quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Em conversa com Gino Albanez ,parte 2




Parte 2

Na conversa com o ex-prefeito de São Lourenço da Mata Gino Albanez o mesmo respondeu outras pergunta formulada pelo Blog do Brito

Blog do Brito –  Havia alguma possiblidade do PSB fica com o grupo do prefeito Bruno Pereira?

Gino Albanez – Esta possibilidade nunca foi ventilada como falou o presidente  estadual da sigla Sileno Guedes que declarou: “São Lourenço da Mata é prioridade para o PSB de Pernambuco”. Precisamos continuar dando força aqueles que sempre estiveram ao nosso lado, o grupo do saudoso amigo Ettore Labanca continua vivo.

Blog do Brito – Dizem nos bastidores que o nome preferido do grupo para vice-prefeito seria o seu você aceitaria?




Gino Albanez – Como eu disse anteriormente não só candidato a nenhum cargo irei apoiar Vinicius Labanca, mais a politica e muito dinâmico só ser lembrado  mim deixa bastante feliz.

Blog do Brito – Quais serão suas prioridades a frente do PSB em São Lourenço da Mata?



Gino Albanez – Estabelecer diálogo permanente com a classe política e a sociedade como um todo. O PSB de São Lourenço estará lado a lado da população ouvindo os problemas e viabilizando um caminho de esperança para melhorar a vida do povo.


Blog do Brito – O que significa fazer parte novamente do PSB?






Gino Albanez – Um orgulho muito grande por fazer parte dessa legenda que teve nomes como  Ettore Labanca,de  Miguel Arraes,do saudoso Ex Governador Eduardo Campos, do Governador Paulo Câmara e do prefeito do Recife, Geraldo Júlio.


quarta-feira, 23 de outubro de 2019

'Vazamento de óleo é bombardeio contra o Estado brasileiro', diz comandante

De acordo com o comandante, o culpado ainda não foi identificado, mas está entre os navios que circularam em alto-mar, na faixa de 300 a 500 quilômetros da costa leste de Sergipe. / Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
De acordo com o comandante, o culpado ainda não foi identificado, mas está entre os navios que circularam em alto-mar, na faixa de 300 a 500 quilômetros da costa leste de Sergipe.
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Estadão Conteúdo

O comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, compara o avanço da mancha de óleo pelo litoral do Nordeste, desde o início de setembro, a um "bombardeio" contra o País. Nos últimos dias, o governo federal tem sido cobrado na Justiça por mais ações para conter o espalhamento do poluente. De acordo com o militar, o culpado ainda não foi identificado, mas está entre os navios que circularam em alto-mar, na faixa de 300 a 500 quilômetros da costa leste de Sergipe.

Confira a entrevista com o almirante Ilques Barbosa Júnior

O que falta para descobrir quem derramou esse óleo?
Primeiro, precisa identificar a origem. A segunda frente está relacionada com a neutralização, o máximo possível, dos impactos ambientais e econômicos. É inédita uma agressão que alcance 2 200 quilômetros de costa. É uma situação sem registro na história marítima. Eu diria até, em termos militares, é como se o Brasil sofresse um ataque militar, um bombardeio contra o Estado brasileiro, que teve impacto na nossa sociedade. Foi uma agressão ambiental que afetou os interesses nacionais. Uma ameaça dessa magnitude não é a um governo. É ao Brasil.
Qual a principal suspeita?
Pela nossa área marítima, Atlântico sul, passam diariamente 2 mil navios. Desses, filtraram para mil e chegaram a 30 embarcações suspeitas de transporte do óleo. Estamos investigando os navios que transitaram entre 300 e 500 quilômetros da costa Leste de Sergipe, que não se identificaram nem informaram incidente, que podem ser chamados de "dark ships", que é um navio que tem seus dados concretos informados, mas em função de qualquer restrição ou embargo tem uma carga que não pode ser comercializada.
Isso descarta completamente um acidente não intencional?
Não descarta. Mas a probabilidade fica cada vez mais baixa.
O petróleo é venezuelano?
Tivemos identificação pela Petrobrás. Estamos dizendo que o óleo não é processado ou comercializado no Brasil.
E os tambores que foram achados da Shell?
A Shell foi questionada pelo Ministério do Meio Ambiente. As informações foram prestadas e estão fazendo parte do rol de investigação em curso.

