
Minhas senhoras vereadoras, meus senhores vereadores
Nas últimas décadas, notadamente a partir da semente plantada pela internet, o jornalismo mudou. Mudou para melhor: as notícias chegam mais rápidas. Ganharam até uma adjetivação moderna: em tempo real. Mas não mudou nem mudará nunca a sua forma: ser a ponte entre a informação e o resto da sociedade.
Não mudou, sobretudo, num simples conceito: o de transformar os fatos em notícias, num exercício sempre controverso e gerador de polêmicas. Jornalismo é polêmica. Não mudou, principalmente, em perpetuar os acontecimentos na história. Sem o jornalismo, estaríamos fadados a navegar em um mar de desinformação e mentiras.
Sou de um tempo em que o jornalista fazia a notícia, esperava vê-la impressa na rotativa, tinha cheiro de tinta e comemorava os grandes furos na mesa de um boteco. Era o tempo da notícia em papel, em jornais que se liam tomando o café da manhã, a notícia entregue ao leitor-assinante por debaixo da porta ao raiar do dia ou comprada na esquina da sua casa nas mãos de um gazeteiro. Um tempo de romantismo, do jornalismo de emoções.
Um tempo em que para sermos lidos, teríamos que ser breves, para que gostassem, teríamos que ser claros, para que não nos esquecessem, teríamos de ser originais e, acima de tudo, precisos. O grande Joel Silveira, jornalista que ia às ruas em busca da notícia, como eu, que vivo pelo mundo catando notícias para meus leitores, disse que se houvesse justiça no mundo, os nomes dos repórteres deveriam vir sempre acima dos nomes dos donos do jornal, porque não existe jornalismo sem reportagem.
As mudanças chegaram, mas o jornalismo romântico, vibrante e envolvente de um Joel Silveira ainda permanece vivo nos profissionais que dedicam sua vida a manter o leitor bem informado. É da própria natureza do jornalismo apontar o que esteja errado para que seja corrigido. Mostrar o que está ruim para que seja melhorado. Denunciar os que corrompem para que sejam punidos. Expor os que estão em dificuldades para que possam ser ajudados.
Todo bom jornalista tem que ser um príncipe da notícia. Quando escrever, conquistar pela verdade, pelo pensamento da sua escrita, uma escrita de luminosidade, porque jornalista é uma profissão que combina mais com os poetas, com as pessoas que gostam de outras pessoas. É fundamental ser apaixonado por gente, senão, não dá certo. E o jornalista tem que ser apaixonado pelo que faz, achar graça disso, não achar que isso é sacrifício.
Para ter a exata noção de que o que predomina no noticiário construirá a história do nosso tempo. O olhar que vamos impor a partir do nosso desenvolvimento na história vai fazer a diferença lá na frente. Contribuímos com o futuro, ao relatar o presente. Thomaz Jefferson, ex-presidente dos Estados Unidos, disse que se pudesse decidir se devemos ter um governo sem jornais ou jornais sem governo, não vacilaria um instante em preferir jornais sem governo.
Minhas senhoras, meus senhores,
Esta sessão, iniciativa do vereador Almir Fernando, a quem agradeço, também foi compartilhada entusiasticamente por todos os integrantes desta Casa, em especial por esta brava vereadora Aline Mariano, mãe dos meus filhos Magno Filho e João Pedro. Também teve o entusiasmo e o empenho da equipe de Almir, entre os quais seu assessor Evandir e a jornalista Danny Amorim.
A Câmara abre ao mesmo tempo uma cortina para reflexões do jornalismo de internet, que impõe uma nova visão na era da informática, na era da globalização do mundo e do jornalismo. Se nas décadas de 80 e 90 os jornalistas vivenciaram a troca das máquinas de escrever pelos computadores, no século 21 não são vistas substituições, mas sim ferramentas que devem ser agregadas.
Surgiram a internet, os dispositivos móveis, as redes sociais, e nesse contexto, as informações podem ser transmitidas de forma muito mais rápida e fácil. O grande público, na verdade, além de estar em busca de informações atualizadas e que sejam dadas de forma rápida, exige conteúdos claros e objetivos, que vão “direto ao ponto”.
