segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Túlio Gadêlha: "PDT tem condições reais de ter uma candidatura própria no Recife"

Na véspera da visita do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, para bater o martelo sobre as eleições do Recife, o pré-candidato e deputado federal Túlio Gadêlha (PDT) avalia que o partido reúne as condições de disputar a prefeitura desde as eleições de 1985. O curioso é que quem disputou o pleito daquele ano foi o ex-deputado João Coelho - pai do deputado federal e também prefeiturável Daniel Coelho (Cidadania). Recentemente, a sigla contratou pesquisa para medir o desempenho dos seus postulantes no pleito da Capital e os cenários apresentados foram vistos como positivos por Túlio.

“Os cenários apresentados mostram que o PDT reúne condições reais de ter uma candidatura própria no Recife. Desempenho que não é visto no nosso partido desde 1985, quando João Coelho disputou nas primeiras eleições direta nas capitais do Brasil”, comenta Gadêlha. 

O parlamentar afirma que possui o apoio do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e do ex-presidenciável Ciro Gomes. “Estamos recebendo apoio desde o início do ano passado por parte do nosso presidente nacional, Carlos Lupi, de Ciro e de uma turma que tem pensado na construção de um plano de governo eficiente conosco”, pontua o prefeiturável. 

“A gente tem a missão de resgatar a autoestima do povo recifense. Dar agilidade, eficiência e prestar um serviço de qualidade ouvindo as pessoas. Falta escuta, falta cuidado com a cidade. Vamos mostrar que é possível construir uma gestão participativa capaz de reduzir as desigualdades”, completa.

Fonte :Blog da Folha de PE.

Mendonça Filho é candidatíssimo no Recife

Coluna da segunda |Mendonça Filho é candidatíssimo no Recife

Iniciada a temporada de convenções e a tão sonhada unidade da Oposição no Recife até agora não aconteceu, inclusive foi esperado o anuncio prometido pelo senador Fernando Bezerra Coelho no último sábado e também não aconteceu. O que de fato se tornou realidade é que Mendonça Filho é candidatíssimo.

O democrata jogou na resistência e perseverou com a ajuda e sinalização de Armando Monteiro garantindo o PTB e o Bruno Araújo confirmando o PSDB no seu palanque. O que fato novo o ajudou foi o drible que Daniel Coelho levou do PSL. Mesmo ficando três partidos para cada lado, os Ferreiras e nenhum momento abriu publicamente o voto no ex-tucano. E ainda mais, deixou Feitosa deitar e rolar com a pré-candidatura.

O jogo duro nas articulações imposto por Mendonça fez ele permanecer no páreo, mas não a unidade do bloco. Na campanha, o democrata que já foi secretário, vice-governador, governador e ministro da Educação vai utilizar dos seus predicados no Executivo para se projetar como bom gestor.

ESCONDEU O JOGO – Mesmo muitos dando como certo que o DEM não havia preparado uma chapa proporcional, à Coluna o pré-candidato a prefeito Mendonça Filho revelou que fez uma “chapa robusta” e que deve fazer de três a quatro vereadores tendo como puxador o presidente da ACS, Alberisson Carlos.

MENSAGENS SUBLIMINARES – Desconsiderando toda mexida no tabuleiro da Oposição, Daniel Coelho fez agenda de rua no domingo e usou sua conta no Twitter para disparar uma série de indiretas. Na última, ele cita Winston Churchill e a resistência aos nazistas.

ADIADA – Programada para esta terça-feira, a convenção do PDT no Recife, poderá ser adiada por dois motivos: definir que de fato será o candidato a prefeito se será o deputado Túlio Gadelha ou a ex-secretária de Habitação, Isabela de Rondão. E ainda existe a possibilidade de ter um acordo de retorno a Frente Popular.

RÁPIDAS

CONVENÇÕES – Dois partidos realizam hoje suas convenções municipais o PRTB confirma o deputado Marco Aurélio na disputa e o Partido Novo homologa Charbel como seu representante na corrida eleitoral.

