As manifestações que ocorreram no dia de ontem em todo o país a favor do presidente Jair Bolsonaro chamaram a atenção de todo o país. No entanto, mesmo que com opiniões divididas a favor e contra o chefe do executivo, a maioria das pessoas não entendem ao certo o motivo e os pleitos de quem está indo para as ruas se manifestar. Vou tentar explicar: Em 21 de maio de 2020, o ministro Alexandre de Moraes foi eleito para cargo efetivo no Tribunal Superior Eleitoral, antes ocupado pela ministra Rosa Weber. Moraes é relator do inquérito sobre fake news dentro do STF.
Em agosto de 2022, o ministro que está sendo alvo de uma enxurrada de críticas de bolsonaristas irá assumir o comando do Tribunal Superior Eleitoral e assim, conduzirá a eleição de 2022 tanto nos estados como no âmbito federal, assim será ele e será responsável por chefiar as atividades da Justiça Eleitoral durante o próximo pleito. Não bastasse isso, Moraes também defende que o presidente seja incluído no rol de investigados no inquérito das fake news.
Segundo relatos de quem está observando tudo, o que o presidente está buscando não é o impeachment do ministro (algo que é bastante difícil de conseguir) mas sim o seu impedimento ou suspeição para que não presida o TSE no próximo ano. "Não tem outra justificativa" disse Talles Farias ao Uol. A suspeição de um juiz está no CPC brasileiro: Art. 145. Há suspeição do juiz:I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; resumo: Bolsonaro quer deixar ou está deixando claro que Alexandre de Moraes é seu inimigo pessoal e que assim não tem como o ministro conduzir uma eleição em que ele venha a declarar sua vitória ou derrota.
O próprio presidente chegou a declarar que a partir de agora não irá mais obedecer nenhuma ordem de Moraes a quem chamou de 'canalha'. Agora, é só aguardar os próximos capítulos para vermos como essa novela vai acabar.
Bastidores - Moraes também assumiu um papel-chave para desarmar a bomba do voto impresso. O ministro fez uma série de conversas — presenciais e a distância — com parlamentares para convencê-los dos riscos de retrocesso da medida que já foi implantada em 2002 e não deu certo. Naquele ano, o voto impresso não agregou em nada nas eleições.
O vice - Com a ida de Moraes para a presidência do TSE, quem assumirá a vice-presidência será o ministro Nunes Marques que foi o primeiro indicado por Bolsonaro.
Segurança - Aliados do presidente defendem o voto impresso auditável como uma forma de segurança para que seja uma eleição limpa e sem fraudes. Por outro lado, os que são contra, acreditam que o voto impresso é apenas uma maneira que os bolsonaristas encontraram para tentar tumultuar e fazer barulho na apuração dos votos no próximo ano.
Recado - Em discurso para milhares de apoiadores, nesta terça-feira (7/9), na Esplanada dos Ministérios, o presidente Jair Bolsonaro deu um ultimato ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que não aceitará que qualquer autoridade tome medidas ou assine sentenças em desacordo com a Constituição. Ele mandou um recado direto para o presidente da Corte, ministro Luiz Fux. "Ou o chefe desse Poder enquadra o seu (ministro) ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos", afirmou Bolsonaro, em cima de um caminhão de som, durante as manifestações pró-governo, em frente ao Congresso Nacional.
Recado II - Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), escreveu em seu Twitter nesta terça-feira (7) sobre a independência do país. "Neste Sete de Setembro, comemoramos nossa Independência, que garantiu nossa Liberdade e que somente se fortalece com absoluto respeito a Democracia", escreveu.
Agenda - Durante reunião de monitoramento do Pacto Pela Vida hoje, o governador Paulo Câmara faz o lançamento do Boletim Integrado de Defesa Social (Bids). A iniciativa vai informatizar e integrar o trabalho cotidiano das forças de segurança, realizando especialmente a interface entre as polícias Civil e Militar.O novo sistema permitirá o acompanhamento de forma mais dinâmica e em tempo real das manchas criminais, otimizando o planejamento operacional. Ao eliminar o preenchimento manual de formulários de papel, e o retrabalho na transmissão de uma ocorrência entre as operativas, a plataforma possibilita o aumento da produtividade policial.
Crítica I - O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), se manifestou nas redes sociais:“O Sete de Setembro é uma data para celebrar a liberdade, a democracia e o progresso do nosso país. Não para promoção pessoal ou para o presidente ameaçar e desrespeitar os demais poderes constituídos. Infelizmente, ele está em campanha permanente e não governa o país.
Crítica II - O prefeito do Recife, João Campos (PSB), criticou as manifestações de 7 de setembro. "O Brasil assistiu hoje a mais uma afronta direta à democracia. Enquanto o país atravessa uma crise sem precedentes, o #7deSetembro foi transformado em episódio lamentável com um novo flerte com a ruptura institucional.Não vamos desistir do país que tantos ajudaram a sonhar e a construir. Os problemas precisam de soluções concretas, de lideranças que ajam com responsabilidade, com capacidade para ouvir e unir o Brasil em torno de um projeto democrático que renove a esperança" escreveu João em suas redes sociais.
Silvinho Silva, editor do Blog
Whatsapp: (81) 98281 4782
Email: silvinhosilva2018@gmail.com
Instagram: @blogdosilvinho_oficial
Fonte: Blog do Silvinho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário