quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Milton deixa chefia de gabinete dia 31. Substituto no radar do governador

O governador Paulo Câmara ainda não conversou com os possíveis ocupantes do cargo que Milton Coelho deixará vago no próximo dia 31. Na condição de suplente da coligação, Milton assumirá vaga na Câmara Federal que será aberta pela saída de João Campos, recém-eleito prefeito do Recife. O substituto de Milton na Chefia de Gabinete de Paulo Câmara deve atender o seguinte pré-requisito: ser da total confiança do governador. Em função dessa premissa, uma bolsa de apostas, naturalmente, já está em curso e três nomes parecem figurar mais fortemente nela. São eles: Ruy Bezerra, José Neto e Sileno Guedes. O primeiro que, até pouco tempo, esteve à frente do Instituto de Recursos Humanos (IRH), está, atualmente, na assessoria da Casa Civil, bem mais perto do governador. Há quem aponte essa mexida recente na posição de Ruy como uma possível transição para chefia de Gabinete. José Neto, por sua vez, já exerceu a função de chefe de Gabinete de Paulo Câmara, assim como também foi chefe da Assessoria Especial do governador, além de já ter comandado a Secretaria de Administração, entre outras missões.

Ao assumir a Casa Civil, Zé Neto tinha, entre os desafios, otimizar o diálogo do governo com os parlamentares na Casa de Joaquim Nabuco. Foi muito bem recebido pelos deputados em sua estreia, mas há governistas apostando que ele já teria dado sua cota de sacrifício na função. Sileno Guedes, presidente do PSB no Estado, comanda a Secretaria estadual de Desenvolvimento Social e já foi Secretário de Governo de Geraldo Julio. As alternativas estão em análise, assim como as demais mudanças que devem ocorrer no secretariado. Ontem, João Campos fez o último pronunciamento da tribuna da Câmara, já comunicando a despedida. Milton Coelho assume a cadeira de deputado federal no dia 1º de janeiro, quando seu sucessor na chefia de Gabinete já deve estar escolhido.

Arthur no radar, cicatrizes com Maia
Na primeira reunião da bancada do PSB para tratar da sucessão na Câmara Federal, realizada, ontem, como a coluna cantara a pedra, socialistas sinalizaram uma inclinação pró-Arthur Lira, candidato do PP à presidência da Casa. Não houve martelo batido na ocasião, porque os parlamentares ainda trabalham uma carta de compromissos, a ser assinada pelo candidato, que represente o conteúdo programático com o qual o PSB se alinha. 

ressentimento > Dizem algumas fontes do PSB que há mágoas na sigla em relação a Rodrigo Maia. Motivo: o partido foi pouco prestigiado por ele com espaços legislativos.

Insegurança > O deputado Tadeu Alencar, à coluna, realça que o PSB ainda vai deliberar sobre o candidato que apoiará e diz que a pressa de alguns em sacramentar uma posição, ainda não definida, "revela insegurança". "Isso revela até certa insegurança dos partidários de Arthur para mostrar que querem precipitar um fato consumado de uma situação que ainda não se verificou e que poderia até se consumar, mas esse processo é tijolo a tijolo".

Termômetro > Dos 27 deputados que se pronunciaram, ontem, 18 foram a favor de Arthur Lira. Um dos presentes no debate, Felipe Carreras, à coluna, resume assim: "Dois terços foram a favor de apoiar Arthur. O resto não foi contra, mas pediu um tempo". Há prazo até, no máximo, a semana que vem para decisão.

Não seja por isso > Em relação ao vínculo de Arthur Lira com governo Bolsonaro, deputados do PSB comparam essa situação com a dos potenciais candidatos de Rodrigo Maia. Felipe Carreras concorda: "Os possíveis candidatos de Maia são da base do governo". E acrescenta: "O partido de Rodrigo tem dois ministros no governo".

Fonte: Folha de PE.

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