quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Eduardo e Marina lançam a plataforma "Mudando o Brasil"



A plataforma online criada pelo PSB/Rede para apresentar as ideias que dão início à elaboração do plano de governo do partido já está no ar. Lançada na manhã desta quinta-feira (28) pelo governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, e pela ex-senadora Marina Silva, em São Paulo, as propostas poderão receber análises e contribuições dos eleitores. Para isso, será preciso acessar o site Mudando o Brasil. 

Ao entrar no site, os eleitores vão se deparar com um texto base para o Programa da Coligação, construindo pelos militantes do PSB e da Rede, que se aliaram em 5 de outubro para construir uma candidatura presidencial. 

O texto apresenta desafios para o Brasil em nove áreas: reforma do estado; reforma urbana para criar cidades sustentáveis; planejamento estratégico e políticas públicas integradas; política intersetorial e promoção do desenvolvimento tecnológico; educação para o conhecimento e cultura como estratégia de desenvolvimento;  redução das desigualdades sociais e regionais; valorização da biodiversidade e dos recursos naturais; política de saúde; e segurança pública. 

Confira ao texto base na íntegra:

ANTECEDENTES

No dia 5 de outubro, quando a Rede Sustentabilidade e o Partido Socialista Brasileiro anunciaram a decisão de formar coligação política e eleitoral em torno de um programa comum para 2014, apontaram, como essência desse programa, três objetivos principais e um método.1

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OS OBJETIVOS

Manter as conquistas das últimas décadas e fazê-las avançar, realizando, contudo, uma apreciação crítica do conjunto do processo, de tal forma a potencializar os elementos que dialogam com a autonomia e emancipação popular, levando as demandas sociais legítimas a sua plena realização.

Aprofundar a democracia, impulsionada por distintos atores sociais, atualizando os processos decisórios à nova realidade da era digital.

Construir as bases para um ciclo duradouro de desenvolvimento sustentável, com ampla participação de todos os atores na promoção do progresso socialmente justo, ambientalmente sustentável e libertador das potencialidades criativas da humanidade.

O MÉTODO

Construir esta aliança programática de baixo para cima, no diálogo permanente com os cidadãos e cidadãs e as organizações da sociedade. A aliança político-eleitoral entre a Rede e o PSB começa, portanto, pela discussão do conteúdo programático como pré-condição para a participação nas eleições. Trata-se de método que visa antecipar, nas práticas da própria campanha eleitoral, o modo como se deseja governar o País. Queremos desenvolver articulações em rede, que não impliquem adesão no momento estrito da eleição, mas engajamento contínuo e comprometimento cidadão com o desejo de construir um país melhor.

DETALHAMENTO DOS OBJETIVOS

Para nos mantermos fieis ao método, começamos a detalhar os compromissos firmados no âmbito dessa coligação e a materializar os propósitos que são sua razão de ser de forma colaborativa, em um Encontro Programático que reuniu cerca de 150 pessoas de ambos os partidos. Esse é o resultado desse esforço que apenas inicia um processo amplo e democrático de consulta à sociedade.

Manter e avançar as conquistas econômicas e sociais

Nas duas últimas décadas o Brasil evoluiu positivamente pela redução da vulnerabilidade da economia, que compreendeu o fim de um processo inflacionário arrasador e a superação da fragilidade externa estrutural, que internalizava quase automaticamente as incertezas existentes no âmbito internacional. O país conquistou uma estabilidade que ampliou a autodeterminação de suas políticas macroeconômicas, como evidenciam as atuais relações com agências como o Fundo Monetário Internacional. A sociedade civil se fortaleceu e milhões de pessoas saíram da condição de extrema pobreza.

Esta estabilidade precisa ser preservada nas próximas décadas, fincada num compromisso de toda a sociedade com a responsabilidade fiscal, com uma política monetária vigilante e com a manutenção do regime de câmbio flutuante. Ao lado desses pressupostos, o país precisa de mais transparência com menos burocracia, para que melhore o ambiente de negócios, que deve ser capaz de promover um crescimento econômico que seja ambiental e socialmente sustentável.

É preciso compreender, contudo, que os avanços realizados ainda não são suficientes para superar as desigualdades sociais e equacionar desafios estratégicos, como a universalização da educação de qualidade e da saúde, além de outras políticas públicas a que a população ainda não tem acesso garantido.

Impõem-se, portanto, que no âmbito da gestão das políticas públicas se supere a prática de atuação fragmentária, incapaz de abranger a indivisibilidade dos direitos a que faz justiça a população. Falta, na prática, uma integração das políticas, uma perspectiva intersetorial, ou observância às diferentes ordens de transversalidade, sem as quais não se pode atender efetivamente as reivindicações e necessidades da população.

O modelo econômico carece de uma perspectiva estratégica, não raro limitando-se a prover respostas superficiais a pressões que privilegiam alguns setores, em detrimento da aplicação sistemática e planejada de recursos em áreas essenciais ao desenvolvimento do país e ao bem estar da sociedade.

