou falhas na fiscalização e no acompanhamento dos serviços de transporte escolar do município, além da não retenção e o posterior recolhimento dos encargos previdenciários do Regime Geral de Previdência Social pelos serviços de condução de veículos. A ausência deste último item gera ônus para os cofres públicos, podendo comprometer gestões futuras e indo de encontro a uma gestão fiscal responsável.

O conselheiro Marcos Loreto determinou à prefeitura a correção das irregularidades apontadas no relatório de auditoria, a exemplo da substituição dos motoristas não qualificados para o transporte escolar, bem como dos veículos que não estejam de acordo com as exigências do Código de Trânsito Brasileiro.

O Tribunal também aplicou multas ao prefeito, Francisco Siqueira, no valor de R$ 42.512,50; ao Secretário de Educação do município, Carlos César de Lima, também no valor de R$ 42.512,50; ao Secretário de Administração e Finanças, José Silvino de Souza Sobrinho, de R$ 8.502,50; e ao responsável pela fiscalização do transporte escolar, Aparecido Monteiro Leite, no valor de R$ 4.251,25.

SESSÃO - Estiveram presentes à sessão, o presidente da Segunda Câmara, e relator do processo, conselheiro Marcos Loreto, a conselheira Teresa Duere, os conselheiros substitutos Marcos Flávio e Luiz Arcoverde e o representante do Ministério Público de Contas, Gilmar Severino de Lima.  

Fonte : TCE-PE.