sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Sem possibilidade de coligação, partidos podem ficar sem representantes pernambucanos no Congresso Nacional

 

Foto: Divulgação 


Com a nova Legislação Eleitoral já em vigor, que proíbe a possibilidade de coligação entre partidos para disputarem cargos proporcionais (deputados federais, estaduais e distritais e vereadores), siglas tradicionais podem ficar sem um representante pernambucano no Congresso Nacional. Por diversos motivos, partidos de esquerda, direita e centro acabaram não conseguindo montar uma chapa competitiva para disputar uma das 25 vagas destinadas ao estado de Pernambuco na Câmara Federal.


As coligações em eleições proporcionais estão proibidas desde a promulgação da Emenda Constitucional 97, de 2017, e já não valeram nas eleições municipais de 2020.


Como exemplo de nomes importantes da política local, podem ser citados os casos dos já deputados Túlio Gadelha na Rede, Daniel Coelho no Cidadania, Renildo Calheiros PCdoB, Wolney Queiroz no PDT e Raul Henry no MDB. Além desses nomes, Waldemar Oliveira, irmão do deputado federal e candidato a vice na chapa de Marília Arraes (SD) ao Governo do Estado, Sebastião Oliveira, pode acabar ficando de fora.


Dos nomes citados, dois casos merecem maior destaque: Daniel Coelho e Renildo Calheiros. Ambos têm um caso parecido, mas a situação de Daniel é mais complicada. Nos dois casos, seus partidos estão federalizados com outras siglas. O PCdoB tem na sua federalização o PT e o PV, já o Cidadania está com o PSDB.


Nos bastidores comenta-se que a federação que Renildo integra pode fazer até três nomes. O primeiro seria Clodoaldo Magalhães (PV), o segundo Carlos Veras (PT) e o terceiro lugar ficaria na disputa entre Liana Cirne (PT) e o postulante do PCdoB. Já a junção que Daniel Coelho participa deve fazer um parlamentar, mas com grande chance de não conseguir levar ninguém à Câmara dos Deputados.


No ano passado (2021) o Congresso rejeitou novamente a possibilidade de volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais. No Senado, a relatora, senadora Simone Tebet (MDB-MS), argumentou que as coligações distorcem a vontade do eleitor, ao eleger candidatos com orientações políticas diferentes daqueles escolhidos, além de aumentar a fragmentação partidária e dificultar a governabilidade.


Curtinhas


Feminicídio: Deputada estadual e candidata a vice-governadora de Pernambuco, Alessandra Vieira reclama da inoperância do Governo do Estado na proteção da mulher. “Não é possível que as pernambucanas tenham que conviver com esse medo de morrer e com a própria morte diariamente como se isso fosse normal, sem que o poder público tome qualquer atitude, cruze os braços para essa alarmante realidade”, disse a deputada em referência ao registro de três feminicídios em Pernambuco apenas na última semana.


Eleições: O PT estuda vincular o pagamento do Auxílio Brasil à vacinação contra a covid e outras doenças em eventual novo governo Lula. Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), um dos formuladores do partido na área de saúde, seria um resgate das contrapartidas que o Bolsa Família exigia dos beneficiários.


Frente evangélica: Integrantes da bancada evangélica alertaram Jair Bolsonaro nos últimos dias sobre a divisão de votos no campo da direita na disputa deste ano ao Senado, Casa em que o presidente quer eleger mais aliados. A preocupação de lideranças evangélicas é de que, ao lançar mais de um nome por estado, a direita divida os votos e acabe favorecendo a vitória de candidatos a senador de partidos de esquerda.

Fonte: Blog do Alberes Xavier.

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