
Nome mais competitivo na viabilização da chamada terceira via presidencial em 2022, o ex-ministro Sérgio Moro, pré-candidato do Podemos ao Palácio do Planalto, pode se transformar como condutor da reedição no Brasil, 80 anos depois, da chamada UDN – União Democrática Nacional, movimento que teve seu início entre 1937 e 1945, contribuindo para o fim do Estado Novo.
Teve atuação destacada no Governo de Getúlio Vargas entre os anos de 1950-1954, ao qual fez uma contundente oposição. Além do antigetulismo, foram características marcantes da UDN a defesa do liberalismo e intervencionismo. Embora a frente política que formava a UDN fosse diversificada, era restrita basicamente à elite.
Faziam dela parte oligarquias que perderam poder e influência com a Revolução de 1930; antigos aliados de Getúlio que tinham sido alijados do poder; participantes do Estado Novo que se afastaram antes do fim desse período; grupos liberais com identificação regional e grupos de esquerda que buscavam oposição ao Governo de Vargas.
“Tem um cheiro forte de UDN no ar”, reproduziu, ontem, para este colunista, de Brasília, um conhecido marqueteiro que acompanha a cena nacional há muito tempo. Segundo ele, encabeçando a chapa pelo Podemos, Moro poderia atrair para uma aliança o PSDB, o União Brasil, resultado da fusão PSL-DEM, o Cidadania e, provavelmente, também o MDB.
A reedição da velha UDN para os dias atuais, juntando tantos partidos importantes de centro-direita e esquerda moderada, pode resultar numa chapa bastante competitiva. Fala-se, já, em alguns nomes que poderiam ser o candidato a vice na chapa de Moro, dentre eles o governador de São Paulo, João Doria, representante do PSDB, e os pernambucanos Luciano Bivar e Mendonça Filho, do União Brasil.
A UDN fez história. Um dos principais líderes foi Carlos Lacerda, fundando em 1949 o jornal Tribuna da Imprensa que se tornou símbolo da oposição a Vargas e plataforma para propostas udenistas. Neste periódico tinha repercussão os discursos veementes de Lacerda, marcando o debate crítico ao governo nacional. Esta rivalidade chegou ao ápice quando, na madrugada do dia 5 de agosto de 1954, Lacerda foi alvejado em Copacabana, no incidente conhecido como “Atentado da Rua Tonelero”, resultando na morte do major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz, responsável pela proteção do jornalista.
Lacerda afirmou que o então presidente teria ligação com o ocorrido, resultando em um grande golpe no governo de Vargas, que se suicidaria 19 dias depois. A morte de Getúlio reverteu a opinião pública que responsabilizou Lacerda, e consequentemente a UDN, pelo ocorrido.
O petróleo é nosso – Ao assumir o cargo de presidente após as eleições de 1950, Vargas sofreu uma forte campanha oposicionista patrocinada, sobretudo, pela UDN, principalmente no que diz respeito às políticas nacionalistas e trabalhistas. A rivalidade entre o grupo nacionalista - liderado por Vargas - e o grupo liberal – encabeçado pela UDN - se intensificou ainda mais devido à questão do petróleo. O primeiro grupo, com o slogan “O petróleo é nosso”, defendia que a exploração e também o refino do petróleo fossem feitos pela indústria brasileira.
O encanto de Garanhuns – A magia do Natal de Garanhuns está atraindo um grande número de turistas. O último fim de semana foi de hotéis lotados. Da sacada do Palácio Celso Galvão, sede do poder municipal, a artista Zhara Lins emocionou o público cantando Ave Maria. Pedro Henrique, de apenas 12 anos, fez o público se emocionar com a interpretação do Pai Nosso. O prefeito Sivaldo Albino (PSB) já recebeu uma saraivada de turistas em seu gabinete encantados com o brilho da cidade. “Pela primeira vez que vejo uma magia mesmo, vou incentivar meus filhos e amigos a vir pra Garanhuns”, disse Ivonete Sales, visitante do Recife.
Gravatá derrotada – Por falar em Garanhuns, já é dada como certa a volta, durante o período do Carnaval, quando a cidade fica, mais uma vez sem frevo, do Festival de Jazz, evento que a cidade perdeu para Gravatá durante a gestão passada. Tudo porque o prefeito de Gravatá ainda não teve o menor interesse em lutar pela permanência do atrativo, que mexe profundamente com a economia, atraindo milhares de turistas. “Estamos trazendo de volta”, disse o prefeito, numa conversa com o blog.
Filiação de Dallagnol – O ex-procurador da Lava-Jato Deltan Dallagnol se filia ao Podemos próxima sexta-feira durante evento em hotel de Curitiba. O ex-procurador deve se candidatar a deputado federal pelo Paraná nas eleições do ano que vem. Do mesmo partido, o pré-candidato à Presidência e ex-juiz da Lava-Jato, Sergio Moro também vai à filiação. Dallagnol deixou o Ministério Público Federal no começo do mês passado, dias antes de Moro se filiar à legenda. Segundo o partido, outras “importantes lideranças do Paraná” também assinarão suas fichas de filiação.
No Morro – Pré-candidato ao Palácio do Campo das Princesas, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), cumpre agenda no Recife desde ontem e amanhã estará subindo o Morro da Conceição, uma tradição também da classe política do Estado. Durante a segunda das Invasões holandesas do Brasil, o conde de Bagnuolo idealizou uma fortificação, próxima ao local do antigo Arraial Velho do Bom Jesus, que não chegou a ser construída. Após a derrota dos holandeses, o local passou a ser chamado Outeiro de Bagnuolo, em lembrança ao seu nome. Em 1900 recebeu a denominação de Outeiro da Bela Vista. Seu nome atual data de 1904, quando o bispo do Recife, Dom Luís Raimundo da Silva Brito, mandou erigir no seu alto um monumento a Nossa Senhora da Conceição, que foi construído na França e ali erguido, em comemoração ao cinquentenário do dogma da Imaculada Conceição.
CURTAS
COCEIRA – A cidade de Aliança, na Zona da Mata, registrou, ontem, oito casos de pacientes com lesões de pele com coceira e vermelhidão. Com isso, subiu para 20 o número de municípios em que houve notificação da doença, ainda sem diagnóstico. Em Aliança foram três pacientes do sexo feminino e cinco do sexo masculino com idades que variam entre um ano e nove meses e 65 anos.
NO CALOR – O ar-condicionado que atende a Unidade de Cuidados Intermediários Neo Natal da maternidade do Hospital Agamenon Magalhães, uma das principais referências no Estado, quebrou na última sexta-feira e até ontem mães e parentes de bebês recém-nascidos afirmaram estar sofrendo com o calor. O hospital fica localizado no bairro de Casa Amarela e recebe pacientes de todo o Estado.
Perguntar não ofende: Caruaru vai cancelar o São João?
Fonte: Blog do Magno Martins.
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