Recolhido ao exílio obrigatório dos que já deram sua contribuição ao País, o ex-deputado Inocêncio Oliveira aceitou me receber, ontem, para uma longa entrevista. Depois de 10 mandatos seguidos na Câmara Federal, 60 anos de vida pública, o velho cacique, aos 81 anos, afastado do Congresso desde 2015, perdeu grande parte da audição e anda mancando por causa de uma cirurgia mal-sucedida no joelho.
Sua fala é quase inaudível, a capacidade de compreensão para um diálogo rápido e fácil extremamente baixa, por causa dos tímpanos quase comprometidos pelo uso de avião em 40 anos, das idas e vindas para Brasília. Por isso mesmo, não gravei a entrevista nem anotei absolutamente nada.
O que reproduzi é fruto da capacidade de armazenamento do meu HD. Não anotei absolutamente nada, nem ele me cobrou, confiando na minha memória de elefante. O resultado você confere na edição da Folha de hoje.
ATUAL E REPAGINADO – Há cinco anos, Inocêncio não recebia jornalistas para uma entrevista tão longa. De tudo que falou, fiquei com a certeza de que continua tão atual quanto antes, extremamente antenado com a realidade política do País e do Estado. Convivo com Inocêncio desde o tempo em que ele se revelou o Trovão do Sertão, a partir da década de 80, ainda deputado do baixo clero na Câmara Federal.
DOIDO – O repaginado Inocêncio se apresenta, hoje, crítico do governo Bolsonaro, que considera maluco e faz uma análise de advertência em relação aos erros do PSB, seja no comando do Estado ou na Prefeitura do Recife. Com viés impiedoso envernizado pelo passar dos tempos, o ex-deputado revela que Geraldo Júlio terá dificuldades de eleger o sucessor.
VISÃO DE JCPM – No dia seguinte ao ser recebido por Inocêncio, arranquei, também, uma oportuna entrevista com o empresário João Carlos Paes Mendonça. Falou de tudo, desde o cenário de recuperação da economia nacional, que encara com otimismo, à gestão de Geraldo Júlio, que, para ele, perde competitividade frente ao que se observa hoje em Salvador e Fortaleza.
FEIJÃO COM ARROZ – Inocêncio foi impiedoso com Marília Arraes. Disse que sobrevive como pré-candidata no Recife graças ao sobrenome Arraes e ao belo par de olhos azuis. Diferentemente da deputa Tábata Amaral (PDT), desenvolta nos bancos de Harvard, Marília, segundo ele, é adepta do feijão com arroz.
FURADA – Embora em lua de fel com o PSB, Felipe Carreras e a secretária de Turismo, Ana Paula Vilaça, insistem em apadrinhar Márcio Ferreira Bezerra, acusado de exercer a profissão de técnico de handebol de forma ilegal, no lugar de Yane Marques, em licença maternidade da Secretaria-Executiva de Esportes.
VERGONHA – Procurador da Justiça Federal em Ouricuri, Antônio Marcos de Jesus disse, ontem, à rádio Grande Serra FM, que o prefeito de Salgueiro, Clebel Cordeiro (PSB), desvia água da Transposição enquanto a cidade que administra água nas torneiras é raridade, só aparece nas torneiras uma vez a cada dez dias.
Perguntar não ofende: O Recife é, de fato, uma cidade fedorenta, suja e esburacada, como diz o empresário João Carlos Paes Mendonça?
Fonte: Blog do Magno Martins.
Nenhum comentário:
Postar um comentário