quinta-feira, 18 de março de 2021

À mesa com ACM Neto, Bruno debate canal de diálogo com as esquerdas

 

Presidente nacional do DEM, ACM Neto foi recebido em almoço, ontem, na casa do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, em Brasília. Foram à mesa também os líderes das duas siglas na Câmara Federal, Rodrigo de Castro (PSDB-MG) e Efraim Filho (DEM-PB). Em pauta, o exercício do desprendimento na construção de alternativas que possam aglutinar o volume máximo de apoios políticos e da sociedade em torno de um projeto para 2022. Parceiros de décadas, DEM e o PSDB militam no mesmo campo, mas, juntos, estudam intensificar o ambiente de diálogo com partidos que acabaram se distanciando mas que, outrora, já estiveram próximos. A costura é pautada na lógica de que o centro, se quiser ter vida, será fora dos contornos dessa polarização entre Lula e o presidente Bolsonaro. Lideranças desse conjunto que acompanham as movimentações traduzem: "Vai haver um esforço muito maduro dessas legendas para que o País não fique preso a uma polarização de projetos que, hoje, não se adequam mais ao momento de País e de mundo que o Brasil precisa".

O empecilho maior para o tucanato na construção dessas pontes, inclusive com partidos de esquerda, seria o PT, mas os próprios petistas já começaram a acenar ao ninho tucano, escalando o governador Wellington Dias (PI) como emissário para abrir esse canal. O pano de fundo é a pandemia e a busca de alternativas para a crise sanitária do País. Essa movimentação começa a ganhar contornos mais nítidos via gestos realizados nos últimos dias, como, por exemplo, o aceno feito por Bruno ao PDT como a coluna cantara a pedra. Sobre a aproximação com os pedetistas, Bruno argumentara: "Não pode ter prato pronto!". E advertira: "Temos que desarmar as pretensões pessoais nesse momento para construir alternativas de diálogo". A intenção de trabalhar a criação de uma frente ampla se solidifica na reunião de ontem entre Bruno e ACM Neto. Mas essa agenda também parece dar espaço a outra mensagem: a de que o protagonismo da discussão partidária reside entre os presidentes das duas siglas, responsáveis por levar isso para dentro das legendas. Em fevereiro, ACM Neto e João Doria vivenciaram atrito, sucedido por avanço do governador paulista no sentido de assumir o comando da legenda. O tucanato reagiu, precipitando a recondução de Bruno à presidência, que é quem encabeça o debate com ACM Neto agora.

Na vaga aberta por Figueira
Alexandre Gabriel, que respondia pela chefia da Assessoria Especial do governador, desde que Antonio Figueira deixou a gestão, foi efetivado no cargo. A ele, está vinculada uma executiva de Comunicação, responsável pela publicidade. Hoje, no primeiro dia da quarentena que se estende até o dia 28, vai ao ar comercial novo convocando a população a colaborar nessa fase difícil da pandemia.

PSDB e PCDOB > Bruno Araújo gravou depoimento  para comemoração dos 99 anos do PCdoB, presidido nacionalmente por uma pernambucana, a vice-governadora Luciana Santos. O gesto dialoga com a construção de pontes do centro com as esquerdas.

Reforma > Vice-líder do PP na Câmara Federal, Fernando Monteiro é o indicado do partido para presidir a Comissão Especial da Reforma Administrativa. O colegiado, a ser criado, vai analisar a proposta do governo Bolsonaro para servidores e será instalada após os deputados aprovarem a admissibilidade da reforma na CCJ. 

Terror > “À meia-noite levarei a tua alma", disse Danilo Cabral, lembrando Ze do Caixão, durante votação da lei do gás na madrugada desta quinta. Segundo ele, o Congresso tem estabelecido roteiro de votações que entram pela madrugada, retirando direitos do povo. “Nada de positivo tem sido votado na calada da noite para a sociedade”.

Fonte :Folha de PE.

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