O caso de termos em nosso estado inúmeros políticos que são considerados herdeiros do espólio eleitoral de outros políticos pode até ser um assunto desconfortável, e que traz inúmeras controvérsias, mas nem sempre a prática justifica o discurso. Pode até ser que para entrar na política seja preciso a força do sobrenome familiar, mas a permanência nela se deve pelos atos do eleito. No início do ano passado tivemos severas críticas ao deputado federal João Campos (PSB) que foi eleito prefeito. Foi cobrado muito de sua idade e também do seu parentesco com o ex-governador Eduardo Campos.
Bastou apenas que João assumisse o comando da prefeitura para notarmos o seu diferencial à frente da prefeitura, principalmente no combate ao coronavírus onde o Recife vem dando um show sob o comando do jovem prefeito: São 202 novos leitos de UTI em toda a cidade. Ontem, o prefeito anunciou a abertura de um novo grupo para a vacinação no Recife: Dos idosos com 69 anos. Quem viveu campanhas política onde o nome do seu padrinho era mais forte que o do candidato, João foi eleito com o seu próprio nome.
Em Petrolina, temos outro exemplo que deu certo. O jovem Miguel Coelho que está em seu segundo mandato como prefeito, vem fazendo um belo trabalho na gestão da cidade. Além de fazer uma boa administração ele é comunicativo. Quando a cidade atingiu o pico de 100% dos leitos de UTI's, Miguel foi para a guerra e conseguiu baixar para menos de 80%. O número ainda é alto, mas demonstra que o prefeito está dedicado ao serviço de prefeiturar.
Eduardo nunca acenou colocar alguém de sua família na vida pública, embora o mesmo tenha entrado na política através das bênçãos de seu avô Miguel Arraes onde começou sua carreira como chefe de gabinete. Com o passar do tempo, Eduardo elegeu-se governador de Pernambuco e chegou a iniciar uma disputa à presidência da república. O nome Arraes também ajudou a eleger sua filha Ana, e a sua neta Marília, uma deputada federal e a outra passou pelo cargo de vereadora e hoje ocupa uma vaga na Câmara Federal.
Fernando Bezerra Coelho além de exercer o mandato de senador, tem seu filho Miguel administrando Petrolina, e Fernando Filho na Câmara Federal além de Antonio Coelho na Assembleia Legislativa. Outro exemplo de sucesso do clã familiar são os Ferreiras que ocupam a Prefeitura de Jaboatão com Anderson Ferreira, uma vaga na Alepe com Manoel Ferreira e na Câmara Federal com André, além de Fred Ferreira que ocupa uma vaga na Câmara do Recife.
No legislativo - A questão familiar também se mostra presente no legislativo. O Presidente da Assembleia Eriberto Medeiros tem o seu filho Rafael Medeiros na Câmara do Recife. Rafael inclusive é pré-candidato a deputado federal. O deputado Marco Aurélio Meu Amigo tem o seu filho Marco Aurélio Filho na Câmara do Recife. O vereador do PRTB faz um mandato diferenciado e busca um diálogo permanente com os cidadãos.
Caruaru - Eleita e reeleita prefeita de Caruaru, Raquel Lyra é filha do ex-governador de Pernambuco João Lyra Neto. O mesmo também já foi prefeito de Caruaru. Raquel faz um mandato aprovado pela população da cidade e entrou para a história como a primeira prefeita reeleita da história com uma votação histórica.
Sem sucesso - Nem sempre o sol brilha para todos. Os senadores Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa não conseguiram colocar seus filhos na política. Jarbas tentou sem sucesso em 2012, e Humberto também fracassou na missão em 2020.
No DEM - De linhagem familiar temos ainda o ex-ministro Mendonça Filho que já foi governador de Pernambuco e entrou na política através do seu pai, o já falecido ex-deputado José Mendonça. Também do DEM, a deputada estadual Priscila Krause é filha do ex-governador Gustavo Krause. Bons nomes da política pernambucana.
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Fonte: Blog do
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