O derrame de óleo mostra fragilidade ao monitorar a costa?
Pode acontecer na costa de qualquer país, porque foi um fato criminoso.
O que faltou fazer para não termos detectado isso?
Essa pergunta é muito difícil. Mas, se fosse na costa dos EUA aconteceria do mesmo jeito. Se fosse na França, também. O navio mercante tem o direito de não se identificar. Aí, ele produz um derrame desta natureza, extremamente difícil de detectar por satélite.
E o aprimoramento do gerenciamento da Amazônia Azul? Como seria isso? Quanto custaria?
Uma solução é colocar um sistema de detecção ativa por radares em todo o litoral, de alta frequência, com alcance de até 350 milhas do litoral, com custo estimado em R$ 1 bilhão. Para instalação por fases, demoraria cinco anos. Mas não há previsão de instalação desse sistema porque as prioridades são outras. A Marinha vem tocando esse projeto por conta própria, paulatinamente.
Está havendo uso político desse desastre contra o governo?
Não diria que está ocorrendo. Se estiver ocorrendo, não é correto de acontecer.
Ainda tem muito mais óleo para aparecer?
A gente trabalha com possibilidades. Para cada uma, temos de ter um plano de contingência. Se foi um acidente, pode acontecer outro. Se foi intencional, pode acontecer de novo. A repetição do caso é possível, mas qual a probabilidade? Neste momento, desconheço. O óleo fica submerso e só aparece na arrebentação.
O governo quer mudar a regra internacional para obrigar os navios a se identificarem?
Vamos propor ao Ministério das Relações Exteriores que leve à Convenção Internacional sobre o Direito do Mar, da Organização das Nações Unidas que se exija, mesmo que em alto-mar, além da nossa margem territorial, que todos os navios mercantes informem posições, como acontece.
O que deixou de ser feito?
Talvez, pelo ineditismo, foi fazer uma melhor comunicação, melhor divulgação do trabalho que realizamos desde 2 de setembro Não houve falta de agilidade. Todos os órgãos responderam imediatamente.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ex-prefeito de Palmares é multado por irregularidades na gestão fiscal

A Segunda Câmara do TCE julgou irregular, nesta terça-feira (22), a gestão fiscal da Prefeitura de Palmares referente ao exercício financeiro de 2016. O relator do processo, conselheiro Carlos Porto, aplicou uma multa de R$ 43.200,00 ao ex-prefeito do município, João Bezerra Cavalcanti Filho. A decisão foi unânime.
O relatório de auditoria apontou irregularidades na gestão, tais como, não adoção de medidas necessárias para a redução do excedente da despesas com pessoal nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a inconsistência no cálculo da despesa total com pessoal. 
A análise da equipe técnica também evidenciou de forma detalhada que a despesa total com pessoal do município permaneceu acima do limite legal previsto pela LRF (54%) desde, pelo menos, o 2º quadrimestre de 2014 até o 3º quadrimestre de 2016.
Além disso, no exercício de 2016, o gestor já se encontrava no quarto ano de mandato, tempo suficiente para alinhar as despesas municipais aos limites estabelecidos pela lei. 
De acordo com o voto do relator, o valor da multa aplicada corresponde a 30% da soma do subsídio anual e deverá ser recolhida no prazo de 15 dias do trânsito em julgado do acórdão ao Fundo de Aperfeiçoamento Profissional e Reequipamento Técnico do Tribunal.
O interessado ainda pode recorrer da decisão.
Fonte: TCE-PE.

FEM ganha mudanças para ajudar novos prefeitos

O Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM) sofreu modificações em suas regras. As mudanças legais agora permitem que os prefeitos que assumirão os mandatos não sejam punidos por conta de irregularidades cometidas por seus antecessores. Para isso, os novos gestores deverão prestar contas ou apresentar as justificativas que impossibilitam a conclusão do Plano de Trabalho Municipal, além de solicitar que sejam tomadas as providências cabíveis.
A Lei Estadual 16.641/2019 foi fruto de um projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Antonio Coelho (DEM), que foi aprovado em sete comissões temáticas e no plenário da Assembleia Legislativa, e em seguida sancionada. O dispositivo alterou a Lei Estadual 14.920/2013, que instituiu o FEM, a fim de incluir os novos mecanismos para resguardar o erário público.
“A lei que aprovamos e que já entrou em vigor foi uma maneira que encontramos de não penalizar os municípios por conta de eventuais problemas causados em gestões anteriores. Isso beneficiará inclusive os prefeitos que serão eleitos em 2020. Até então, os prefeitos herdavam as irregularidades e ficavam impedidos de receber os recursos do FEM, mas agora, acionando os órgãos de controle e de fiscalização, eles poderão sim receber as novas cotas. É um dinheiro importante, que pode ser utilizado para ações como pavimentação e calçamento de ruas, melhorias na saúde ou iluminação pública, entre outros serviços que são melhorias na vida das pessoas dessas cidades”, afirmou Antonio Coelho.
Fonte :Blog Ponto de Vista.

Lista atualizada de filiados já está disponível no Portal do TSE

Print da tela do sistema de Filiação Partidária
Já estão disponíveis no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as informações atualizadas sobre os filiados a partidos políticos em todo o país. O prazo para as legendas entregarem as informações venceu no dia 14 de outubro, conforme prevê a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995). Em seguida, as listas foram processadas pelo TSE.
A legislação estabelece que os partidos devem apresentar, anualmente, a relação de filiados sempre na segunda semana dos meses de abril e outubro. Essa mesma lei delegou à Justiça Eleitoral a função de publicar e arquivar essas informações, bem como de verificar o cumprimento dos prazos para efeito de registro de candidaturas.
De posse das listas, a Justiça Eleitoral passa a verificar se há pessoas ligadas a mais de uma agremiação, ou seja, se há duplicidades de filiação partidária, o que não é permitido pela legislação atual. Nesses casos, é gerada uma notificação aos partidos e aos filiados envolvidos em duplicidade, e é aberto prazo para a apresentação de resposta. Somente depois desse processo de checagem é que a Justiça Eleitoral publica as listas de filiados, o que ocorreu nesta terça-feira (22).

