Não vai demorar muito para o ex-presidente Lula desembarcar em Pernambuco e visitar algumas cidades conforme já fora anunciado em vídeo. O que impedia Lula de vir até Pernambuco foi a resolução da aliança entre o PT e o PSB em São Paulo que foi oficializada no último sábado. O PSB praticamente deixou o caminho livre para que o PT de Lula consiga pela primeira vez em sua história chegar ao comando do executivo estadual. Os fatos estão bem narrados e amarrados: no segundo semestre de 2021 quem liderava as pesquisas de intenção de votos não era Fernando Haddad e sim Geraldo Alckmin (que pretendia sair do PSDB e se filiar ao PSD de Kassab). A atuação de Márcio França em conversas e diálogos com Alckmin o fizeram sair do PSDB, se filiar ao PSB com a certeza da indicação de seu nome para a vice de Lula.
Com a saída de Alckmin, Fernando Haddad (PT) passou a liderar todos os levantamentos sendo seguido por Márcio França. O caminho ainda não estava livre para o PT ter em São Paulo um único palanque da esquerda. Guilherme Boulos que também pontuava bem nas pesquisas retirou seu nome da disputa e vai concorrer a uma vaga na Câmara Federal. Faltava apenas o PSB. Depois de inúmeras conversas, diálogos e acordos, a aliança foi firmada e agora Fernando Haddad não terá apenas Lula como seu cabo eleitoral, mas também Geraldo Alckmin (PSB) que governou São Paulo em quatro oportunidades e Márcio França que também já governou o estado.
Agora, cabe a Lula e ao PT cumprir com o acordo aqui em Pernambuco já que o grande entrave foi resolvido. Danilo Cabral, candidato da aliança entre PT e PSB está com 10% das intenções de voto de acordo com as últimas pesquisas. Lula tem aqui no estado cerca de 50 a 60% das intenções de votos e já disse com suas próprias palavras que fará o possível para eleger toda a chapa da Frente Popular que tem além de Danilo, um petista: a deputada Teresa Leitão que concorre ao Senado.
Danilo pode até perder a eleição deste ano mas não pode ser por culpa de Lula. O ex-presidente que detém aqui uma grande parcela do eleitorado deverá estar presente em atos de campanha, guias de tv e rádios e nos famosos 'santinhos' e fazer o máximo para eleger Danilo Cabral e Teresa Leitão. Este é o acordo. Pesquisas mostram que Danilo colado a Lula cresce e disputa de comum a igual o primeiro lugar. Agora a responsabilidade é de Lula.
A conta I - alguns levantamentos apontam que mesmo com Danilo (PSB) sendo o nome exclusivo do ex-presidente Lula, a deputada e pré-candidata ao governo Marília Arraes (SD) não sofrerá tanto impacto assim, ainda permanecendo empatada em primeiro lugar tão logo se inicie a campanha o que a deixaria com caminho garantido para um embate num segundo turno entre ela e Danilo.
A conta II - outros acreditam que tão logo Danilo seja reconhecido como o nome de Lula na disputa, os votos de Marília tendem a serem transferidos para o pré-candidato socialista. "Tem muita gente que nem sequer sabe que Marília saiu do PT e isso está confundindo muito a cabeça das pessoas". Com isso, Danilo assumiria a liderança e uma segunda força é que passaria a polarizar com ele. As apostas se dão em torno do nome de Anderson Ferreira justamente devido a conjuntura nacional entre Lula e Bolsonaro.
Com Bolsonaro - Se São Paulo está servindo de perímetro para a campanha em Pernambuco, não está vindo nenhuma notícia boa para Marilia Arraes. O partido de André de Paula, o PSD, anunciou apoio ao nome de Bolsonaro em São Paulo, o ex-ministro Tarcísio de Freitas. A tendência é que o PSD em sua maioria apoie Bolsonaro. Caso o PSD tivesse optado por Fernando Haddad o cenário seria um pouco mais favorável para Marília e André na conjuntura política.
A opção Marília - A pré-candidata do Solidariedade tem conseguido apoios de políticos que estavam fechados com figuras da oposição. A parlamentar recebeu recentemente o apoio do prefeito de Joaquim Nabuco, Charles Batista (SD), que já havia declarado apoio a Miguel Coelho. No último sábado, recebeu no município do Bonito, o apoio da ex-prefeita Maria Lúcia que já havia acenado para a tucana Raquel Lyra (PSDB).
Invisíveis - Alessandra Vieira, pré-candidata a vice de Miguel Coelho, não poupou críticas ao Governo do Estado pela falta de investimentos em pontos estratégicos da região, como o Polo de Confecções, que abrange Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, e do Polo Moveleiro, em Gravatá. “Aos olhos do PSB, somos invisíveis”, disse Alessandra.
Apoio - A pré-candidata ao Governo do Estado, Raquel Lyra, recebeu, no último sábado, o apoio de pastores e lideranças evangélicas da Região Metropolitana do Recife, no ato político que ocorreu no Mar Hotel, no Bairro de Boa Viagem, no Recife.O pastor-presidente da Assembleia de Deus AD Brás, Eliseu Virgínio, liderou o encontro, que reuniu 200 pessoas, entre pastores, missionários.
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Fonte: Blog do Silvinho.

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