O Brasil precisa avançar na capacidade de planejar as próximas décadas, com objetivos e metas a atingir. Para avançarmos mais, há um desafio que a sociedade brasileira precisa assumir: construir um modelo de desenvolvimento que não se organize a partir do particularismo das demandas dos diferentes grupos de pressão e poder, mas de uma perspectiva estratégica, comprometida com a emancipação e autonomia populares, com a soberania nacional, superando a inserção subalterna no contexto mundial, e com a sustentabilidade.

Tal modelo deve observar como elementos estruturantes a ampliação da autonomia popular; o combate às desigualdades com melhor distribuição da riqueza; o desenvolvimento sustentável, observados os recortes do desenvolvimento local e regional, a perspectiva territorial e cultural; os requisitos da economia verde; do empreendedorismo; da educação, ciência e tecnologia, da política de inovação.

Um modelo da espécie implica rever a noção de progresso, agregando-lhe um sentido mais humano, justo, solidário e respeitoso com as pessoas e com o planeta. Exige questionar as prioridades e os métodos de ação do Estado e enfrentar a concentração do capital, particularmente aquela que foi promovida recentemente com seu patrocínio direto – cujos resultados levam a mais do mesmo: falta de transparência, benefício a grupos de poder e baixa sustentabilidade.

Democratizar a democracia

O processo de construção da democracia brasileira teve inegáveis avanços desde o fim do regime militar. Regularidade de eleições diretas, funcionamento estável das grandes instituições públicas e alternância de poder.

No entanto, a base do funcionamento do sistema político permanece impregnada de práticas atrasadas, permeadas por uma persistente cultura patrimonialista, que se volta principalmente para acordos circunstanciais, ocupação de postos de poder e alocação casuística de recursos públicos. Nesse modelo, a governança tende a ser capturada por diferentes ordens de oligarquias, que se apropriam do Estado para impor seus interesses e obter benefícios que acabam por se realizar em prejuízo do conjunto da população.

Consequência dessa prática é o afastamento da população da participação política, transformando-a em mera expectadora no processo de tomada de decisões, o que erode um dos princípios fundamentais da democracia.

É necessária mudança profunda do sistema político para permitir a emergência de outro modelo de governabilidade, cujos alinhamentos se deem em torno de afinidades programáticas e não sob a lógica da distribuição de feudos dentro do Estado, do desmantelamento da gestão pública e do uso caótico, perdulário e dispersivo do orçamento nacional.

Para que isso aconteça, é imprescindível recuperar o papel da cidadania ativa como fonte de legitimidade da governabilidade e do direcionamento da ação do Estado, motivando a participação no controle social das políticas públicas. Nesse quadro tem importância fundamental atentar para as possibilidades da democracia digital; os institutos da democracia direta (plebiscito, referendo, projetos de iniciativa popular); a democratização do acesso à informação e ao conhecimento, o diálogo contínuo com os movimentos sociais e o enfrentamento das oligarquias, que encastelaram seus interesses e quadros no aparelho de Estado.

Outro tema que precisa se tratado como elemento central na reforma do Estado está relacionado à promoção e materialização da democracia está a garantia e o respeito aos dos direitos humanos, em cujo contexto deve haver uma atenção particular para com populações tradicionais – povos indígenas, quilombolas etc. –, bem como a garantia de igualdade de gênero, o fortalecimento da diversidade cultural, étnica, religiosa e sexual, e uma atenção particular para com populações indígenas e comunidades tradicionais.mulheres, negros, juventude e segmento LGBTTTs, (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). Somente com um novo modo de fazer política, uma nova política, poderemos promover o desenvolvimento sustentável que melhore a qualidade de vida do povo brasileiro.

Desenvolvimento Sustentável

O desenvolvimento sustentável, longe de significar apenas um sinônimo linear de proteção ambiental, como muitos ainda pensam, é uma concepção de múltiplas dimensões integradas – de caráter econômico, social, cultural e ético. A dimensão ambiental tem um papel de relevo, não apenas do ponto de vista da proteção de ecossistemas, mas, sobretudo, como um eixo integrador de uma ideia de progresso na qual se substitui o império estrito das razões econômicas e o objetivo de diferenciação por meio da posse de bens materiais e de poder, por valores tais como, maior qualidade de vida para todos, conservação do planeta para as gerações futuras, soberania nacional, solidariedade e poder compartilhado. Buscamos um modelo caracterizado pelo respeito às diferenças, por espaços institucionais cooperativos de ampla visibilidade e pela construção de políticas públicas transversais, coerentes e socialmente legitimadas.

O desenvolvimento sustentável requer uma visão de longo prazo, com base em planejamento estratégico que estabeleça claramente as prioridades do país e a integração das políticas públicas, que rejeite a naturalização das injustiças e das desigualdades sociais. Exige mudança de cultura política para viabilizar instituições e políticas públicas capazes de promover o uso sustentável dos recursos naturais, o desenvolvimento tecnológico e a inovação, com uma matriz energética limpa, renovável e segura. Demanda a implementação de uma agricultura sustentável e pecuária mais eficiente, que supere as práticas predatórias, amplie o espaço da agricultura familiar e democratize o acesso à terra.