No caso das filiações em duplicidade, as ocorrências permanecerão sub judice até que haja decisão do juízo eleitoral da zona de inscrição do filiado. Se a decisão judicial for favorável ao cancelamento da filiação, o interessado poderá, representado por advogado, interpor recurso, devendo ser observadas as formalidades previstas nos artigos 257 e seguintes da Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral).
As normas que regulamentam o processamento das listas de filiados são a Portaria TSE nº 686/2019 e a Resolução TSE nº 23.596/2019.
Fonte : TSE.

Ministro nega candidaturas-laranja de mulheres no PSL

Geraldo Magela/Agência Senado                            Geraldo Magela/Agência Senado
O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, negou nesta terça-feira (22) a existência de candidaturas-laranja no PSL de Minas Gerais. Presidente licenciado do diretório mineiro e eleito como o deputado federal mais votado do estado, ele disse que — por causa da onda produzida pela candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República — a legenda tinha muitos filiados com chances de eleição em 2018. Segundo Marcelo Álvaro, alguns nomes foram retirados da disputa para que a sigla tivesse 179 postulantes à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.
— Nesse cenário, não fazia sentido ter laranjas. Quem foi candidato efetivamente concorreu e fez campanha — frisou.
O ministro depôs em uma audiência pública da Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC). Ele foi convocado para explicar denúncias de que candidatas do partido em Minas Gerais teriam sido coagidas a devolver ao PSL recursos de campanha oriundos do fundo partidário. Elas teriam concorrido apenas para cumprir a lei que destina 30% do dinheiro a candidaturas femininas.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento de convocação do ministro, abriu a lista de perguntas. Ele questionou Marcelo Álvaro Antônio sobre contratos firmados durante a campanha pelo PSL com uma empresa posteriormente fechada. A firma pertencia a Mateus Von Rondon, que foi nomeado assessor do Ministério do Turismo e preso em junho por suposto envolvimento no esquema de candidaturas-laranja. Marcelo Álvaro explicou que a empresa de Mateus Von Rondon era especializada em marketing político e teve como clientes não apenas candidatos do PSL, mas também de outros partidos.
Randolfe também pediu esclarecimentos sobre as acusações de Zuleide Oliveira, candidata a deputada estadual pelo PSL em Minas Gerais. Segundo ela, Marcelo Álvaro Antônio teria pedido de volta, pessoalmente, dinheiro público do fundo partidário. O ministro explicou que, no dia em que as câmeras registraram a presença de Zuleide no partido, ele estava a mais de 300 quilômetros do local, na cidade de Caxambu (MG), no sul de Minas.
O senador citou ainda o depoimento de Cleuzenir Barbosa, outra candidata a deputada estadual pelo PSL em Minas Gerais. Ela afirmou que dois assessores de Marcelo Álvaro Antônio teriam pedido de volta R$ 50 mil dos R$ 60 mil recebidos do fundo partidário. O ministro explicou que a candidata fazia elogios a ele nas redes sociais, mas, ao perder o pleito, teria começado a pedir reiteradamente emprego para familiares por mensagens de áudio.
Diante da negativa, Cleuzenir teria se virado contra o ministro. Segundo ele, em um dos áudios, a candidata dizia estar na porta de uma delegacia e ameaçava “que faria um estrago” caso não conseguisse o emprego que esperava.
— Dois dias depois, essa mulher simples deixou o país com a família inteira rumo a Portugal, e eu gostaria de saber quem os mantém lá — disse.
Randolfe questionou por que a deputada Alê Silva (PSL-MG) disse ter sido ameaçada pelo ministro do Turismo durante uma reunião em Minas Gerais. Marcelo Álvaro Antônio disse que a parlamentar se sentiu prejudicada pelo fato de o suplente dele, deputado Enéias Reis (PSL-MG), ter assumido prerrogativas que Alê Silva julgava serem dela na região do Vale do Aço, em Minas Gerais. Para o ministro, a denúncia foi retaliação em uma disputa de território intrapartidária.
Randolfe também indagou sobre um pronunciamento da deputada Dra. Soraya Manato (PSL-ES). No Plenário da Câmara, ela admitiu o uso de laranjas por partidos políticos. “Não tem ninguém santo aqui. Tem laranja em tudo que é partido. Aqui no PSL tiveram candidatos laranja, mas a grande maioria foi eleito honestamente'", disse a paramentar.
— Ela poderia estar dizendo de outros estados e outros partidos. Em Minas, eu garanto que isso não aconteceu — rebateu Marcelo Álvaro Antônio.
Para Randolfe Rodrigues, a existência de candidaturas-laranja femininas é real. Ele comentou que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das 16.131 candidatas da eleição passada, 14.417 não receberam sequer um voto. Para comparar, disse que apenas 1.714 candidatos homens estiveram na mesma situação.
O parlamentar também citou estudo das professoras Malu Gatto, da University College London, e Kristin Wyllie, da James Madison University, que revela o número de candidatas-laranja lançadas por cada partido no Brasil. De acordo com a BBC Brasil, que divulgou o estudo, o levantamento de Gatto e Wyllie mostra que 35% de todas as candidaturas de mulheres para a Câmara em 2018 não chegaram a alcançar 320 votos. Elas teriam sido usadas para cumprir formalmente a lei de cotas, mas efetivamente não fizeram campanha.
Domínio do fato
O ministro do Turismo disse que, por causa das denúncias, que classificou como infundadas, ele foi investigado durante nove meses pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, por órgãos de imprensa e adversários políticos.
— Foram mais de 80 pessoas ouvidas, houve buscas e apreensões inclusive de celulares e não houve qualquer materialidade contra mim. Mesmo assim, fui denunciado e indiciado com base na teoria do domínio do fato.
De acordo com essa concepção, o gestor de determinada organização pode ser considerado autor de um delito, mesmo que não esteja diretamente envolvido na prática irregular. A teoria pressupõe que o “chefe” tem conhecimento (tem domínio) do fato criminoso praticado pelos subordinados.
Como presidente do diretório estadual do PSL, Marcelo Álvaro Antônio foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recursos eleitorais e associação criminosa. O caso ainda não foi julgado.
Durante o depoimento, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) contestou um vídeo em que Marcelo Álvaro Antônio se defende das acusações. No filme, o ministro afirma que “o uso da teoria do domínio do fato é a melhor maneira de condenar alguém sem provas”. Contarato disse que a Ação Penal 470, do Mensalão, inaugurou a aplicação daquela concepção no mundo jurídico brasileiro.
— Não podemos admitir o uso de campanhas-laranja para justificar desvio e caixa dois, que é crime com pena prevista de 12 anos no Código Penal. Até porque as mulheres merecem estar representadas no Legislativo, uma casa de homens engravatados machistas, preconceituosos.
Marcelo Álvaro Antônio disse que respeita a teoria do domínio do fato, desde que haja comprovação de que houve crime. Sem detalhar o processo, que corre em segredo de Justiça, ele disse que não há delito nas candidaturas do PSL mineiro. Segundo o ministro, tudo foi orquestrado em grupos de WhatsApp por militantes e pessoas prejudicadas no processo eleitoral.
O senador Fabiano Contarato questionou se o ministro do Turismo considera que o caixa dois e a corrupção são crimes da mesma gravidade. Marcelo Álvaro Antônio disse que o tema precisa ser mais bem discutido. O senador Humberto Costa (PT-PE) lembrou “a mudança de entendimento” do ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre o assunto. O parlamentar destacou que, quando juiz, Morro declarou que o caixa dois seria mais grave do que a corrupção.
— Já ministro da Justiça, ao ver a confissão do ministro [da Casa Civil] Onyx Lorenzoni sobre caixa dois, Moro disse que seria um crime de menor monta — relembrou.
Para Humberto, o crime de candidaturas-laranja é mais grave do que o de caixa dois porque, “além de desviar dinheiro público, além de esconder o dinheiro em caixa dois, impede uma questão essencial do exercício da cidadania, que é o direito das mulheres de serem votadas”.
O senador Paulo Rocha (PT-PA) criticou a tese de que as eleições de 2018 trouxeram “a nova política” para o Brasil.
— Aquela enxurrada de novos que vieram para passar o país a limpo, os representantes da nova política se mostraram muito profissionais em velhas práticas. Vocês ganharam para governar, e o governo está omisso. O presidente [Jair Bolsonaro] briga com todos, enquanto a Amazônia está ao deus-dará, as praias e o crime ambiental do Nordeste estão ao deus-dará — desabafou.
O ministro rebateu. Disse que o governo federal está trabalhando para investigar as causas e mitigar os efeitos da contaminação das praias. Marcelo Álvaro Antônio apresentou números que apontam para o crescimento do turismo nos últimos meses, como a criação de 25 mil empregos registrada em agosto.
Defesa
O senador Angelo Coronel (PSD-BA) classificou as denúncias contra o ministro do Turismo como “sensacionalismo” e “acusações infundadas” de adversários e pessoas insatisfeitas com o resultado das eleições.
— Sou senador de um bloco independente, não estou aqui para defender o governo. Mas é uma sacanagem quererem jogar lama no caráter e na conduta de alguém que acho inocente. Estão querendo pegar um cristo do PSL e escolheram ele [Marcelo Álvaro Antônio] para ser sacrificado. Ele não merece o que está acontecendo com seu nome.
O senador Weverton (PDT-MA) afirmou que o ministro do Turismo está sendo massacrado há nove meses: “um sangramento desproporcional, quando todos sabem que é preciso melhorar a legislação”. Segundo Weverton, em todas as eleições, os partidos recebem notificação da Justiça Eleitoral para que incluam mulheres nas chapas, e aí começa o desespero para achar candidatas.
— Esse é um problema que não foi o Marcelo Álvaro quem criou, nem o João, nem a Maria. Precisamos que as mulheres participem efetivamente da política. Enquanto isso não acontece, o que precisa ficar claro aqui é se houve dolo na conduta. Ele roubou dinheiro do fundo para se enriquecer? Eu sei que não, porque o conheço.
Para Weverton, se houve erro na montagem da chapa, isso precisa ser discutido na política.
— Hoje foi com o PSL, amanhã pode ser com qualquer outro partido.
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) concordou com o colega. Disse que todos os dirigentes partidários precisariam ser convocados a depor porque, segundo o parlamentar, a acusação que pesa sobre Marcelo Álvaro Antônio acontece em todo o país.
— As acusações são frágeis. A prestação de contas é complicada. É uma covardia o que estão fazendo — desabafou.
O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), observou que há ações semelhantes de todos os partidos em todo o território nacional. Razão pela qual está sendo difícil encontrar quem queira presidir os diretórios regionais das legendas.
— Vai chegar o momento da análise fria dos fatos e verão que não há crime — minimizou.
Os senadores Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e Telmário Mota (Pros-RR) prestaram solidariedade ao ministro. Para o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o que aconteceu no PSL mineiro é um procedimento que se alastrou por todo o país, e todos os presidentes de partido têm dificuldade de preencher as cotas femininas.
— A única diferença é que Marcelo Álvaro Antônio teve a sorte ou o azar de ser ministro — brincou Ciro.
Fonte :*Da Agência Senado.
Leia Ja.