CLÁSSICO – Em Olinda, a eleição promete ser um verdadeiro clássico entre o prefeito professor Lupércio e o ex-prefeito do Recife e deputado João Paulo Lima e Silva.

EXPECTATIVA – A cidade do Carpina, na Mata Norte, aguarda pelos primeiros números sobre a corrida eleitoral na cidade. A Pesquisa Naípes promete divulgar seus números nesta segunda.

CAMARAGIBE – Uma ala do PSB quer ter candidatura própria com Ednaldo, outros querem compor com a prefeita Nadegi Queiroz, inclusive esse foi o pedido da deputada Gleidi Ângelo ao governador. Paulo terá a palavra final e deve anunciar até amanhã.

PINGA-FOGO: FBC combinou com quem que teria anuncio no último sábado?

Fonte : Blog do Elielson.

Municípios já podem enviar propostas para o Circuito Urbano da ONU- Habitat

 

28082020Circuito Urbano ONU HabitatCircuito Urbano 2020 e Cidades Pós-Covid-19: Diálogos entre o Brasil e a África lusófona foi o tema escolhido para a terceira edição do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, que será on-line. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) apoia a campanha e incentiva os gestores municipais a promoverem ações da campanha de comemoração deste ano,  entre os dias 2 a 31 de outubro. 

O tema faz referência a uma das novidades, que é a parceria do escritório Onu-Habitat Brasil  com os escritórios do ONU-Habitat em Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Outra inovação será a realização de eventos virtuais para intercâmbio de experiências e conhecimentos das localidades sobre os desafios da habitação e das comunidades, considerando as recomendações de distanciamento e outras normas de segurança.

As inscrições para o envio de propostas de oficinas, webinários, painel de discussões, entrevistas, rodas de conversa, palestras, exibições devem ser eviadas até dia 6 setembro, por meio do Formulário de Inscrição de Eventos. A área de Planejamento Territorial da CNM incentiva a participação dos Municípios, principalmente para a troca de conhecimentos sobre como têm enfrentando e diversificado soluções habitacionais.

De acordo com a área técnica, diante da crise econômica e o contexto da pandemia, os desafios do planejamento urbano e a criatividade de adaptar os espaços públicos para a retomada das atividades ficaram ainda mais evidentes. Por conta disso, o envolvimento dos gestores municipais nas atividades se faz bastante importante.

A Onu-Habitat promove a campanha Outubro Urbano para incentivar ações e debates sobre os desafios enfrentados nas cidades pela população. No mês escolhido, duas importantes datas são comemoradas: Dia Mundial do Habitat e o Dia Mundial das Cidades, sendo a primeira dia 5 e a segunda dia 31. A primeira data vai debater Habitação para todas e todos: um futuro urbano melhor e as ações da segunda comemoração devem ser pautadas na temática Valorizando nossas comunidades e cidades. 

As ações devem envolver diversos setores no debate sobre como tornar a vida nas cidades melhor para todas e todos.

Ano passado, a Confederação impulsionou a campanha da ONU e promoveu uma semana de mobilização para sensibilizar prefeitos e gestores para as iniciativas. Para a entidade, é preciso alinhar as ações realizadas em nível municipal ao desenvolvimento sustentável, à Nova Agenda Urbana e ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, que trata do enfrentamento aos desafios da urbanização e da adoção de políticas públicas que melhorem a qualidade de vida das pessoas. Acompanhe o Twitter e o Instagram da CNM, pelos prefis @portalcnm.

Fonte : Da Agência CNM de Notícias.

domingo, 30 de agosto de 2020

Coronavírus impacta regras eleitorais na campanha deste ano



2020 está sendo um ano atípico para as eleições municipais no Brasil, que já está passando por mudanças drásticas em sua rotina em virtude da pandemia da Covid-19. Diante do cenário, a legislação eleitoral precisou se adaptar para conservar o processo democrático e assegurar a saúde da população. Ontem, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) decidiu, por unanimidade, que enquanto vigorarem as restrições sanitárias em Pernambuco, nenhum ato pode reunir mais de 10 pessoas no mesmo ambiente, conforme determina o decreto do Governo do Estado.

