Daniel Silveira foi preso em 16 de fevereiro
DIVULGAÇÃO/CÂMARA DOS DEPUTADOSO ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou neste domingo (14) o pedido de liberdade provisória, mas substituiu a prisão em flagrante por domiciliar ao deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ). O parlamentar está na cadeia desde o dia 16 de fevereiro por ameaças aos ministros da Suprema Corte e apologia ao AI-5, o ato institucional mais duro do período da ditadura militar. A decisão à época foi referendada, por unanimidade (11 votos a 0), pelo plenário da Suprema Corte e ratificada durante audiência de custódia.
Ao conceder o habeas corpus permitindo que o deputado fique preso em casa, Moraes determinou monitoramento dele por parte das autoridades por meio do uso de tornozeleira eletrônica.Silveira está proibido de receber visitas sem prévia autorização judicial e não pode ter contato ou com os investigados nos inquéritos 4.828 (atos antidemocráticos) e 4781 (que investiga a promoção de fake news para atacar membros da Justiça).
Moraes determinou ainda que o deputado não poderá frequentar ou acessar, inclusive por meio de sua assessoria de imprensa, tanto as redes sociais apontadas como meios da prática dos crimes a ele imputados (YouTube, Facebook, Instagram e Twitter) como as demais.
Silveira tampouco poderá conceder qualquer espécie de entrevista sem prévia autorização judicial.
Se descumprir quaisquer dessas medidas, o deputado voltará para a prisão.
Ao decretar a prisão em flagrante e inafiancável em 16 de fevereiro, Moraes afrimou que o deputado cometeu crimes previstos na Lei de Segurança Nacional e no Código Penal no âmbito do inquérito das Fake News.
Já a PGR (Procuradoria-Geral da República) acusa Silveira de "praticar agressões verbais e graves ameaças contra ministros da Corte para favorecer interesse próprio", em três vídeos.
Se condenado por todos os crimes, o deputado do PSL pode pegar pena que varia de 9 a 42 anos de prisão, além de multa.
Como prevê a legislação, três dias depois, a Câmara dos Deputados apreciou a prisão em flagrante do parlamentar e decidiu mantê-la. Desde então, ele está detido no Batalhão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Silveira também respondende, independentemente da decisão dada pela Câmara dos Deputados, a dois processos no Conselho de Ética. Um é apresentado pela Mesa Diretora e outro pelo próprio partido, o PSL, ambos por quebra de decoro, o que, se for confirmado, leva à cassação de mandato.
No primeiro, no qual publicou vídeo com apologia ao AI-5 e ameaças a ministros do STF, o colegiado decidiu, na última sexta-feira (12), por dar seguimento, por 13 votos a 2. No segundo, referente à gravação de uma reunião sigilosa do seu partido, os deputados aprovaram a adminissibilidade.
Fonte: Ulisses de Oliveira, do R7.
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