Ministro nega candidaturas-laranja de mulheres no PSL

Geraldo Magela/Agência Senado                            Geraldo Magela/Agência Senado
O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, negou nesta terça-feira (22) a existência de candidaturas-laranja no PSL de Minas Gerais. Presidente licenciado do diretório mineiro e eleito como o deputado federal mais votado do estado, ele disse que — por causa da onda produzida pela candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República — a legenda tinha muitos filiados com chances de eleição em 2018. Segundo Marcelo Álvaro, alguns nomes foram retirados da disputa para que a sigla tivesse 179 postulantes à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.
— Nesse cenário, não fazia sentido ter laranjas. Quem foi candidato efetivamente concorreu e fez campanha — frisou.
O ministro depôs em uma audiência pública da Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC). Ele foi convocado para explicar denúncias de que candidatas do partido em Minas Gerais teriam sido coagidas a devolver ao PSL recursos de campanha oriundos do fundo partidário. Elas teriam concorrido apenas para cumprir a lei que destina 30% do dinheiro a candidaturas femininas.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento de convocação do ministro, abriu a lista de perguntas. Ele questionou Marcelo Álvaro Antônio sobre contratos firmados durante a campanha pelo PSL com uma empresa posteriormente fechada. A firma pertencia a Mateus Von Rondon, que foi nomeado assessor do Ministério do Turismo e preso em junho por suposto envolvimento no esquema de candidaturas-laranja. Marcelo Álvaro explicou que a empresa de Mateus Von Rondon era especializada em marketing político e teve como clientes não apenas candidatos do PSL, mas também de outros partidos.
Randolfe também pediu esclarecimentos sobre as acusações de Zuleide Oliveira, candidata a deputada estadual pelo PSL em Minas Gerais. Segundo ela, Marcelo Álvaro Antônio teria pedido de volta, pessoalmente, dinheiro público do fundo partidário. O ministro explicou que, no dia em que as câmeras registraram a presença de Zuleide no partido, ele estava a mais de 300 quilômetros do local, na cidade de Caxambu (MG), no sul de Minas.
O senador citou ainda o depoimento de Cleuzenir Barbosa, outra candidata a deputada estadual pelo PSL em Minas Gerais. Ela afirmou que dois assessores de Marcelo Álvaro Antônio teriam pedido de volta R$ 50 mil dos R$ 60 mil recebidos do fundo partidário. O ministro explicou que a candidata fazia elogios a ele nas redes sociais, mas, ao perder o pleito, teria começado a pedir reiteradamente emprego para familiares por mensagens de áudio.
Diante da negativa, Cleuzenir teria se virado contra o ministro. Segundo ele, em um dos áudios, a candidata dizia estar na porta de uma delegacia e ameaçava “que faria um estrago” caso não conseguisse o emprego que esperava.
— Dois dias depois, essa mulher simples deixou o país com a família inteira rumo a Portugal, e eu gostaria de saber quem os mantém lá — disse.
Randolfe questionou por que a deputada Alê Silva (PSL-MG) disse ter sido ameaçada pelo ministro do Turismo durante uma reunião em Minas Gerais. Marcelo Álvaro Antônio disse que a parlamentar se sentiu prejudicada pelo fato de o suplente dele, deputado Enéias Reis (PSL-MG), ter assumido prerrogativas que Alê Silva julgava serem dela na região do Vale do Aço, em Minas Gerais. Para o ministro, a denúncia foi retaliação em uma disputa de território intrapartidária.
Randolfe também indagou sobre um pronunciamento da deputada Dra. Soraya Manato (PSL-ES). No Plenário da Câmara, ela admitiu o uso de laranjas por partidos políticos. “Não tem ninguém santo aqui. Tem laranja em tudo que é partido. Aqui no PSL tiveram candidatos laranja, mas a grande maioria foi eleito honestamente'", disse a paramentar.
— Ela poderia estar dizendo de outros estados e outros partidos. Em Minas, eu garanto que isso não aconteceu — rebateu Marcelo Álvaro Antônio.
Para Randolfe Rodrigues, a existência de candidaturas-laranja femininas é real. Ele comentou que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das 16.131 candidatas da eleição passada, 14.417 não receberam sequer um voto. Para comparar, disse que apenas 1.714 candidatos homens estiveram na mesma situação.
O parlamentar também citou estudo das professoras Malu Gatto, da University College London, e Kristin Wyllie, da James Madison University, que revela o número de candidatas-laranja lançadas por cada partido no Brasil. De acordo com a BBC Brasil, que divulgou o estudo, o levantamento de Gatto e Wyllie mostra que 35% de todas as candidaturas de mulheres para a Câmara em 2018 não chegaram a alcançar 320 votos. Elas teriam sido usadas para cumprir formalmente a lei de cotas, mas efetivamente não fizeram campanha.
Domínio do fato
O ministro do Turismo disse que, por causa das denúncias, que classificou como infundadas, ele foi investigado durante nove meses pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, por órgãos de imprensa e adversários políticos.
— Foram mais de 80 pessoas ouvidas, houve buscas e apreensões inclusive de celulares e não houve qualquer materialidade contra mim. Mesmo assim, fui denunciado e indiciado com base na teoria do domínio do fato.
De acordo com essa concepção, o gestor de determinada organização pode ser considerado autor de um delito, mesmo que não esteja diretamente envolvido na prática irregular. A teoria pressupõe que o “chefe” tem conhecimento (tem domínio) do fato criminoso praticado pelos subordinados.