Além disso, todos os atos públicos do processo eleitoral deverão cumprir as normas sanitárias estaduais no combate à pandemia da Covid-19. Assim, eventos de pré-campanha, como convenções partidárias, ou da própria campanha, como passeatas, carreatas e reuniões, não poderão gerar aglomerações. O Tribunal ainda reforçou que todos os participantes devem usar máscaras, respeitar o distanciamento e ter à disposição o álcool em gel.

"A conjuntura de extrema gravidade e incertezas decorrente da pandemia da Covid-19, que vem atingindo milhares de pessoas, exige postura responsável de todos e sobretudo daqueles que almejam ocupar cargos nos Poderes Legislativo e Executivo, responsáveis pela definição e execução de políticas públicas”, disse o presidente do TRE-PE, Frederico Neves, destacando que a Corte recomendou que os partidos optem pelo modelo virtual de convenções, o que já foi possibilitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A advogada eleitoral Diana Câmara explica que a decisão do Tribunal está baseada na Emenda Constitucional 107, que alterou o calendário eleitoral e a data das eleições, em virtude da Covid-19, onde diz que os juízes das zonas eleitorais não podem fazer restrições. "A EC diz que os atos de propaganda eleitoral não poderão ser limitado pela legislação municipal ou pela justiça eleitoral, salvo se a decisão estiver fundamentada em prévio parecer técnico emitido por autoridade sanitária estadual ou nacional", ressalta.

TSE

Já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também tem anunciado uma série de mudanças para o dia da votação. Por unanimidade, na última sexta-feira, o Plenário do TSE confirmou que candidatos não podem participar de lives promovidas por artistas com o intuito de fazer campanha eleitoral. Outro ponto decidido pelo Tribunal é que, excepcionalmente, neste ano, a biometria não será exigida ao eleitor. Além disso, será adotada a antecipação de 1h de reabertura das seções de votação com a finalidade de evitar aglomerações nas escolas eleitorais. Ou seja, os quase 148 milhões de eleitores brasileiros irão às urnas das 07h às 17h.

O TSE ainda recomenda que as pessoas com mais de 60 anos, que fazem parte do grupo de risco do coronavírus registrem seus votos no período da manhã, das 7h às 10h, evitando assim os horários de maior movimentação.

O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, ressaltou que, apesar do momento delicado para a saúde pública do país, os eleitores podem e devem exercer o direito do voto - com todos os cuidados necessários -, uma vez que esse é o instrumento pelo qual os cidadãos definem os rumos do país. "Nós estamos fazendo todo o possível para conciliar, na maior medida, a saúde pública da população com as demandas da democracia. É votando nas eleições municipais que você define o destino da sua cidade e, em última análise, os rumos do Brasil. Vote consciente", afirmou o presidente do TSE.

Fonte :Blog da Folha de PE.

O aumento da avaliação positiva do governo e auxílio emergencial

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Por Rodrigo Augusto Prando, em artigo enviado ao blog

Não causa espanto a recente pesquisa do Instituto Datafolha que apresentou que Bolsonaro tem a maior aprovação desde que assumiu a presidência, pois, em junho, 32% consideravam o governo bom/ótimo e, agora, são 37%. Alguns fatores podem explicar o quadro geral. Vejamos.

O ponto fulcral, aqui, está no auxílio emergencial. O dinheiro transferido pelo Governo Federal aos que, na pandemia, se encontram em situação de vulnerabilidade é o principal motivo para a melhora da avalição. O auxílio foi solicitado por cerca de 40% da população brasileira – número que já mostra a tragédia econômica em curso – e, ainda, são 75% dos desempregados que procuram emprego, 71% entre os assalariados sem registro e 61% entre autônomos e liberais.

