Se tem uma coisa que está ficando insustentável nesse período obscuro que o Brasil está vivendo é defender a maneira como o presidente Bolsonaro vem conduzindo o país. Não é questão nem de direita ou de esquerda, mas de razão.Quem busca ouvir um pouco ela, não consegue nunca defender o atual presidente.
Tão real que a situação está caótica que hoje os apoiadores do presidente só conseguem sobreviver com discursos populistas contra restrições impostas pelos decretos estaduais. Ninguém ver um só apoiador dizer que o presidente está correto na condução da vacina, por exemplo, ou em qualquer outra medida adotada pelo chefe da nação. Não bastasse isso, os poucos apoiadores que ainda se levantam para defender o presidente fazem propagandas de distribuição de recursos da União para os estados que são obrigatórios e não "um favor".
Além disso, temos uma inércia em cima de uma desculpa. Todas as vezes que se é questionada a falta de ação do presidente diante da pandemia, o mesmo juntamente com esses "apoiadores" jogam para o STF que ano passado decidiu que os governadores tinham autonomia para decidir sobre medidas restritivas. Mas, nada dizem que o Supremo foi obrigado a fazer isso porque o presidente queria entregar a nação a própria sorte com posições que nunca se soube de sua eficácia.
É tão real que a ação do presidente é reprovada aqui no estado de Pernambuco que deputados que lá em Brasília o apoiam, aqui se escondem e evitam até serem fotografados ao seu lado. "Era uma gripezinha". "Bastava apenas isolar as pessoas de grupo de risco". "Não passaremos de 40 mil mortos".
E olhe que hoje em sua base de apoio e entre os defensores do presidente existe muita gente boa e inteligente e que dariam um verdadeiro show de administração ao país não fosse o muro levantado pelo próprio Bolsonaro.
2022 vem aí, e se o presidente não rever suas posições pode sofrer um grande revés.
Daí pra pior - A despeito do crescimento dos números de casos e de mortes por Covid-19 no país, o líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP/PR), ex-ministro da Saúde do governo de Michel Temer, disse na manhã desta quarta-feira (17/3) que a situação do Brasil "não é tão crítica assim'' e "até confortável'' diante da pandemia do novo coronavírus, mesmo tendo o país chegado perto dos 3 mil óbitos.
Desilusão - Vários apoiadores do presidente que foram abandonados por ele ao longo desses dois anos e três meses de governo estão a procura de alguém para apoiar na eleição presidencial de 2022. "Ele foi uma decepção" disse um ex-aliado e culpou o presidente pela demora na chegada das vacinas aos estados brasileiros.
Óticas - Por meio de ofício protocolado, nesta terça-feira, ao governador Paulo Câmra (PSB), a deputada estadual Priscila Krause (DEM) propôs alteração no decreto estadual nº 50.433/2021, que estabeleceu a nova quarentena em Pernambuco. A solicitação é para que óticas, seus laboratórios e oficinas possam funcionar durante o período de restrições mais rígidas em Pernambuco, entre os dias 18 e 28 de março.
Esperança - Foram desembarcadas, às 20h30 desta terça-feira (16.03), no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, mais 198,6 mil vacinas contra a Covid-19 CoronaVac, do consórcio da Sinovac/Butantan. Com esse lote, a ser usado para as duas doses, será possível avançar na imunização dos idosos entre 75 e 79 anos, subindo para 59% o quantitativo dessa faixa etária que poderá ser protegido.
Números terríveis - Mais de 90 mil novos casos foram registrados nesta quarta-feira (17/03). Total de infectados acumulado se aproxima de 11,7 milhões. A pandemia segue descontrolada no Brasil. A média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias chegou a 2.031, ficando pela primeira vez acima da marca de 2 mil. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +49%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.
Jaboatão transparente - O município do Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana, saiu da 172ª posição para a 64ª na Escala Brasil de Transparência, que mede a transparência pública em estados e municípios do País. De acordo com os últimos dados da Controladoria-Geral da União (CGU), a nota 9,39 foi superior às médias das cidades pesquisadas (6,85), das capitais (8,73) e dos estados (8,73).
Silvinho Silva, editor do Blog
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Fonte: Blog do
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