O modelo de desenvolvimento atual demonstra sua caducidade pelo volume crescente de profundas contradições entre a incapacidade de inovação e de renovação das instituições e o interesse geral da sociedade, com seu manifesto desejo de mudanças de várias ordens. Trata-se de um modelo paralisante da energia social, incapaz de mover-se no rumo das potencialidades do futuro, porque é regido por regras incapazes de absorver e operar o papel da dimensão socioambiental do desenvolvimento.

DESAFIOS ESTRATÉGICOS PARA O BRASIL

1. REFORMA DO ESTADO

(forma e conteúdo de uma nova forma de fazer a gestão da coisa pública)

Para que as políticas públicas possam ser efetivamente instrumento de inclusão social é fundamental que o Estado passe por um projeto de reinvenção, de tal forma que a maquina estatal seja posta a trabalhar em favor da população e não de interesses corporativos, ou daqueles setores que se apropriaram do Estado por práticas patrimonialistas. Implica, portanto, se pensada nessa escala, na reforma política, na transparência nos gastos públicos, no controle social das políticas públicas, na democratização do processo orçamentário e no planejamento participativo. O Estado que queremos precisa ser racionalizado, eliminando-se ineficiências, superposições, e a excessiva burocracia. Atingir tais metas implica um elemento de base, ou seja, vincular o exercício da função pública ao mérito. Nesse sentido, os Comitês de Busca consistem em uma estratégia interessante, pois permitem conciliar as habilidades do servidor às exatas necessidades da posição que irá ocupar na máquina pública.

Nessa mesma perspectiva, para que se possa criar uma lógica consistente de planejamento e intervenção na realidade, promovendo o desenvolvimento de políticas públicas que superem a exclusão e acelerem a inclusão social é fundamental que se repense o arranjo federativo, como elemento inerente à reforma do Estado brasileiro. Há que redesenhar a divisão de recursos, com maior alocação de receitas tributárias originárias aos estados e municípios. Ao mesmo tempo, cumpre revisitar as competências de cada ente federado. Não pode continuar cabendo à União a maior parte dos recursos orçamentários e aos demais entes, mais próximos da população, o maior conjunto de responsabilidades. Importante, ainda, pensar na necessidade de que decisões com forte impacto sobre os estados e municípios, como as sucessivas renúncias fiscais adotadas pelo governo federal, não sejam tomadas sem que os primeiros sejam ouvidos.

Outro tema que precisa se tratado como elemento central na reforma do Estado está relacionado à promoção e materialização dos direitos humanos, em cujo contexto deve haver uma atenção particular para com populações tradicionais – povos indígenas, quilombolas etc. –, bem como mulheres, negros, juventude e segmento LGBTTTs, (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros).

2. REFORMA URBANA PARA CRIAR CIDADES SUSTENTÁVEIS

O fato de que o Brasil seja uma sociedade urbanizada e que o processo de urbanização tenha ocorrido de forma acelerada faz com que o território urbano seja o local em que se materializa a exclusão social e as assimetrias historicamente presentes em nossa formação.

Ao se pautar a reforma urbana como desafio para criar cidades sustentáveis, sua dimensão consiste em construir as condições concretas que garantam o direito à cidade para todos os seus habitantes e à superação da exclusão social, o que significa universalizar o acesso à saúde e educação de qualidade e promover a qualidade de vida e o desenvolvimento das cidades com a articulação de políticas para habitação, saneamento, mobilidade, segurança pública, esporte, cultura, lazer, adaptação às mudanças climáticas e proteção de mananciais. Esse, contudo, também é o percurso que deve ser traçado para que tenhamos cidades efetivamente sustentáveis, do ponto de vista econômico, social e ambiental.

Observe-se que os distintos usos do espaço urbano – que se deve facultar à população e dos quais ela pode fruir – estão implicados com o deslocamento, porque a cidade é um fenômeno territorial. Este recorte traz à luz a importância ímpar da política de mobilidade, cuja missão não se esgota em si mesma, mas assegura acesso aos diferentes aspectos e possibilidades do meio urbano. Pensada em uma perspectiva inclusiva, portanto, a política de mobilidade urbana precisa ter como prioridade o transporte de massa, baseado em modais modernos, eficientes e ambientalmente orientados. Em seu conjunto, esse é o percurso que deve ser traçado para que tenhamos políticas de desenvolvimento urbano baseadas no direito à cidade, na inclusão social e na sustentabilidade.

3. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E POLÍTICAS PÚBLICAS INTEGRADAS

(para o desenvolvimento sustentável)

Para um governo que deseja realizar um projeto de desenvolvimento sustentável, construído sob a perspectiva da soberania no contexto internacional, é fundamental o planejamento a longo prazo, consolidando políticas de Estado. Tais políticas, contudo, não podem ser pensadas individualmente, sob pena de reduzir sua eficácia e, em o fazendo, não serem instrumentos de promoção de inclusão social. Deste modo, é fundamental que se valorize a intersetorialidade e transversalidade das políticas públicas, para que aos direitos humanos, indivisíveis por natureza, corresponda uma lógica de atenção integral.

