O PT sempre articulou o apoio ao seu projeto nacional a algumas cedências nos estados. Uma fala do presidente estadual Doriel Barros, atualmente deputado estadual, chamou a atenção de todos. "O PT pode até ir para uma aliança mas quer um papel de destaque em 2022". Qual seria o papel de destaque que o partido poderia exigir em troca do apoio ao PSB aqui em Pernambuco por exemplo?
Em 1994, o PT apoiou Arraes que era o favorito na disputa e não exigiu nenhuma vaga na chapa majoritária. Na época, Arraes conseguiu se eleger e elegeu também o senador Roberto Freire. Já em 1998, Arraes deu a vaga do senado ao PT que foi disputada por Humberto Costa que foi derrotado. Em 2002, Humberto disputou o governo do estado mas não cedeu a vaga de senador a outro partido: disputou com Dilson Peixoto que também não obteve êxito.
Assim, em 2006, novamente Humberto disputou o governo do estado e apoiou para o senado Luciano Siqueira do PC do B. De 2010 pra cá, em todas às eleições que disputou o PT fez questão de priorizar o senado: Em 2010, com Humberto Costa e em 2014 com João Paulo (que foi derrotado) e em 2018 novamente com Humberto.
Alguns entendem que 2022 poderá ser um ano igual a 1994: o PT apoiaria a Frente Popular sem participar da majoritária em troca de um apoio do PSB nacionalmente. Neste cenário a vaga do senado seria disputada por partidos aliados da base: O deputado federal Silvio Costa Filho ou o deputado federal André de Paula. Correm por fora nomes como o deputado federal Augusto Coutinho. Em caso de o PT exigir a vaga do senado, como ocorreu nos anos anteriores, justamente para ampliar sua base política no Congresso Nacional, pode fazer com que esses partidos tenham que adiar seus projetos majoritários.
Com a presença de Humberto Costa no senado pelos próximos 4 anos seguintes ao da eleição, a vitória de um petista para o senado em 2022 fará com que o PT tenha a maior bancada do senado em Pernambuco hoje ocupado pelo MDB: dois senadores.
Quadros - O PT precisa apresentar nomes competitivos para disputar o senado federal. Ex-prefeito pela legenda, João Paulo estará de volta em breve no partido. A presença de Lula em Pernambuco nos próximos dias pode servir de demonstração de preferência ou não pelo parlamentar.
Fator Marília - Marília Arraes poderia até ser o nome do PT para o senado, mas a falta de confiança atrapalha. Isso, porque o senado é um cargo majoritário e não fica preso a fidelidade partidária. No mandato de senadora, Marília iria para qualquer legenda disputar, por exemplo, o governo do estado sem receio de perder o mandato.
Voto impresso - O deputado federal Raul Henry que é relator na comissão aposta que o voto impresso não passa no plenário. ""Essa não é agenda do País, é agenda estéril, apenas para tumultuar. Serve apenas para radicalização" disse o parlamentar.
Silvio também é contra - O deputado Silvio Costa Filho também criticou a insistência pelo voto impresso. "O presidente Bolsonaro chega ao seu terceiro ano de governo, tendo como principal bandeira o voto impresso e isso só apequena seu governo. Ele deveria estar focado na economia e na retomada da agenda social do Brasil" disse o republicano.
Anúncio - O governador Paulo Câmara anuncia, nesta segunda-feira (09.08), as novas instalações da empresa MadeiraMadeira, no município do Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. O empreendimento pretende faturar mais de R$ 850 milhões no acumulado até 2024 e gerar 120 empregos diretos e indiretos.
Joaquim Nabuco - A Procuradoria Eleitoral com sede em Brasília, deu parecer contra o recurso do ex-prefeito Neto Barreto e opinando por novas eleições na cidade. Este é um dos últimos recursos do ex-prefeito que busca voltar ao mandato e teve essa nova posição desfavorável.
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Fonte: Blog do Silvinho.

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