São estes, portanto, os responsáveis pela variação positiva pró-governo, segundo artigo de Mauro Paulino (Diretor Geral do Datafolha) e Alessandro Janoni.

Há outros elementos, especialmente, mudança de postura de Bolsonaro que reclamam atenção.

Do início do mandato de Bolsonaro até a prisão de seu amigo Fabrício Queiroz, tivemos um estilo que chamei, em artigos e entrevistas, de presidencialismo de confrontação.

Bolsonaro e os bolsonaristas raiz estavam, se não cotidianamente, ao menos semanalmente, confrontando e atacando os atores políticos e as instituições da república, cujos alvos principais eram o Congresso Nacional (a “velha política”) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Foi, assim, na conjugação de alguns eventos que essa mudança de atitude são mais visíveis, como, por exemplo: a prisão de Queiroz; as investigações no bojo do STF que miram o presidente, familiares e bolsonaristas; a saída de Weintraub do Ministério da Educação; a reação da sociedade e de investidores e, consequentemente, a tutela de Ricardo Salles por Hamilton Mourão no que tange à Amazônia; a busca de uma base política com o abraço caloroso no Centrão (naquela tão xingada “velha política”) e, por fim, até mesmo o silêncio de Bolsonaro pelo curto período no qual indicou que havia sido contaminado pelo coronavírus.

Assim, de maneira inédita teremos, talvez, ocupando o Planalto, um confrontador, que atacou as instituições, por um ano e meio e um candidato pelos próximos dois anos e meio, sem, com isso, termos conhecido um Presidente da República.

Os dois pilares da gestão Bolsonaro já não existem mais: Moro, no combate à corrupção e Guedes com sua agenda liberal.

Moro foi defenestrado do governo e Guedes encontra-se escanteado pelo “Bolsonarinho paz, amor e gastador”.

Há que se admitir que Bolsonaro sempre gostou de fazer campanha e não de governar.

No universo das contradições, a popularidade do governo está atrelada a tudo aquilo que o candidato Bolsonaro atacou na campanha, ou seja, a maior presença do Estado na economia e o aggiornamento do Bolsa Família.

Muitos dos que recebem o auxílio acreditam que ele será permanente e esse é o maior problema para o governo, ou seja, qual a mágica que será apresentada?

Será o “Programa Renda Brasil”, um novo e hipertrofiado “Bolsa Família”?

Muitos – sensíveis que estão – se questionam: e o menoscabo de Bolsonaro com a pandemia, sua falta de liderança e empatia e os mais de 100 mil mortos?

Isso não seria suficiente para derrubar sua aprovação?

A resposta, aqui, é não!

Nós, brasileiros, normalizamos a anormalidade e, para lembrar Maquiavel, a política é o que é e não o que gostaríamos que fosse.

Rodrigo Augusto Prando é professor e pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Graduado em Ciências Sociais, Mestre e Doutor em Sociologia, pela Unesp.

Fonte :Blog de Jamildo.

Witzel ataca ex-secretário e diz que está tendo defesa cerceada

 

Witzel foi afastado do governo do Rio de Janeiro

Witzel foi afastado do governo do Rio de Janeiro

Pilar Olivares/Reuters - 28.08.2020

Em seu terceiro dia afastado do cargo de governador do Rio por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Wilson Witzel (PSC) usou o Twitter neste domingo (30) para atacar o ex-secretário Edmar Santos, alegar que é inocente e dizer que está trabalhando em sua defesa - que, segundo ele, vem sendo "cerceada". O governador foi afastado por suspeitas de desvios na Saúde em plena pandemia do novo coronavírus.

"Estou sendo linchado politicamente por contrariar interesses poderosos. Não descansarei até demonstrar que fui enganado e provar minha inocência", escreveu. "Enquanto foram encontrados R$ 8,5 milhões em espécie com o delator, o ex-secretário Edmar, em minha casa nada foi achado, salvo contratos com notas fiscais emitidas. Ainda assim, o MPF resolveu considerá-los 'propina'."