4. POLÍTICA INTERSETORIAL E PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO

A trajetória recente de nossa economia qualifica o Brasil para rescrever seu padrão histórico de desenvolvimento, marcado internamente por iniquidade na distribuição de renda e riqueza e, externamente, por uma inserção subalterna na economia global. Superar esse legado requer, contudo, a concepção de uma política industrial que contribua de forma decisiva para a criação de empregos qualificados, com incorporação de tecnologia de ponta aos processos produtivos e que integre, em suas perspectivas estratégicas, a qualificação tecnológica da atividade agropecuária de grande e média escala e da agricultura familiar. Impõe-se, complementarmente, reconhecer o papel fundamental do planejamento logístico para aumentar a renda e a eficiência no campo, bem como a importância de se disseminar critérios de sustentabilidade em todos os seus segmentos. Essa compreensão ampla é fundamental para se superar a falsa dicotomia entre industrialização e atividade agropecuária.

É preciso, igualmente, aumentar de modo significativo a produtividade geral da economia. Impõe-se desenvolver uma obsessão pela qualidade, conhecer a realidade nacional e internacional de cada mercado e segmento, investir pensadamente na qualificação da gestão empresarial e do corpo técnico inerente às distintas atividades produtivas. Em uma era em que se articulam os espaços locais e global, não podemos ser apenas bons no que fazemos: é necessário que estejamos entre os melhores. Sob esta mesma perspectiva, faz-se necessário dinamizar a política comercial do Brasil, ampliando o conjunto de parceiros, desenvolvendo estratégias bloco a bloco, de forma a aumentar as possibilidades em termos de transações com o exterior.

Quanto ao desenvolvimento tecnológico é fundamental abandonar a lógica das ações pontuais e desarticuladas, para concebê-lo na dimensão estratégica, que implica a educação de qualidade, pesquisa pura e aplicada − incluindo a dimensão do financiamento −, aplicações tecnológicas em sentido estrito que chegarão, então, à produção propriamente dita. Não é suficiente, nesse sentido, que se pense apenas no elo final dessa cadeia, como tem ocorrido em muitas oportunidades em nossa história, pois a meta mais ambiciosa nesse terreno deve ser a de produzir de modo soberano e criar as pré-condições que materializem a inovação tecnológica como processo autônomo e recorrente, como potência social, econômica e ambiental, que permitirá a transição para a economia de baixo carbono.

5. EDUCAÇÃO PARA O CONHECIMENTO E CULTURA COMO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO

Outro desafio integrador do desenvolvimento está relacionado à promoção da educação e da cultura, fontes de uma cadeia interminável de desdobramentos sociais e econômicos. Educação sustentável implica estabelecer uma articulação entre passado, presente e futuro, por meio de uma escola mais aberta, mais acolhedora e capaz de dialogar com os temas e as tecnologias do século XXI. O enfrentamento das desigualdades educacionais faz parte da erradicação da miséria, não apenas por meio de medidas protecionistas, mas pela refundação da escola pública como referência de qualidade, de disseminação e criação do conhecimento científico desde a infância, de formação de cidadania, de difusão da cultura, do respeito à diversidade e da paz. No contexto da educação como promotora de desenvolvimento, inclusão social e sustentabilidade socioambiental apresentam-se como estratégias fundamentais a universalização do ensino em tempo integral e da educação infantil, para todos que desejarem.

6. REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS E REGIONAIS

O processo de produção de riqueza e renda, se pensado como um fim em si mesmo, não tem o condão de ampliar a qualidade de vida da população, nem tampouco o bem-estar essencial à construção de uma nação fraterna e justa. É necessário, portanto, que se desenvolvam políticas de Estado, no sentido de diminuir paulatinamente as desigualdades sociais e regionais, que de um modo geral se encontram mutuamente implicadas. Cabe observar, complementarmente, que um país mais justo contribui de modo decisivo para o desempenho mais adequado nos indicadores de saúde, educação, filiação social etc., fatores decisivos e diferenciais para o próprio processo de desenvolvimento econômico, que deve ter como virtude inerente erradicar condições degradantes de trabalho, que ainda persistem como realidade na sociedade contemporânea. Em seu conjunto o desenvolvimento deve, portanto, contribuir para a formação de um rico e consolidado capital social.

7. VALORIZAÇÃO DA BIODIVERSIDADE E DOS RECURSOS NATURAIS

Os temas relacionados a este desafio devem ser concebidos em sentido amplo e, deste modo, permitir que se estabeleçam suas relações com outros tantos desafios estratégicos do país, de que são exemplos, a concepção de um projeto soberano de desenvolvimento, a sustentabilidade de tal projeto, a valorização da vida e de uma cultura de paz, o aprofundamento da ciência, pesquisa e tecnologia, no sentido da preservação do meio ambiente e do uso racional e equilibrado de recursos naturais. É preciso que se compreenda, portanto, que enquanto valores essenciais, o respeito à biodiversidade e aos recursos naturais deve perpassar toda a ação dos grupamentos humanos, sendo elemento estruturante, portanto, das políticas públicas em geral e, consequentemente, do fazer do Estado.

8. POLÍTICA DE SAÚDE

Do ponto de vista dos interesses mais imediatos da população a questão de saúde apresenta importância ímpar. Trata-se, portanto, de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e buscar a universalização dos serviços, com a qualidade a que todo cidadão faz jus. Essas metas requerem, contudo, um esforço de grande escala no campo do aprimoramento da gestão, em investimento na formação de profissionais da saúde e programas e projetos para promoção da saúde e prevenção de doenças.

Há que se considerar, complementarmente, a necessidade de melhor equacionar os esforços dos diferentes níveis da federação na promoção de uma política de saúde que atenda aos anseios da população e de avançar para encarar os desafios futuros relacionados com o novo perfil epidemiológico que se configura para a população brasileira (mais velha, mais urbana e mais sedentária).

E, na esfera política ampla, de colocar o Estado a serviço de suas atividades fins, subordinando-se a atuação da máquina pública ao bem comum, especialmente porque a cidadania deve ser exercida de forma equânime, em todas distintas porções do país, sem distinção de condição econômica, raça, etnia, gênero, orientação sexual etc.

9. SEGURANÇA PÚBLICA

O campo político composto por PSB / Rede compreende que a segurança pública não é uma questão técnica apenas, ou que se restrinja à discussão da organização das polícias, em suas diferentes conformações. Grande parte das questões de segurança repercute, por sinal, as iniquidades a que historicamente está submetida a nação brasileira, a desesperança em um futuro melhor e as fraturas e segregações que uma sociedade tão desigual gera e perpetua.

É preciso compreender, contudo, que tal percepção não pode conduzir ao equívoco de minorar a importância capital de se desenvolver uma política pública de segurança que articule diferentes elementos, como inteligência, interações com as comunidades assistidas, organização das polícias, cooperação entre diferentes instâncias de governo (estado e municípios) e do Poder Judiciário, bem como articulação dos serviços no âmbito da federação com políticas intersetoriais preventivas. É preciso que a coligação tenha propostas concretas para a segurança pública e para um sistema prisional mais eficiente, que puna efetivamente os crimes mais graves e esteja comprometido com a dignidade humana, de tal forma que não sejam os setores conservadores de diferentes extrações a comandar sua atuação neste terreno.


Fonte::Diario de PE.

Para presidente do TSE, Congresso fez prevalecer a Constituição quanto à bancada de deputados

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio, disse, nesta quinta-feira (28), que o Congresso Nacional fez prevalecer a Constituição Federal ao anular os efeitos da Resolução 23.389, que alterou a quantidade de deputados federais de 13 Estados. “Eu entendo que o Congresso tornou prevalecente a nossa Lei Maior, que é a Constituição Federal. Essa decisão se tornou possível ante o fato de o pronunciamento do TSE haver ocorrido em processo administrativo, e não jurisdicional”, afirmou.
Nesta quarta-feira, o Plenário  da Câmara dos Deputados aprovou  o Projeto de Decreto Legislativo 1361/13, do Senado, que anula os efeitos da resolução. Como o projeto também já havia sido aprovado pelo Senado, segue agora para a promulgação pelo Congresso Nacional.
Resolução
Em abril deste ano, o Plenário do TSE deferiu, por cinco votos a dois, seguindo o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, pedido da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, para a redefinição do número de deputados federais por Unidade da Federação e, como consequência, a adequação da composição das Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Com o deferimento do pedido, o Pará seria então, o Estado que mais cresceria  em bancada na próxima Legislatura da Câmara dos Deputados (2015-2018), ganhando quatro cadeiras (passando de 17 para 21). O Ceará e Minas Gerais teriam mais duas cadeiras cada um (passando o Ceará de 22 para 24 e Minas de 53 para 55). Por sua vez, Amazonas e Santa Catarina aumentariam suas respectivas bancadas em um deputado federal (com o Amazonas indo de 8 para 9 cadeiras, e Santa Catarina, de 16 para 17).

Já os Estados da Paraíba e Piauí sofreriam a maior redução de bancada. Perderiam dois deputados federais cada um (passando a Paraíba de 12 para 10 e o Piauí, de 10 para 8). Já Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas e Rio Grande do Sul perderiam um deputado na Câmara na próxima legislatura. No caso, Pernambuco iria de 25 para 24 cadeiras; Paraná, de 30 para 29; Rio de Janeiro, de 46 para 45; Espírito Santo de 10 para 9; Alagoas de 9 para 8; e o Rio Grande do Sul, de 31 para 30 deputados federais.

