Presidente nacional do DEM, ACM Neto foi recebido em almoço, ontem, na casa do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, em Brasília. Foram à mesa também os líderes das duas siglas na Câmara Federal, Rodrigo de Castro (PSDB-MG) e Efraim Filho (DEM-PB). Em pauta, o exercício do desprendimento na construção de alternativas que possam aglutinar o volume máximo de apoios políticos e da sociedade em torno de um projeto para 2022. Parceiros de décadas, DEM e o PSDB militam no mesmo campo, mas, juntos, estudam intensificar o ambiente de diálogo com partidos que acabaram se distanciando mas que, outrora, já estiveram próximos. A costura é pautada na lógica de que o centro, se quiser ter vida, será fora dos contornos dessa polarização entre Lula e o presidente Bolsonaro. Lideranças desse conjunto que acompanham as movimentações traduzem: "Vai haver um esforço muito maduro dessas legendas para que o País não fique preso a uma polarização de projetos que, hoje, não se adequam mais ao momento de País e de mundo que o Brasil precisa".
O empecilho maior para o tucanato na construção dessas pontes, inclusive com partidos de esquerda, seria o PT, mas os próprios petistas já começaram a acenar ao ninho tucano, escalando o governador Wellington Dias (PI) como emissário para abrir esse canal. O pano de fundo é a pandemia e a busca de alternativas para a crise sanitária do País. Essa movimentação começa a ganhar contornos mais nítidos via gestos realizados nos últimos dias, como, por exemplo, o aceno feito por Bruno ao PDT como a coluna cantara a pedra. Sobre a aproximação com os pedetistas, Bruno argumentara: "Não pode ter prato pronto!". E advertira: "Temos que desarmar as pretensões pessoais nesse momento para construir alternativas de diálogo". A intenção de trabalhar a criação de uma frente ampla se solidifica na reunião de ontem entre Bruno e ACM Neto. Mas essa agenda também parece dar espaço a outra mensagem: a de que o protagonismo da discussão partidária reside entre os presidentes das duas siglas, responsáveis por levar isso para dentro das legendas. Em fevereiro, ACM Neto e João Doria vivenciaram atrito, sucedido por avanço do governador paulista no sentido de assumir o comando da legenda. O tucanato reagiu, precipitando a recondução de Bruno à presidência, que é quem encabeça o debate com ACM Neto agora.
Na vaga aberta por Figueira
Alexandre Gabriel, que respondia pela chefia da Assessoria Especial do governador, desde que Antonio Figueira deixou a gestão, foi efetivado no cargo. A ele, está vinculada uma executiva de Comunicação, responsável pela publicidade. Hoje, no primeiro dia da quarentena que se estende até o dia 28, vai ao ar comercial novo convocando a população a colaborar nessa fase difícil da pandemia.
PSDB e PCDOB > Bruno Araújo gravou depoimento para comemoração dos 99 anos do PCdoB, presidido nacionalmente por uma pernambucana, a vice-governadora Luciana Santos. O gesto dialoga com a construção de pontes do centro com as esquerdas.
Reforma > Vice-líder do PP na Câmara Federal, Fernando Monteiro é o indicado do partido para presidir a Comissão Especial da Reforma Administrativa. O colegiado, a ser criado, vai analisar a proposta do governo Bolsonaro para servidores e será instalada após os deputados aprovarem a admissibilidade da reforma na CCJ.
Terror > “À meia-noite levarei a tua alma", disse Danilo Cabral, lembrando Ze do Caixão, durante votação da lei do gás na madrugada desta quinta. Segundo ele, o Congresso tem estabelecido roteiro de votações que entram pela madrugada, retirando direitos do povo. “Nada de positivo tem sido votado na calada da noite para a sociedade”.
Fonte
:Folha de PE.

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