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Witzel é diagnosticado com infecção em hospital do Rio e liberado

O ex-secretário de Saúde, chamado por Witzel de canalha na sexta-feira, tem sido o principal alvo de seus ataques, junto com o presidente Jair Bolsonaro, acusado por ele de influenciar nas investigações por motivação política.

Em delação premiada, Edmar Santos fez diversas acusações contra Witzel e a linha sucessória do governo, composta pelo vice, Cláudio Castro, e pelo presidente da Alerj, André Ceciliano. Edmar chegou a ser preso a pedido do Ministério Público do Rio, mas, por solicitação da Procuradoria-Geral da República, foi solto e fechou o acordo de delação.

"Ainda nem deu tempo para a defesa provar que o único ato praticado por mim em relação à (organização social) Unir contrariou interesses espúrios do delator, mas já fui punido com o afastamento do cargo. Tão logo soube das irregularidades, afastei os envolvidos", continuou Witzel na sequência de tuítes.

"Não posso responder por atos de terceiros que tenham agido de má-fé. Jamais compactuei com os atos de corrupção patrocinados pelo ex-secretário Edmar. Ele traiu a todos nós e, pelas investigações, já vinha sendo corrupto desde 2016."

Projeto incentiva separação do lixo pelos alunos nas escolas

 XIX Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas. Dep. Nicoletti (PSL-RR)

Nicoletti: objetivo é conscientizar os estudantes da importância de se preservar o meio ambiente

O Projeto de Lei 4270/20 altera a Lei de Educação Ambiental para incluir entre as ações e práticas previstas no ensino ambiental não-formal – fora do currículo – a separação do lixo reciclável produzido em escolas do ensino fundamental e médio. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

Autor da proposta, o deputado Nicoletti (PSL-RR) afirma que a intenção é conscientizar alunos da rede pública da necessidade de preservação do meio ambiente.

“O problema dos resíduos é de tamanha gravidade que necessita de uma ação complexa, que passa, inevitavelmente, pela escola”, comenta. “Esse processo deve ter início logo nas séries iniciais, como creches e pré escola, pois as crianças se transformarão nos adultos que vão separar os lixos e depositá-los corretamente”, acrescenta.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias.

A injustiça da oposição com Daniel Coelho

Duas vezes candidato a prefeito do Recife, em 2012 e 2016, Daniel Coelho nunca contou com um palanque robusto quando tentou o comando da capital pernambucana, apesar disso teve resultados expressivos, com destaque para a primeira tentativa quando obteve 28% dos votos válidos.

Nas eleições de 2018, Daniel deu uma demonstração de que não era individualista e buscava o espírito de grupo quando apoiou Armando Monteiro para o governo, Mendonça Filho e até mesmo Bruno Araujo para o Senado. Quem acompanhou de perto as articulações da oposição, Daniel sempre foi defensor da candidatura de Armando a governador, sendo muito correto com o petebista.

Até com Bruno Araújo, que tinha tido uma rusga na saída do PSDB, Daniel buscou ajudá-lo na campanha. O que se observou foi uma atitude correta por parte do deputado do Cidadania. O gesto de Daniel em 2018 não foi reconhecido pelo tripé da oposição. Mendonça Filho, que em 2018 lançou-se ao Senado, e lançou duas candidaturas a deputado federal e estadual, perdendo as três, decidiu colocar sua postulação mesmo sabendo que isto dividiria a oposição, que já tinha Daniel como nome natural.

Armando Monteiro, que é um homem centrado e respeitado por todos, tinha a condição política de encaminhar um entendimento em torno de Daniel, fazendo a justa reciprocidade de 2018, mas preferiu não se posicionar até a situação entre Daniel e Mendonça ficar de difícil entendimento. Bruno Araújo, por sua vez, não nutria simpatia por Daniel Coelho devido aos problemas de quando eram do mesmo partido, o PSDB, mas por ser um homem de elevado espírito público poderia buscar o entendimento em prol de Daniel, o que não aconteceu.