Divergência
Quando da aprovação da resolução no TSE, em abril deste ano, o ministro Marco Aurélio abriu a divergência justamente por defender que o número de deputados federais deve ser definido pelo Congresso Nacional, com base em Lei Complementar. “Não é dado àquele que opera o Direito a manipulação de nomenclaturas. Não é dado concluir que onde, por exemplo, há exigência de lei no sentido formal e material se pode ter simplesmente uma Resolução em certo processo administrativo”, afirmou o ministro Marco Aurélio em seu voto.
Ao votar, o ministro Marco Aurélio sustentou ainda que “no ápice da pirâmide das normas jurídicas tem-se a Constituição Federal, que não versa a possibilidade de substituir-se a Lei Complementar por uma simples Resolução”. Disse também que a Constituição define que o Congresso Nacional fixe o número de cadeiras, no ano anterior à eleição, por meio de Lei Complementar. “Como entender-se, dando-se o dito pelo não dito, que nessa referência está embutida a possibilidade de delegação, incompatível com os novos ares da Constituição de 1988.”

A ministra Cármen Lúcia, então presidente do TSE, também divergiu da maioria. “Não vejo como se considerar que aqui, hoje, houve uma delegação. Reconheço a inconstitucionalidade nesta sessão, que é administrativa, porque tanto administrador, quanto legislador, quanto juiz tem que se submeter à Constituição e às leis da República”. Afirmou ainda não ter como aplicar as duas normas, no caso a Constituição e a Lei Complementar 78/1993.

GA, BB/SF

Processo relacionadoPET 95457

Fonte:TSE.

Municípios se unem em consórcio para instituir aterro e atender obrigatoriedade da lei

Pref. Toledo (PR)Pref. Toledo (PR)
Ser privado de receber recursos federais é uma das penalidades para os Municípios que não cumprirem as determinações da lei de Resíduos Sólidos, dentro dos prazos. Um dos maiores desafios das prefeituras é substituir os lixões por aterros sanitários, e para promover o atendimento dessa obrigatoriedade gestores municipais tem firmado parcerias com Municípios próximos.

Como é o caso dos Municípios pernambucanos de Bezerros, Riacho das Almas e Cumaru. Eles formaram um consórcio para construção de aterro sanitário e para dar o destino correto ao lixo produzido pelos três. Além, claro, de atender a obrigatoriedade prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei 12.305/2010. A previsão é de que o aterro esteja funcionando já no ano que vem.
O local escolhido para abrigar o aterro está a 22 km do centro de Cumaru. Lá será instituído um terreno de 12 hectares. Segundo o secretário de Infraestrutura do Município, Helenildo Bezerra da Silva, o terreno escolhido apresenta as condições ideais para a construção do aterro. “Escolhemos este local por estar distante de residências, estar centralizado entre os três Municípios e ter uma topografia apropriada para a obra”, explica.
Já para o secretário de Infraestrutura de Bezerros, Paulo Roberto Leite, a parceria vai diminuir os custos da implementação do aterro sanitário. Ele destaca: oOs municípios de menor porte não têm a capacidade financeira de suprir as exigências que a norma determina. Nós não conseguiríamos cumprir a lei. “Pelo caminho da parceria, houve a divisão das despesas e os recursos vão ser compartilhados”.
Fonte :Da Agência CNM, com informações do G1/PE

Armando Monteiro defende imunidade tributária a serviços de abastecimento de água e de esgoto

Em discurso nesta quarta-feira (27), o senador Armando Monteiro (PTB-PE) comunicou ao Plenário a apresentação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 60/2013, que estabelece imunidade tributária para serviços de abastecimento de água potável e de esgoto sanitário.
- Embora detenhamos 12,5% da água doce do planeta, o que é a maior reserva entre todos os países do mundo, nada menos que 35 milhões de brasileiros não têm acesso a esse recurso absolutamente vital. Em quatro estados do Norte e do Nordeste, a água encanada chega a apenas um terço da população.
A PEC acrescenta a alínea “f” ao inciso VI do art. 151 da Constituição para que fique vedado à União, estados, Distrito Federal e municípios instituírem impostos sobre “serviços de abastecimento de água potável e de esgoto sanitário destinados às moradias urbanas e suburbanas, hospitais, escolas, creches e asilos”.
Armando Monteiro registrou que, de acordo com o Censo Demográfico de 2010, apenas 53% da população brasileira têm serviço de esgoto em rede.
- Isso significa que 94 milhões de brasileiros sobrevivem perigosa e desconfortavelmente em situação de verdadeira exclusão sanitária.
A PEC 60/2013 aguarda designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Fonte :Agência Senado.

Câmara anula resolução do TSE que alterou bancadas dos estados


O Plenário aprovou nesta quarta-feira (27) o Projeto de Decreto Legislativo 1361/13, do Senado, que anula os efeitos da resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que alterou a quantidade de deputados federais de 13 estados para as eleições de 2014. O projeto foi aprovado por 230 votos a 60 e 8 abstenções. A matéria vai a promulgação.


A resolução do TSE (23.389) foi editada em abril deste ano, seguindo os dados mais recentes de população divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No documento, o TSE também redefiniu as vagas das assembleias legislativas dos estados.
Estados que ganhariam
De acordo com a resolução, o Pará é o estado cuja bancada mais cresceria na próxima legislatura, com quatro cadeiras a mais (de 17 para 21). Ceará e Minas Gerais teriam mais duas vagas cada um (passando, respectivamente, de 22 para 24 e de 53 para 55 deputados).