A Internet é revolucionária por reunir várias formas (textos, vídeo e áudio), tudo ao mesmo tempo, com a finalidade de informar e atrair o internauta esteja ele onde estiver e a hora que quiser, pois o conteúdo fica disponível 24 horas por dia.
Em tempos de fake news, é necessário fortalecer as empresas responsáveis por checar as informações que chegam ao público em geral, por investigar os órgãos públicos e denunciar irregularidades quando for o caso. A transformação dos hábitos de consumo de conteúdo, que já vinha afetando os jornais do Brasil, teve uma aceleração durante a pandemia de Covid-19.
Nos últimos dois anos, as medidas de redução de circulação e a crise econômica agravada pela pandemia fez com que a circulação dos jornais impressos no Brasil, que já vinham em uma curva de queda, caísse ainda mais. Dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC) mostraram que, em 2021, os dez maiores jornais do País perderam circulação impressa em comparação com o ano anterior.
A Internet, em contrapartida, cresce a cada dia. Os números mais recentes apontam que existam 6 bilhões de usuários na rede, com 8 bilhões de usuários com dispositivos móveis. O Brasil já é o quarto, abaixo apenas de China, Índia e Estados Unidos.
Atualmente, mais de 7 bilhões de pessoas em todo o mundo usam smartphones, o equivalente a 66,6% da população total mundial. Desde janeiro de 2020, o número desses usuários aumentou 1,8% (93 milhões), enquanto o número total de ligações móveis (pessoas com vários dispositivos) aumentou 0,9%, de 72 milhões para 8,02 mil milhões em janeiro deste ano.
No Brasil, somos 164 milhões de usuários de internet no País, 74% da população com 10 anos ou mais. Pela primeira vez desde o início da pesquisa, a penetração da rede mundial ultrapassou a metade da população rural, com 53%. O celular é usado por 99% das pessoas conectadas no País, sendo que 58% da população acessa a internet apenas pelo celular. O último percentual é ainda maior entre as classes D e E, em que 85% dos acessos são exclusivos pela rede móvel.
Se existem ainda os que acham que minha inquietude e vanguardismo se esgotaram com a criação e consolidação do blog pioneiro no Nordeste, eu digo que estão enganados. Com meu irmão e sócio José Nivaldo Júnior plantei a semente do Jornal O Poder, igualmente pioneiro e único na forma de levar o noticiário aos leitores pela plataforma do WhatsApp.
Minhas senhoras, meus senhores
Charles Darwin, geólogo e biólogo britânico, célebre por seus avanços sobre evolução nas ciências biológicas, nos ensinou que não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. Quem sobrevive é o mais disposto à mudança. O homem que não tem imaginação, não tem asas. Toda conquista, um dia começou como um sonho e uma ideia.
Esta ideia do meu blog, num momento em que no Nordeste ainda predominava a cultura do jornalismo impresso, em que se informava pelo rádio e a televisão, foi uma aposta que Deus iluminou e abriu as suas veredas, mas foi, sobretudo, resultado do trabalho de um jornalista incansável. Na vida, para mim, não existe nada a temer, apenas a ser compreendido.
Se hoje há uma compreensão de que fui e estou sendo bem-sucedido, isso é resultado da persistência. É a persistência que separa os bem-sucedidos dos outros. Trabalho incansavelmente. Meus leitores acham até que não durmo. Mas se enganam. Durmo o suficiente até a notícia permitir, mas amo também.
Amo meus pais Maria Margarida, que Deus já chamou, e Gastão Cerquinha, o centenário do Pajeú, que vive fazendo poesia para a lua, que me ensinou: não roubar, ser honesto acima de tudo, amar ao próximo como a ti mesmo.
Amo meus irmãos – oito ao todo: Tarso, Maria José, Maria de Fátima, Ana Regina, Marcelo, Augusto, Gastão Filho e Denise. Amo meus filhos Filipe, André Gustavo, Magno Filho e João Pedro.