Como presidente do diretório estadual do PSL, Marcelo Álvaro Antônio foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recursos eleitorais e associação criminosa. O caso ainda não foi julgado.
Durante o depoimento, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) contestou um vídeo em que Marcelo Álvaro Antônio se defende das acusações. No filme, o ministro afirma que “o uso da teoria do domínio do fato é a melhor maneira de condenar alguém sem provas”. Contarato disse que a Ação Penal 470, do Mensalão, inaugurou a aplicação daquela concepção no mundo jurídico brasileiro.
— Não podemos admitir o uso de campanhas-laranja para justificar desvio e caixa dois, que é crime com pena prevista de 12 anos no Código Penal. Até porque as mulheres merecem estar representadas no Legislativo, uma casa de homens engravatados machistas, preconceituosos.
Marcelo Álvaro Antônio disse que respeita a teoria do domínio do fato, desde que haja comprovação de que houve crime. Sem detalhar o processo, que corre em segredo de Justiça, ele disse que não há delito nas candidaturas do PSL mineiro. Segundo o ministro, tudo foi orquestrado em grupos de WhatsApp por militantes e pessoas prejudicadas no processo eleitoral.
O senador Fabiano Contarato questionou se o ministro do Turismo considera que o caixa dois e a corrupção são crimes da mesma gravidade. Marcelo Álvaro Antônio disse que o tema precisa ser mais bem discutido. O senador Humberto Costa (PT-PE) lembrou “a mudança de entendimento” do ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre o assunto. O parlamentar destacou que, quando juiz, Morro declarou que o caixa dois seria mais grave do que a corrupção.
— Já ministro da Justiça, ao ver a confissão do ministro [da Casa Civil] Onyx Lorenzoni sobre caixa dois, Moro disse que seria um crime de menor monta — relembrou.
Para Humberto, o crime de candidaturas-laranja é mais grave do que o de caixa dois porque, “além de desviar dinheiro público, além de esconder o dinheiro em caixa dois, impede uma questão essencial do exercício da cidadania, que é o direito das mulheres de serem votadas”.
O senador Paulo Rocha (PT-PA) criticou a tese de que as eleições de 2018 trouxeram “a nova política” para o Brasil.
— Aquela enxurrada de novos que vieram para passar o país a limpo, os representantes da nova política se mostraram muito profissionais em velhas práticas. Vocês ganharam para governar, e o governo está omisso. O presidente [Jair Bolsonaro] briga com todos, enquanto a Amazônia está ao deus-dará, as praias e o crime ambiental do Nordeste estão ao deus-dará — desabafou.
O ministro rebateu. Disse que o governo federal está trabalhando para investigar as causas e mitigar os efeitos da contaminação das praias. Marcelo Álvaro Antônio apresentou números que apontam para o crescimento do turismo nos últimos meses, como a criação de 25 mil empregos registrada em agosto.
Defesa
O senador Angelo Coronel (PSD-BA) classificou as denúncias contra o ministro do Turismo como “sensacionalismo” e “acusações infundadas” de adversários e pessoas insatisfeitas com o resultado das eleições.
— Sou senador de um bloco independente, não estou aqui para defender o governo. Mas é uma sacanagem quererem jogar lama no caráter e na conduta de alguém que acho inocente. Estão querendo pegar um cristo do PSL e escolheram ele [Marcelo Álvaro Antônio] para ser sacrificado. Ele não merece o que está acontecendo com seu nome.
O senador Weverton (PDT-MA) afirmou que o ministro do Turismo está sendo massacrado há nove meses: “um sangramento desproporcional, quando todos sabem que é preciso melhorar a legislação”. Segundo Weverton, em todas as eleições, os partidos recebem notificação da Justiça Eleitoral para que incluam mulheres nas chapas, e aí começa o desespero para achar candidatas.
— Esse é um problema que não foi o Marcelo Álvaro quem criou, nem o João, nem a Maria. Precisamos que as mulheres participem efetivamente da política. Enquanto isso não acontece, o que precisa ficar claro aqui é se houve dolo na conduta. Ele roubou dinheiro do fundo para se enriquecer? Eu sei que não, porque o conheço.
Para Weverton, se houve erro na montagem da chapa, isso precisa ser discutido na política.
— Hoje foi com o PSL, amanhã pode ser com qualquer outro partido.
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) concordou com o colega. Disse que todos os dirigentes partidários precisariam ser convocados a depor porque, segundo o parlamentar, a acusação que pesa sobre Marcelo Álvaro Antônio acontece em todo o país.
— As acusações são frágeis. A prestação de contas é complicada. É uma covardia o que estão fazendo — desabafou.
O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), observou que há ações semelhantes de todos os partidos em todo o território nacional. Razão pela qual está sendo difícil encontrar quem queira presidir os diretórios regionais das legendas.
— Vai chegar o momento da análise fria dos fatos e verão que não há crime — minimizou.
Os senadores Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e Telmário Mota (Pros-RR) prestaram solidariedade ao ministro. Para o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o que aconteceu no PSL mineiro é um procedimento que se alastrou por todo o país, e todos os presidentes de partido têm dificuldade de preencher as cotas femininas.
— A única diferença é que Marcelo Álvaro Antônio teve a sorte ou o azar de ser ministro — brincou Ciro.
Fonte :*Da Agência Senado.
Leia Ja.