Os estados de Amazonas e Santa Catarina aumentariam suas bancadas em um deputado federal (o Amazonas passaria de 8 para 9 cadeiras; e Santa Catarina, de 16 para 17).
Estados que perderiam
Paraíba e Piauí sofreriam a maior redução de bancada. Cada um perderia dois deputados federais (de 12 para 10 e de 10 para 8, respectivamente). Pernambuco (25), Paraná (30), Rio de Janeiro (46), Espírito Santo (10), Alagoas (9) e Rio Grande do Sul (31) perderiam um deputado na próxima legislatura.

Pedido de revisão
As vagas foram redefinidas em razão da análise de um pedido da Assembleia Legislativa do Amazonas, que foi deferido pelo TSE em abril deste ano. O argumento é que a Constituição determina o ajuste das bancadas, no ano anterior às eleições, proporcionalmente à população.

Os estados defensores da resolução do TSE argumentam que a Lei Complementar 78/93já regulamentou o assunto. Os estados contrários argumentam que toda revisão cabe ao Congresso por nova lei complementar.
O texto dessa lei praticamente repete a determinação constitucional de se fazer a revisão. Na interpretação da maioria do TSE, cabe à Corte eleitoral fazer os cálculos e remetê-los aos tribunais regionais eleitorais.
Assembleias legislativas
Como a composição das assembleias é vinculada ao tamanho das bancadas federais, a resolução alterava ainda o total de vagas para deputados estaduais. Segundo o TSE, o total de vagas desse cargo eletivo passaria de 1.059 para 1.049 em 2015.

Paraíba e Piauí passariam de 36 para 30 e de 30 para 24 estaduais, respectivamente. As assembleias do Espírito Santo e de Alagoas diminuiriam em três deputados estaduais: de 30 para 27 e de 27 para 24.
Com menos um deputado estadual ficariam os estados de Rio de Janeiro (70 para 69), Rio Grande do Sul (55 para 54) e Pernambuco (49 e 48).
No sentido inverso, a Assembleia Legislativa do Pará teria quatro integrantes a mais (de 41 para 45). O Amazonas passaria de 24 para 27; Ceará, de 46 para 48; e Minas Gerais, de 77 para 79.
Os estados de Santa Catarina e Paraná ficariam com mais um deputado estadual: de 40 para 41 e de 53 para 54, respectivamente.

Íntegra da proposta:

Fonte : Câmara dos deputados.

Copa pau - Brasil prossegue neste domingo (1) com quatro partidas

Neste domingo (1 ),serão realizadas as partidas de ida pelas quartas de finas da copa pau-Brasil de futebol de campo de São Lourenço da mata de 2013, todas as partidas serão pela manhã


 Veja os confrontos para este domingo (1) 


No Campo de Tiúma rodada dupla


As 8h15  – Cabeça de Touro (Tiúma)  x  Fluminense (Tiúma) 

As 10h    – Santos (Tiuma)  x  Canto da Vila


No Campo de Lajes jogo único pela manhã


As 9h- Sport (Lajes)  x  Showline (Pixete)


No Campo do Pixete jogo único pela manhã
               
                                              
As 9h - Cruzeiro (Pixete)  x  São Paulo(Penedo)

SUS passa a oferecer vacina contra a catapora

Pref. Mogi das Cruzes (SP)Pref. Mogi das Cruzes (SP)
A vacina varicela, que imuniza contra a catapora, será incluída na tetra viral – eficiente também contra sarampo, caxumba e rubéola. Ela passa a constar no Calendário Nacional de Vacinação e será, portanto, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A varicela será disponível apenas para crianças de 15 meses de idade e que tenham recebido a primeira dose da tríplice viral.

Com essa oferta, estima-se redução de 80% dos casos de hospitalização por causa da catapora. Atualmente, nove mil crianças são internadas por ano infectadas com a doença. Cem delas chegam a óbito, apontam os dados do Ministério da Saúde.
Os pais e responsáveis devem procurar um posto de saúde para verificar a disponibilidade da vacina. A tetra viral assegura 97% de eficácia e raramente causa reações alérgicas. Nenhuma campanha especial será feita para induzir à vacinação.
Informações sobre a doença

A catapora é uma doença infecciosa aguda e aparece com mais freqüência na infância, principalmente em bebês. Causada pelo vírus varicela-zóster, ela pode ser facilmente transmitida por meio de espirro ou tose, ou em contato com as pequenas lesões que surgem na pele do infectado.
Entre os sintomas estão a febre entre 37,5 a 39,5 graus, mal-estar,  falta de apetite, dor de cabeça, cansaço, e o mais característico da doença, as bolinhas avermelhadas em toda a pele. Os sintomas são similares ao sarampo e a rubéola.
Fonte:CNM.

