Do UOL
Políticos de diferentes partidos manifestaram solidariedade ao ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que virou alvo da PF (Polícia Federal) por criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
O pedido de abertura de inquérito foi assinado pelo próprio presidente da República, por meio da Subchefia de Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência, e conduzido pelo ministro da Justiça, André Mendonça. Ciro disse considerar grave a tentativa do mandatário de "intimidar" opositores e adversários.
O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), ex-presidente da Câmara, foi um dos políticos que se manifestou sobre o caso. "E você com medo do Brasil virar uma Venezuela, né? Minha solidariedade ao Ciro Gomes", escreveu ele em sua conta no Twitter.
O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) classificou o ato como uma tentativa de intimidação. "Bolsonaro e seu fantoche no MJ [Ministério da Justiça] acionaram a PF para tentar intimidar Ciro Gomes após críticas ao presidente. A escalada autoritária está se acelerando. O Congresso e o Poder Judiciário tem o dever de agir. Esse aspirante a ditador não pode seguir na presidência da República."
Manuela d'Ávila (PCdoB), que concorreu à vice-presidência na chapa de Fernando Haddad (PT) em 2018, também manifestou solidariedade ao pedetista. "Um abraço solidário ao Ciro Gomes que torna-se o novo alvo da perseguição."
"Solidariedade ao amigo e grande brasileiro Ciro Gomes. Investigação deve ser para quem sabota medidas preventivas de combate à Covid, que tem matado milhares de brasileiros, e não para quem luta pela democracia e pelo Brasil", escreveu o governador do Ceará, Camilo Santana (PT).
"Perseguir opositores se utilizando do aparato estatal ao invés de comprar vacina e tentar salvar vidas é coisa de quem tem MUITO a esconder e temer. Toda nossa solidariedade ao amigo Ciro Gomes. A ousadia dos covardes não nos intimidará!", disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
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Fonte: Blog do Magno
Martins.
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