Nos 45 do 2º tempo, ministro vem a PE sem ir ao governador

Paulo Câmara e Ricardo Sales
Paulo Câmara e Ricardo SalesFoto: divulgação
Discreto, o governador Paulo Câmara não deu um pio sobre o assunto e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também não entrou no mérito. Mas, nos bastidores, o mal-estar ficou latente e nítido depois que Salles chegou a Pernambuco, ontem, e deixou o Estado sem entrar em contato com o socialista. No Palácio das Princesas, aguardou-se uma comunicação formal, como é praxe, ou um contato direto telefônico do ministro com o gestor do Estado, o que não aconteceu.
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A vinda do ministro foi resultado de solicitação do deputado Silvio Costa Filho, que entrou em contato com o Governo do Estado na semana passada. "Isso foi na sexta-feira (contato de Silvio Costa Filho). Passou sábado, domingo, segunda, e o ministro não deu notícias. Ninguém formalizou nada", relatou uma fonte palaciana em reserva. Originalmente, a ideia anunciada pelo deputado era que Salles seria recebido no Palácio das Princesas. Mas a agenda dele, ontem, incluiu uma passagem pelo Cabo, onde esteve ao lado do prefeito Lula Cabral, para conferir as manchas de óleo de perto. Segundo pessoas próximas, Silvio Costa Filho também não estava sabendo dessa agenda na praia e esteve com o ministro apenas na Capitania dos Portos, onde Salles chegou pouco antes das 9h e saiu por volta das 9h30. Tinha previsão de estar no hangar às 9h45, segundo informações do ministério. Ainda na manhã de ontem, Silvio Costa Filho, em sua rede social, registrou que Ricardo Salles teria reunião "na Capitania dos Portos com as autoridades locais". E sublinhou: "É muito importante a presença do Governo do Estado para juntos construírmos saídas para o enfrentamento da contenção do Óleo no nosso litoral". Dada a ausência de contato, Paulo Câmara seguiu no aguardo no Palácio das Princesas, mas o encontro dos dois acabou não ocorrendo. Uma fonte palaciana lembra que o protocolo natural é haver uma solicitação por email ou, no mínimo, um contato telefônico. "Para a gente, oficialmente, não tinha nada", relatou a mesma fonte. Salles foi indagado sobre cobrança feita pelo governador em relação à "improvisação das ações da União" e limitou-se a dizer o seguinte: "Esse não é o momento de polemizar nem de politizar. É o momento de unir esforços e resolver o problema". O ministro chegou ao Estado quatro dias depois de as manchas voltarem a aparecer no litoral pernambucano e, até o reforço do Exército ser anunciado anteontem, a população estava reunindo ela mesma os esforços para tirar óleo do mar.

