Líder do PDT na Câmara Federal, o deputado Wolney Queiroz não arrodeia sobre o entendimento dos partidos de Oposição em torno do candidato à presidência da Câmara Federal apoiado por Rodrigo Maia. O pedetista realça a importância da formação do bloco nesse momento. É essa construção que define a ocupação de vagas na Mesa Diretora. Em outras palavras, o jogo jogado, agora, com mais ênfase pela ala ligada a Maia é o da formação do bloco, mais do que o da busca dos votos.
À coluna, Wolney declara que as Oposições já estão alinhadas e que a pendência responsável por atrasar o anúncio do blocão seria o debate interno no PT. Ele traduz assim: “Por mim, PDT, PSB e PCdoB já teriam anunciado o blocão ontem (na terça-feira)”. Na última terça, Rodrigo Maia reuniu presidentes de partidos e líderes da Oposição na residência oficial. Wolney esteve entre os presentes. Se PDT e PCdoB já eram apontados como certos na composição de Maia, o PSB vivenciou, nos últimos dias, o que alguns deputados chamam de "sinalizações contrárias". O partido esteve entre os primeiros a assinar a carta encaminhada ao STF que condenava mais uma reeleição de Rodrigo. O texto dizia: “O sistema democrático brasileiro não comporta a ditadura ou o coronelismo parlamentar”. Isso, aliado a outros movimentos internos no PSB, levou alguns parlamentares a deduzirem que o partido estaria inclinado a apoiar Arthur Lira. A bancada, então, se reuniu e tirou indicativo a favor do progressista, mas o Diretório Nacional agiu, na última sexta-feira, no sentido de conter a onda de apoios a Arthur. Dividido, o PSB tem uma ala que ainda aposta em Arthur Lira e questiona o fato de a legenda hipotecar apoio a um nome ainda não anunciado por Maia. Há cobranças sobre o conteúdo programático da postulação e constatação de que um candidato de Maia também contém DNA do governo. Nessa conta, no entanto, já se admite, nas coxias, que o nome apoiado por Maia pode até não ter os votos do PSB, mas, mesmo assim, o PSB vai estar no bloco de Maia, ainda que não tenha havido formalização. A sinalização de Wolney também vai nesse sentido.
CHEQUE EM BRANCO
A Oposição se pauta no antibolsonarismo, mas está hipotecando apoio a um candidato ainda desconhecido sem saber o conteúdo programático a ser assumido por ele. "Isso é um cheque em
branco a Rodrigo Maia", critica uma fonte em reserva.
Déjà vu > Na outra eleição de Rodrigo Maia, o, então, líder do PSB, Tadeu Alencar, entregou a ele um documento com conteúdo programático, sugerindo que o democrata assumisse compromissos. Agora, no PSB, o que se diz é que qualquer decisão a ser formalizada pelo partido não exime a sigla de repetir o movimento.
No aguardo > Na bancada do PSB, deputados estranham que o líder, Alessandro Molon, não tenha, até agora, convocado reunião para debater carta compromisso a ser assinada pelo candidato à presidência da Casa. De outro lado, há quem argumente que "a ideia do documento morreu com a resoluçãoque condena voto em Arthur".
DNA > Movimento de ontem dando conta do lançamento de uma candidatura do MDB no Senado fez Aguinaldo Ribeiro passar a ser visto como o mais provável candidato de Maia. Ele é do mesmo PP, de Arthur Lira, também com DNA do governo.
Audiência > Líder do PSC, André Ferreira fez, ontem, a primeira visita a Gilson Machado, novo ministro do Turismo. Foi acompanhado dos prefeitos eleitos, Keko do Armazém (Cabo) e Thiago de Miel (Xexéu).
Fonte : Folha de PE.

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