quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

PT quer vaga do Senado na Frente Popular

 

O PT aprovou na noite da terça-feira (15) a volta do partido para a Frente Popular. A legenda ocupou a pasta de desenvolvimento agrário até 2020 quando decidiu lançar a deputada Marília Arraes para a Prefeitura do Recife e optou por deixar os cargos que eram ocupados no segundo governo de Paulo Câmara e também no governo Geraldo Júlio. Desde o ano de 2021 começou a se nutrir uma esperança na volta de uma aliança entre os dois partidos. Agora, com o nome de Danilo Cabral, o PT quer a vaga do Senado na Frente Popular. Uma das cotadas para ocupar o espaço estava na reunião com o governador: a deputada Teresa Leitão. O outro, é o deputado Carlos Veras que também está no páreo. Também concorrem a indicação a deputada federal Marília Arraes e o ex-deputado Odacy Amorim.

Sempre acreditamos na tese de que o que realmente interessa ao ex-presidente Lula e ao partido é a vaga do Senado e não a vice como se foi ventilado. O partido sempre optou por um espaço no legislativo em todas as eleições que concorreu apoiando o PSB. Foi assim em 1998 quando Humberto foi o Senador de Arraes, foi assim em 2010, 2014 e 2018. Dessa vez não poderia ser diferente. O PT também disputou o Senado em 2002.

Em 2002 e 2006 o PT disputou o governo do estado e apenas em 2006 abriu espaço para o Senado ao PC do B que indicou Luciano Siqueira, então vice-prefeito do Recife. Desta vez o espaço pelo Senado está sendo reivindicado com um peso: na pesquisa Vox Populi feita sob encomenda do PT, Humberto Costa liderava a corrida com folga.  Agora, em 2022, o partido de Lula requer novamente como nos outros anos a vaga do Senado. 

Os fortes - Os dois nomes mais prováveis e com reais chances de vitória no diretório estadual são: Carlos Veras e Teresa Leitão. Pois é, o PT cobra a vaga do Senado mas diferente dos demais postulantes que já são conhecidos, o nome será escolhido pelo partido em uma eleição interna.

Sem exigência - Em entrevista ao Blog Cenário, o deputado federal Raul Henry confirmou que o MDB vai apoiar Danilo Cabral para o governo do estado, mas sem exigir espaço na majoritária.

Luto - Faleceu ontem vítima de um terrível assassinato, o presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco, Albérisson Carlos. Ele foi morto logo quando deixava a sede da associação. Albérisson era pré-candidato a deputado estadual pelo União Brasil e se destacou pela luta em defesa dos policiais militares do estado. 

Senado - O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, confirmou que vai mesmo se filiar ao PL para disputar o Senado. Gilson disse que é um soldado do presidente Bolsonaro e vai para o PL atendendo a um pedido do chefe do executivo que é seu amigo. Gilson também garantiu que nesta eleição Pernambuco terá um palanque bolsonarista e disse que vai conversar com todos os atores de oposição ao PSB. Ontem, Gilson esteve conversando com o senador Fernando Bezerra Coelho cujo filho, Miguel, é pré-candidato ao governo do estado.

Falou - O deputado federal Luciano Bivar que preside o União Brasil deu a primeira declaração em favor da postulação de Miguel Coelho. Foi em entrevista a Rádio Jornal de Petrolina. Bivar confirmou que Miguel é o nome do União Brasil para o governo do estado. Resta saber o que tanto Bivar conversa com Paulo Câmara.

Difícil - Embora o PSDB, MDB, União Brasil tenham dado até 15 de março para definirem se farão ou não uma federação, essa é bastante complicada de se efetivar. Já a união em torno de um bloco para defender um único nome para presidente é mais fácil. A federação iria complicar a vida das três legendas em Pernambuco onde o PSDB defende o nome de Raquel Lyra, o MDB defende a permanência na Frente Popular e o União Brasil defende o nome de Miguel Coelho.

Silvinho Silva, editor do Blog
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Fonte: Blog do Silvinho.

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