Amo minha Nayla, a Iracema dos lábios do mel que arrebatou meu coração em sua Sertânia, em terras do mesmo chão meu de vidas secas, minha amada Afogados da Ingazeira. Amo, por extensão, suas filhas Maria Beatriz e Maria Heloísa.
Amo, ainda, cidades. Sou cidadão honorário de mais de 70 municípios de Pernambuco, entre eles meu Recife, metade roubada ao mar, metade imaginação, como disse Carlos Pena Filho. Amo Afogados da Ingazeira, onde meu pensamento se forma mais forte do que o lugar, meu pedaço de chão sofrido, mas sagrado, onde Deus fez cantadores a alma de toda a sua gente.
Dizem que trabalho muito – e é verdade. Mas tenho a compreensão de que nunca é perdido o tempo dedicado ao trabalho. Celebro cada conquista, cada realização, cada momento de alegria. Grandes vitórias, como a que estamos comemorando hoje, exigem dedicação. Se dedicar a uma meta é o segredo do sucesso. Tenho admiração pelo trabalho e dedicação, principalmente.
Bill Gates disse que a chave do sucesso é perceber aonde o mundo se dirige e chegar ali primeiro. René Descartes ensinou que não é suficiente ter uma mente. O principal é saber usá-la bem. Martin Luther King disse: “Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito”.
Vencer na vida é transformar sofrimento em aprendizagem e nunca desistir por maiores que sejam as quedas. Faço o que gosto. E aconselho: Se capacite naquilo que você gosta, incentive as pessoas a fazer o que gosta. Trabalhe porque gosta e não por dinheiro. Gaste o dinheiro com aquilo que você gosta. Lembre-se, dinheiro é consequência de um trabalho bem feito.
Trabalho bem feito é consequência de um trabalho com prazer. Entenda, se você quer algo, acredite em sua capacidade e valorize as pessoas que te apoiam, pois assim, tudo ficará mais fácil. Deus dando saúde, felicidade e força, o resto a gente constrói. É o amor ao trabalho que dá sentido a ele, que dá sentido à vida! Todo o trabalho é vazio a não ser que haja amor.
Pode se viver uma vida magnífica quando se sabe trabalhar e amar. Trabalhar por aquilo que se ama e amar aquilo em que se trabalha. Trabalhe com o que você gosta e a vida se tornará mais leve, prazerosa e tranquila! Amar o que se faz não significa nunca se estressar, mas sempre ter ânimo para buscar as melhores soluções!
De longe, o maior prêmio que a vida oferece é a chance de trabalhar muito e se dedicar a algo que valha a pena. Apaixone-se pelo seu trabalho e a busca pelo sucesso será algo natural! Na profissão, além de amar, tem de saber. E o saber leva tempo pra crescer, como diz Rubem Alves.
A sabedoria consiste em compreender que o tempo dedicado ao trabalho nunca é perdido. Escolha um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um único dia em sua vida, nos ensinou Confúcio. Não é o que você faz, mas quanto amor você dedica no que faz que realmente importa, pregou, por sua vez, Madre Teresa de Calcutá.
Meus caros vereadores e aos que aqui vieram compartilhar este momento feliz comigo: este sucesso não é meu, é de toda minha equipe: das jornalistas Ítala Alves, Juliana Albuquerque, Waleska Cambrainha e Hylda Cavalcanti, da minha secretária Geisa Souza, de Marcell Tosta, da área comercial, e Aldir Júnior, sonoplasta da Rede Nordeste de Rádio.
É fruto de um profissional que faz tudo com amor. O trabalho só cansa se não nos dedicarmos a ele com alegria. Quando trago notícias, quando estou nas ruas, há uma alegria inexplicável em ganhar o pão fazendo aquilo que acelera os batimentos do meu coração.
Por fim, que possamos sair daqui com o ensinamento divino. Jesus diz que sabedoria é viver apenas o dia presente. Por que andais ansiosos pelo dia de amanhã?, perguntou ele. E aconselhou: Olhai os lírios dos campos, olhai as aves do céu. Qual de vós, com sua ansiedade, será capaz de alterar o curso da vida?
Viva o presente, viva a vida, viva Deus!
Fonte:Blog do Magno Martins.
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