A corda esticou, e a situação entre Daniel e Mendonça ficou insustentável. A oposição fez a sua opção de correr o risco real de perder dividida do que ter qualquer chance de apresentar uma candidatura claramente competitiva representada por Daniel Coelho, que já havia mostrado ser um candidato de chegada.

O desfecho não tinha como ser diferente, hoje a guerra oposicionista deixou todos feridos e muito próximos de uma guilhotina, num risco real de ver a eleição ser polarizada entre o socialista João Campos, a petista Marília Arraes, primos e herdeiros de Arraes, e a neófita Patrícia Domingos, que foi a grande beneficiária desta pataquada da oposição no Recife.

Fonte :Blog Ponto de Vista.

Brasil tem 3 milhões de recuperados e 120 mil mortes do Covid-19

 Brasil tem 3 milhões de recuperados e 120 mil mortes do Covid-19

Desde o início da pandemia, o Brasil já confirmou 3.846.153 diagnósticos positivos de covid-19. Desse total, 3,1% faleceu; 18,7% está em acompanhamento e 78,2% conseguiu se recuperar da doença.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 758 óbitos e 41.350 casos confirmados.

Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos casos acumulados aos fins de semana.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,1%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 57,2. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1830,2.

Os estados com o maior número de mortes são: São Paulo (29.944), Rio de Janeiro (16.016), Ceará (8.382), Pernambuco (7.547) e Pará (6.109). As Unidades da Federação com menos óbitos são: Roraima (587), Acre (608), Tocantins (658), Amapá (659) e Mato Grosso do Sul (840).

boletim

Boletim epidemiológico covid-19 – Ministério da Saúde

Fonte :Agência Brasil.

Portal das Prefeituras.

Lei de Proteção de Dados traz mudanças, mas falta órgão fiscalizador

 

Lei começa a valer em setembro

Lei começa a valer em setembro

Pixabay

Depois de intensas disputas, a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709) começará a valer em setembro. A norma, que rege a coleta e o tratamento de dados, trará impactos para cidadãos, empresas e entes públicos. Mas entidades se preocupam pelo fato do órgão responsável pela fiscalização da sua aplicação, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, ainda não ter sido criada pelo governo.

O início da vigência ocorre após uma nova tentativa de adiamento ser derrotada no Senado. A LGPD foi aprovada em agosto de 2018 mas com um tempo de adaptação de dois anos. A Medida Provisória 959, cuja finalidade era tratar de procedimentos para o pagamento do Benefício Emergencial, incluiu a prorrogação do início da vigência deste mês para o ano que vem. Ela foi aprovada na Câmara com apoio de diversos segmentos empresariais (como empresas de tecnologia e de comunicação) e do governo federal.

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Mas uma questão regimental foi levantada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) que impedia a votação do adiamento uma vez que o tema havia sido tratado pela Casa Legislativa em outra matéria. Com isso, a tentativa ficou prejudicada. Mas ficou valendo ainda a mudança do PL 1.179 de 2020 segundo a qual as sanções só poderão ser aplicadas no ano que vem.

A LGDP disciplina os direitos dos indivíduos relativos a suas informações pessoais e de que maneira empresas e entes públicos podem coletar e tratar esses registros. Assim, o início da vigência da norma implica que as pessoas terão novas garantias sobre as diversas práticas de tentativa de obtenção de seus dados, tão comuns hoje em dia.

Para fiscalizar seu cumprimento e definir normas infralegais, foi prevista a figura da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, vinculada à Presidência da República. Contudo, o órgão não foi criado de fato pelo Executivo até agora. No dia seguinte à votação no Senado, o Planalto editou decreto com a estrutura do órgão, mas ainda sem designar seus conselheiros e presidente, o que ainda o deixa “no papel”.

Cidadãos

No caso dos cidadãos, a mudança é a previsão dos direitos instituídos na lei. Para além do consentimento, os indivíduos passam a poder pedir informações sobre a guarda e manejo de seus registros, bem como a correção destes ou até mesmo a revogação da autorização.

