sexta-feira, 17 de abril de 2020

Efeito colateral não pode ser mais danoso que remédio, diz Bolsonaro

Bolsonaro anunciou ontem novo ministro da Saúde

Bolsonaro anunciou ontem novo ministro da Saúde

Gabriela Biló/Estadão Conteúdo - 17.04.2020
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (17), durante posse do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, que o efeito colateral da pandemia de coronavírus não pode ser o desempregoo. Foi uma alusão ao crescimento do desemprego em decorrência do isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus.

"Devemos abrir o emprego porque o efeito colateral ao combate ao vírus não pode ser mais danoso que o próprio remédio. Tenho certeza que o Mandetta [Luiz Henrique, ex-ministro da Saúde] deu o mehor de si. Não tem vitoriosos ou derrotados. A história lá na frente vai nos julgar", disse.

Bolsonaro agradeceu ao ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, demitido ontem da pasta. "O Mandetta assumiu esse time conosco em janeiro do ano passado. Tenho certeza que fez o que tinha que ser feito. Eu dei liberdade para buscar o melhor por meio do seu ministério. Tenho certeza que ele sai com consciência tranquila", afirmou.

Em seguida, anunciou a chegada do "oncologista Dr. Nelson Teich, casado, 6 filhos" e emendou uma confissão.

"Cumprimeiro pela sua coragem, porque não é apenas ser ministro e buscar melhorar saúde. Tem a questão da pandemia. Seu trabalho é 24h por dia e 7 dias por semana. Todos nós, especialmente o Mandetta, torcemos pelo seu sucesso, que poupa vidas, poupa pessoas que podem ser jogadas ao desemprego e poderá buscar uma alternativa para isso", disse,

Bolsonaro sugeriu a Teich uma operação matemática entre o que ele próprio e Mandetta pensam sobre o isolamento social. "Junte eu e o Mandetta e divida por dois. Tenho certeza que vai chegar ao que interessa para todos nós", recomendou. "A economia está sofrendo severos revezes", disse.

Fonte: Do R7

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