O cenário da campanha política pelo governo do estado está cada vez mais claro após a confirmação do nome do deputado federal Danilo Cabral para concorrer ao governo do estado pelo PSB. Danilo é o terceiro nome confirmado na disputa. O primeiro foi o do prefeito Miguel Coelho (União BR) que renunciará a prefeitura de Petrolina no final de março. O segundo nome é de João Arnaldo (PSOL), que foi vice-prefeito na chapa da então candidata Marília Arraes (PT) a prefeitura do Recife. Danilo agora é o terceiro nome.
Embora o prefeito Anderson Ferreira (PL) tenha confirmado que vai disputar um mandato eletivo em 2022, não se sabe ao certo se será o Governo do estado ou o Senado Federal. A prefeita Raquel Lyra (PSDB) já tem dito nos bastidores que vai mesmo disputar o governo. No cenário mais provável, pelo menos quatro candidaturas disputarão o comando do executivo estadual: Danilo Cabral pela Frente Popular, Miguel Coelho, João Arnaldo e um terceiro nome pela oposição que ao que tudo indica será a prefeita Raquel Lyra.
Embora o cenário tenha ficado mais claro, não significa que se torne realidade. Isto porque o PSDB está abrindo discussão com o União Brasil, MDB, para a formação de uma federação partidária. Vindo a se tornar realidade, apenas um: Miguel Coelho ou Raquel Lyra disputarão o governo e não os dois. Mas não é uma negociação que mexerá apenas em Pernambuco. Segundo o presidente do PSDB Bruno Araújo “as pretensões de candidaturas de cada partido ficam sujeitas as deliberações futuras da eventual federação”. É a primeira vez que o PSDB admite formalmente a possibilidade de negociar a candidatura João Doria num acordo partidário.
A federação também pode tornar mais sólida também a Frente Popular tendo em vista que se confirmando a federação que unirá o PT, PC do B, PSB, PV, apenas uma candidatura majoritária poderá ser confirmada. Isso não deixaria que o PT voltasse atrás e lançasse um nome ao governo de Pernambuco e complicaria de vez uma postulação de Márcio França em São Paulo.
Federação - Um cenário onde podemos ter uma candidatura apenas no campo da oposição (Raquel Lyra ou Miguel Coelho) pode acontecer se a federação reunindo o PSDB, União Brasil e o MDB se tornarem realidade. As conversas em nível nacional já foram iniciadas. Caso se confirme, apenas um dos dois prefeitos disputaria o governo do estado ficando aberta a vaga de vice-governador e do Senado. Por questão de idade, Miguel Coelho só pode disputar a vaga de vice ou de governador já que para o Senado é necessário ter 35 anos.
Direita - O ministro Gilson Machado que é pré-candidato a senador por Pernambuco tem se destacado pelo trabalho feito na pasta do turismo e também pelos discursos acalorados a favor do governo do presidente Bolsonaro. Gilson tem feito um trabalho para se destacar como a cara da direita em Pernambuco e está conquistando cada vez mais este eleitorado.
Rompimento - Em Igarassu, o ex-prefeito Mário Ricardo vai caminhar com a Frente Popular e apoiar o candidato do PSB, Danilo Cabral ao governo do estado. Já a prefeita Elcione que foi apoiada por Mário Ricardo vai apoiar a postulação da oposição. Elcione tende a apoiar Raquel Lyra mas também não está descartado um apoio a Miguel Coelho.
Reunião - Lula se encontrou novamente com o ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) na casa do ex-prefeito de São Paulo e postulante ao Palácio dos Bandeirantes Fernando Haddad, na última sexta-feira, para discutir a chapa presidencial que deve ser anunciada em março.
O outro lado - O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) disse em contato com o nosso Blog, que não aconteceu nenhuma reunião com o ex-presidente Lula no dia da votação do processo de impeachment. Segundo Da Fonte, não houve nenhuma promessa de sua parte de votar contra o impeachment, e que sempre apoiou o PT e o PSB nas últimas eleições de 2006 pra cá.
Silvinho Silva, editor do Blog
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Fonte: Blog do Silvinho.
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