Quem procura acha
Via gabinete e pelos trâmites tradicionais, outros dois ministros procuraram o governador do Estado ontem: Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional). Paulo Câmara foi ao encontro do primeiro na Capitania dos Portos e recebeu o segundo no Campo das Princesas.
Prévia > Fernando Azevedo e Silva, como a coluna cantara a pedra, havia sido procurado, no domingo, pelo ex-ministro Raul Jungmann. Os dois têm amizade. Na segunda, recebeu Hamilton Mourão, que saiu da reunião anunciando reforço do Exército.
Delay > Indagado sobre a razão de o Exército ter demorado a ser acionado, Fernando Azevedo e Silva devolveu: "Não julgávamos necessário empregar o Exército. Quando precisou, empregamos. Quando as manchas saíram de Salvador, recrudesceu (o problema) e chegaram a Pernambuco por esses dias. Aí, sim".
Coleta > Em quatro horas ontem, o deputado federal João Campos já havia coletado 160 assinaturas para a CPI do Vazamento de Óleo. São necessárias 171 ao todo para instalação.
50 dias > João Campos tem reforçado que são 50 dias desde que as primeiras manchas apareceram no NE e, ainda assim, o Governo Federal "não criou formalmente" o comitê previsto no Plano Nacional de Contingência" para ações de emergência. Aponta "grande omissão". 
Fonte:  Folha de PE.

As ações do governo no combate ao óleo no litoral

                                Foto: Heudes Regis/SEI
Desde que tomou conhecimento da gravidade do problema que estava crescente no tocante ao aparecimento de óleo no litoral pernambucano na semana passada, o governador Paulo Câmara instalou um gabinete de crise para atuar diretamente no sentido de minimizar os efeitos da chegada do óleo em nosso estado.
Em que pese a falta de ações efetivas do governo federal no tocante ao problema, o governo de Pernambuco, ao lado de um verdadeiro exército de voluntários e das defesas civis municipais, conseguiu realizar uma força-tarefa que apresentou resultados imediatos, como o recolhimento de 489 toneladas de óleo, isso só foi possível porque Paulo Câmara mobilizou um efetivo de 400 pessoas, um helicóptero, dez embarcações e trinta viaturas.
As medidas tomadas foram a instalação de boias nos estuários, remoção do óleo coletado para aterro sanitário, recolhimento de manchas em alto-mar e distribuição de EPIs, num total de 12.656 pares de luvas, 2.114 pares de botas e 23.806 máscaras.
Os resultados já obtidos pela força-tarefa liderada pelo governador Paulo Câmara, terão continuidade nesta quarta-feira com uma conversa com pesquisadores para buscar respostas quanto à origem do óleo, e uma reunião com prefeitos do litoral para apresentar ações coordenadas pelos próximos dias.
Ausência – Adversários sublinham a ausência do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, nas questões envolvendo o vazamento de óleo nas praias nordestinas. Esperavam uma atuação firme do senador, considerando o seu livre trânsito com o presidente Jair Bolsonaro.
Demora – Somente depois de quase sessenta dias quando foi deflagrado o vazamento de óleo no litoral nordestino, que os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) e Fernando Azevedo e Silva (Defesa) visitaram Pernambuco, porém não houve nada efetivo apresentado por parte dos ministros.
Inocêncio Oliveira – Ao completar 81 anos de idade na última segunda-feira o ex-deputado Inocêncio Oliveira recebeu de mais de 200 políticos as felicitações pelo seu aniversário. Dentre os que lhe telefonaram estava o ex-presidente José Sarney.
Previdência – Por 60 votos a 19, o Senado Federal aprovou ontem, em segundo turno, a reforma da Previdência garantindo uma grande vitória para o governo Jair Bolsonaro. A economia será na ordem de R$ 900 bilhões pelos próximos dez anos. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, comemorou o resultado.
RÁPIDAS
Avante – O presidente estadual do Avante, Waldemar Oliveira, realiza no próximo dia 25 o encontro municipal do partido em Abreu e Lima a partir das 19 horas na Câmara Municipal. O partido se prepara para as eleições de 2020 quando pretende eleger uma significativa quantidade de prefeitos e vereadores.
Iluminação – Moradores da Zona Sul do Recife estão bastante satisfeitos com a troca das lâmpadas amarelas pelas lâmpadas de LED feitas pelo prefeito Geraldo Julio. A iluminação nas ruas mudou da água para o vinho, garantindo maior segurança para a população.
Inocente quer saber – O governo federal apresentará alguma posição sobre o vazamento de óleo no Nordeste?