Governo assina primeiros contratos do novo sistema de transporte para o Grande Recife

O Governo do Estado assinou contrato, na tarde desta quarta-feira (27) com as empresas responsáveis pela operação das linhas de ônibus que trafegarão nos corredores Leste/Oeste e Norte/Sul, bem como pelas suas alimentadoras. Durante o ato, também foi emitida a autorização para a publicação da licitação que envolve o restante das linhas, um número que se aproxima de 70% da frota que compõe o Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana da capital. O edital será lançado já nesta quinta-feira (28) e divulgado no Diário Oficial da União e do Estado. As novas assinaturas devem acontecer até o mês de março de 2014 e o início das operações, até junho.
Os contratos dos dois primeiros lotes, celebrados com o consórcio Conorte (formado pelas empresas Itamaracá, Cidade Alta e Rodotur) e com a Rodoviária Metropolitana, respectivamente, têm duração de 15 anos, e poderá ser prorrogado por mais cinco anos, ao valor de R$4,5 bilhões. Os dois corredores, de acordo com informações do Governo, são compostos por uma frota de 712 veículos, destes quais 170 são do modelo Bus Rapid Transit (BRT), responsáveis por 111 linhas de ônibus, transporte de 732 mil passageiros. De acordo com o contrato, todos os veículos deverão possuir ar-condicionado, motor traseiro, câmbio automático e capacidade para 90 pessoas.
Os outros lotes - 3, 4, 5, 6 e 7 - representarão um investimento de cerca de R$10,5 bilhões nos 15 anos de contrato e atenderão, diariamente, aproximadamente 1 milhão de passageiros em grandes avenidas, como José Rufino, Abdias de Carvalho, Mascarenhas de Moraes, Rosa e Silva, Rui Barbosa, Norte, Beberibe, Presidente Kennedy, Domingos Ferreira, além da rodovia BR-101, do Cabo de Santo Agostinho a Ipojuca.
O contrato prevê ainda que o não cumprimento das cláusulas estabelecidas poderá provocar até a perda da concessão da operadora.
Fonte :Folha de PE.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Presidente do TRF5 suspende afastamento do secretário de Saúde de Pernambuco


O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), desembargador federal Francisco Wildo Lacerda Dantas, deferiu, hoje (27), o pedido de suspensão de execução da sentença do Juízo da 1ª Vara Federal (PE). O pedido declarava nulo o ato do Governo do Estado de Pernambuco de nomeação do secretário de Saúde, Antonio Carlos Figueira, e o ato da Secretaria de Saúde, que fechou o Centro de Transplante de Medula Óssea da Fundação Hemope (CTMO/HEMOPE), em 2012.


O presidente acolheu as razões do Governo do Estado, segundo as quais o encerramento das atividades do CTMO consistiu em política pública, objetivando alcançar maior eficiência no atendimento aos pacientes, oferecendo-lhes um atendimento de última geração a um custo significativamente mais reduzido.



 “O afastamento do agente político, antes de se conferir ao réu a oportunidade de provocar a reapreciação do ato judicial, representa inequívoca ameaça à ordem pública, em sua acepção administrativa, na medida em que o Judiciário se imiscui, indevidamente, na prerrogativa do Governador do Estado de escolher e destituir seus colaboradores, nomeando-os e exonerando-os livremente, nos termos da Constituição Federal”, afirmou o magistrado.

Antonio Jordão de Oliveira Neto, ex-presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco e secretário das Relações do Trabalho da Federação Nacional dos Médicos, e Liliane Medeiros Viana Peritore, diretora da Associação dos Amigos do Transplante de Medula Óssea (ATMO), ajuizaram, em 2012, ação popular contra a União, o Governo do Estado de Pernambuco e o Instituto de Medicina Integrada de Pernambuco (IMIP), com o intuito de anular dois atos do governo estadual: a nomeação do secretário de Saúde do Estado e  o fechamento do CTMO.
Os impetrantes da ação popular alegaram que Antonio Carlos Figueira não tinha condições de ser nomeado para o cargo de secretário de Estado, pois presidira o IMIP, fundação que tinha vários contratos com o Governo estadual. Por outro lado, os autores da ação requereram a reabertura do CTMO, sob a fundamentação de que transferir as atividades, antes desempenhadas pela unidade, para o Hospital Português, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), geraria custos adicionais e reduziria a capacidade de oferta de leitos pelo Estado.


O Juízo do Primeiro Grau concedeu liminar, determinando a reabertura do Centro de Transplante. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) ajuizou agravo de instrumento e pedido de reconsideração da decisão, sob a justificativa de que o CTMO, por suas limitações físicas, não oferecia condições para a modernização e ampliação do serviço ali prestado.



Em abril deste ano, o presidente do TRF5 à época, desembargador federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, negou o pedido de reconsideração do Governo do Estado, por entender que o foro legítimo para julgar ações dessa natureza e circunstância seria uma das suas Turmas, tendo em vista que não vislumbrava grave violação que justificasse a concessão da reconsideração, em sede de suspensão de liminar.



A quarta Turma do TRF5 havia dado provimento ao agravo de instrumento interposto pelo Estado de Pernambuco para suspender a determinação da 1ª Vara Federal de Pernambuco, que concedeu o pedido da Associação de reabertura da CTMO.



Fobte :Com informações do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.