Um dos desafios é a criação de uma cultura de proteção de dados, com os cidadãos conhecendo o que podem fazer e recorrendo aos órgãos competentes para denunciar abusos e fazer valer seus direitos.

Empresas

Já as empresas terão mais responsabilidades, como obter consentimento do titular, dar transparência às suas práticas de tratamento e assegurar níveis de segurança da informação para evitar vazamentos.

Na avaliação da consultoria Cosin, há muitas empresas que ainda não adotaram medidas suficientes para se adaptar às novas regras. "As empresas ainda têm muita dificuldade na gestão de dados, com áreas ou processos inteiros sem os cuidados básicos", afirma Maria Fiorentino, gerente da Cosin Consulting. Entre os problemas está a ausência de estruturas e processos de proteção de dados, bem como de um responsável pela área.

Na avaliação da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a ausência da ANPD cria uma insegurança jurídica com o início da vigência da LGPD. “Com a entrada imediata em vigor, centenas de milhares de micro e pequenas empresas terão que direcionar seus recursos numa adequação que poderia ser dispensada ou, no mínimo, simplificada. São recursos escassos devido à redução da atividade econômica, que mereciam ser alocados em medidas que promovam a sobrevivência das empresas e a manutenção de empregos”, reclamou a entidade em comunicado.

ANPD

A representante da Coalizão Direitos na Rede, que reúne entidades de defesa dos usuários de Internet Bruna Santos, também ressalta a importância da implantação da ANPD. Ela entende que o desafio é garantir que as nomeações dos diretores compreendam o tema e estejam a altura das tarefas deste assunto complexo. A representante da Coalizão acrescenta que o decreto trouxe problemas no caso do Conselho Nacional de Proteção de Dados, órgão com representação de diversos segmentos auxiliar à ANPD.

Pelo decreto do governo, os representantes serão escolhidos pela direção da ANPD, a partir de uma listra tríplice. “A submissão de nomes da sociedade civil ao conselho diretor pode comprometer a representação da sociedade. Precisamos avançar para que o órgão multissetorial funcione como foi apontado na lei”, ressalta.

Direitos e deveres

Segundo a norma, dados pessoais são informações que podem identificar alguém. Dentro do conceito, foi criada uma categoria chamada de “dado sensível”, informações sobre origem racial ou étnica, convicções religiosas, opiniões políticas, saúde ou vida sexual. Registros como esses passam a ter nível maior de proteção, para evitar formas de discriminação.

Mas quem fica sujeito à lei? Todas as atividades realizadas ou pessoas que estão no Brasil. A norma valerá para coletas operadas em outro país desde que estejam relacionadas a bens ou serviços ofertados a brasileiros. Mas há exceções, como a obtenção de informações pelo Estado para segurança pública.

Ao coletar dados, as empresas deverão informar a finalidade. Se o usuário aceitar repassar suas informações, como ao concordar com termos e condições de um aplicativo, as companhias passam a ter o direito de tratar os dados (respeitada a finalidade específica), desde que em conformidade com a lei. A lei previu uma série de obrigações, como a garantia da segurança dessas informações e a notificação do titular em caso de um incidente de segurança. A norma permite a reutilização dos dados por empresas ou órgãos públicos, em caso de "legítimo interesse” desses, embora essa hipótese não tenha sido detalhada, um dos pontos em aberto da norma.

De outro lado, o titular ganhou uma série de direitos. Ele poderá, por exemplo, solicitar os dados que a empresa tem sobre ele, a quem foram repassados (em situações como a de reutilização por “legítimo interesse”) e para qual finalidade. Caso os registros estejam incorretos, poderá cobrar a correção. Em determinados casos, o titular terá o direito de se opor a um tratamento. A lei também permitirá a revisão de decisões automatizadas tomadas com base no tratamento de dados (como as notas de crédito ou perfis de consumo).

Fonte : Da Agência Brasil.