sexta-feira, 18 de junho de 2021

Quebradeira nos restaurantes

 


Dos mais de 1 milhão de bares e restaurantes que existem no Brasil, mais de 300 mil fecharam as portas de vez por causa da pandemia do novo coronavírus. Na cidade de São Paulo, 30 mil dos mais de 70 mil estabelecimentos existentes fecharam, de acordo com uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), só no ano passado. Em Belo Horizonte, onde o isolamento está sendo mais demorado, a proporção é bem maior.

Segundo a mesma instituição, cinco mil dos 12 mil bares e restaurantes de BH fecharam, ou seja, um a cada três deixou de operar. O mesmo aconteceu na cidade do Rio do Janeiro: 40% dos estabelecimentos deixaram de funcionar, ou três mil dos 10 mil estabelecimentos. Atualmente, 73% dos bares e restaurantes no Brasil que resistiram, já retomaram as atividades.

Desses, 18% estão atuando só com delivery ou comida para viagem. Cerca de 38% estão com serviço à lá carte e só 21% funcionam com o bufê. O faturamento está menor do que o esperado para 71% dos empreendimentos. As receitas estão em queda, uma vez que parte dos gastos dos consumidores se reduziu: para 39%, o tíquete médio por compra está igual ou maior do que antes da pandemia. Ou seja, 61% dos consumidores estão gastando menos.

Com a queda nas receitas, também cai o número de vagas oferecidas pelos bares e restaurantes. Cerca de 51% estão trabalhando com menos da metade dos funcionários que tinham antes de a reabertura ser permitida e 64% não pretendem voltar a contratar no momento, mesmo com o retorno às atividades.

Famosos não resistem – Em São Paulo, estabelecimentos tradicionais fecharam as portas nos últimos meses. Em abril, o La Frontera e o Pasv, também da região central, encerraram as suas atividades. Nas redes sociais, o bar Cateto, na região de Pinheiros, zona oeste paulistana, anunciou que “diante de uma pandemia mundial que ninguém estaria pronto para prever ou se preparar, nós, como tantos outros pequenos negócios, não resistimos”. Anúncio semelhante foi feito pelo bar Capivara, na Barra Funda, também na zona oeste. Em Brasília, entre os tradicionais e mais famosos que não resistiram, o Piantella, reduto dos políticos.

Crise é geral – No Rio de Janeiro, segundo levantamento do Sindicato de Bares e Restaurantes do Estado (SindRio), encerraram as suas atividades o Bar Leo, duas unidades do Ráscal (CasaShopping e Rio-Sul), o Laguiole Lab, Puro, Aconhego Carioca (Leblon), a cervejaria Yeasteria, o restaurante Zuka e o Espirito Santa. Em nota, a Companhia Tradicional de Comércio, que administra o bar Astor, em Ipanema, e duas unidades da Bráz Pizzaria, no Jardim Botânico e na Barra da Tijuca, afirmou que os estabelecimentos de Ipanema e da Barra da Tijuca interromperam as suas atividades. De acordo com a companhia, 22 funcionários foram demitidos da unidade da Barra da Tijuca e outros 44 foram desligados do bar Astor.

Em outros setores – A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus provocou o fechamento de 135 mil estabelecimentos comerciais no País. A perda equivale a 10% do número de estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios existentes antes da crise sanitária, segundo cálculos da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A migração gradual de parte das vendas presenciais para o comércio online deve fazer o varejo encerrar o semestre com 80 mil lojas a menos, segundo o mesmo estudo, que é arrasador.

Lula pisa na bola – Pelas redes sociais, o ex-presidente Lula disse, ontem, que, se eleito, iria por abaixo o teto de gastos. Ex-presidente do Banco Central no próprio Governo Lula, Henrique Meirelles comentou o assunto. Afirmou que o petista está mal-informado sobre o teto de gastos — regra que limita o crescimento das despesas à inflação. “O teto não impede políticas sociais; ao contrário: cria condições para o crescimento e para o país gastar melhor com as pessoas”, disse o economista.

O ex-comunista – O governador do Maranhão, Flávio Dino, anunciou que está de saída de seu partido, o PCdoB. A legenda passará a não ter nenhum governador. Dino anunciou a decisão, ontem, por meio de sua conta no Twitter. “Uma grande Frente da Esperança é um vetor decisivo para um novo ciclo de conquistas sociais para o Brasil. A tal tarefa seguirei me dedicando”, declarou. Flávio Dino está em seu segundo mandato à frente do Governo do Maranhão. Antes, foi deputado federal de 2007 a 2011. Esteve filiado ao PCdoB nos últimos 15 anos, segundo afirmou no Twitter.

CURTAS

NO PSB – A tendência é que Dino migre para o PSB e se candidate ao Senado no ano que vem. Há cerca de 15 dias ele esteve com o presidente do partido, Carlos Siqueira, e acertou a filiação à sigla. Siqueira disse que não há acordo para outros quadros do PC do B migrarem junto com Flávio Dino, mas que egressos da sigla seriam “bem-vindos” no PSB. A sigla de Siqueira também está próxima de filiar outro importante político do campo da esquerda: o deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ), que poderá ser candidato a governador.

NOVAS ELEIÇÕES – O Tribunal Regional Eleitoral define amanhã ou na próxima quarta-feira a data das eleições suplementares para prefeito dos municípios de Capoeiras e Palmeirina, no Agreste Meridional, segundo o advogado Emílio Duarte, que atuará na eleição nos dois municípios. Já Pesqueira, São José da Coroa Grande, Águas Belas e Joaquim Nabuco, que também devem ter novos pleitos, estão sem previsão no calendário.

Perguntar não ofende: Lula continua desinformado ou é mesmo muito mal assessorado?

Fonte: Blog do Magno Martins.

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