segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Sob o comando de duas mulheres

 
Foto: Américo Nunes

A partir de 1º de janeiro de 2023 Pernambuco será comandado por duas mulheres: Raquel Lyra foi eleita governadora e Priscila Krause sua vice, numa campanha histórica em que tivemos duas mulheres disputando o Governo. Teremos da mesma forma uma senadora representando os interesses de Pernambuco em Brasília que é a atual deputada estadual Teresa Leitão. Pernambuco deu uma demonstração de unidade que fazia tempo que se via na política estadual em torno do nome de Raquel. Vitoriosa, Raquel passou por diversos perrengues durante este mês de outubro iniciando com a perda de seu esposo e companheiro de anos, Fernando Lucena. 

Não bastasse isso, foi vítima de umas das campanhas mais baixas e mesquinhas e mentirosas de sua adversária derrotada nas urnas ontem. Os ataques foram dos mais baixos possíveis e o pior foi que partiu de outra mulher. Raquel Teixeira Lyra Lucena foi prefeita de Caruaru por dois mandatos, sendo eleita em 2016 e reeleita em 2020. Antes, advogada, delegada, procuradora,duas vezes deputada estadual recebeu a incumbência de suceder Paulo Câmara que encerra o mandato em 31 de dezembro.

Raquel Lyra terá ao seu lado Priscila Krause. Priscila Krause Branco é jornalista e política brasileira, ex-vereadora do Recife e deputada estadual do estado de Pernambuco. É filha do também político, ex-governador de Pernambuco e ex-prefeito do Recife, Gustavo Krause.

A campanha da agora governadora eleita, Raquel Lyra (PSDB), teve seus altos e baixos não apenas no campo político mas também pessoal. Muitas pessoas que chegaram a aderir ao seu projeto político no início do ano a deixaram optando por Marília ou outro adversário. Alguns deles chegaram a se unir novamente no segundo turno. Raquel e Priscila dão um ensinamento ao povo de Pernambuco que jamais será esquecido: política se ganha com projetos e com discussão de ideias e não mais com nacionalização por sermos um Estado livre e que já entende muito bem que o presidente é apenas mais um servidor público da nação.

Números - Raquel Lyra obteve 58,70% dos votos válidos que correspondeu a 3.113.415 votos. Marília Arraes obteve 41,30% dos votos válidos que correspondeu a 2.190.264 votos. Uma diferença de 923. 151 votos.

Lula - Pela terceira vez, Lula volta ao comando da nação brasileira. Numa eleição acirradíssima, o pernambucano voltará a comandar o país que esteve à frente entre os anos de 2003 e 2010 quando deixou o comando do Governo com quase 80% de aprovação. A governadora eleita Raquel Lyra (PSDB) parabenizou o presidente eleito e disse que irá procurá-lo para buscar recursos para o Estado.

Transição - O governador Paulo Câmara que votou ontem pela manhã, disse que a nova governadora herdará um Estado organizado e se colocou à disposição para ajudar na transição de governo. "Vamos entregar um Estado organizado, que pode fazer a diferença para a mudança que desejamos. Ainda temos muito o que fazer até o fim do ano, mas continuarei à disposição para trabalhar sempre como for necessário para ajudar Pernambuco e o Brasil" disse o governador.

Gesto de Grandeza - O deputado estadual Tony Gel (PSB) e o seu filho Tonynho Rodrigues deram um gesto de grandeza que é aguardado de um filho natural de Caruaru ao apoiar a candidatura de Raquel Lyra neste segundo turno. O gesto foi reconhecido pelo pai da governadora eleita João Lyra Neto que fez questão de destacar que ambos pensaram como verdadeiros caruaruenses.

Vendeu ilusão - Em nenhum momento do segundo turno a candidata derrotada do Solidariedade, Marília Arraes conseguiu reverter e nem tampouco aproximar-se da tucana Raquel Lyra. Desde a primeira pesquisa do IPEC até a última sempre mostrou o mesmo resultado mesmo com Lula estando em Pernambuco fazendo campanha. 

Deselegância - Tão logo percebeu que estava numericamente derrotada, a candidata Marília Arraes cancelou uma entrevista coletiva para pelo menos agradecer a votação obtida no segundo turno. Lamentável. Nos últimos anos o PSB venceu às eleições e os adversários sempre souberam ter a humildade de reconhecer a derrota.

Reeleitos - Os municípios de Joaquim Nabuco e Pesqueira reelegeram os prefeitos interinos para um novo mandato. Charles Batista (SD) foi reeleito em Nabuco e Bal Mimoso reeleito em Pesqueira. Ambos os municípios tiveram eleição suplementar.

Silvinho Silva, editor do Blog
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Fonte: Blog do Silvinho.

Oito municípios elegeram prefeitos neste domingo

 

 (Foto: Marilia Lima/CB/D.A Press)
Foto: Marilia Lima/CB/D.A Press
Eleitores de oito municípios brasileiros também elegeram, neste domingo (30), prefeitos e vice-prefeitos em eleições suplementares. O pleito ocorreu simultaneamente com as eleições nacionais porque os eleitos nas eleições municipais de 2020 tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral.

As eleições suplementares ocorreram em Cachoeirinha (RS), Cerro Grande (RS), Entre Rios do Sul (RS), Joaquim Nabuco (PE), Pesqueira (PE), Pinhalzinho (SP), Canoinhas (SC) e Vilhena (RO). Os eleitos vão exercer mandato-tampão de 2 anos.

Resultados
Em Canoinhas (SC), venceu Juliana Maciel (PSDB), com 38,37% dos votos válidos. Em Joaquim Nabuco (PE), o prefeito eleito é Charles Batista, do Solidariedade, com 53,83% dos votos válidos. 

Em Vilhena (RO), o eleito foi Delegado Flori (Podemos), com 63,14% dos votos válidos. Em Pesqueira (PE), o novo prefeito é Bal de Mimoso (Republicanos), que obteve 65,15% dos votos válidos. 

No Rio Grande do Sul, o novo prefeito do município de Cerro Grande, eleito neste domingo (30), é Álvaro (PP), com 57,53% dos votos válidos. Outro município no mesmo estado que também elegeu seu prefeito é Entre Rios do Sul. Milani (PT), único a disputar o cargo, obteve 100% dos votos válidos. Já em Cachoeira, outro município gaúcho, o prefeito eleito é Cristian (MDB), que conquistou 51,40% dos votos válidos. 

O município de Pinhalzinho (SP) foi outro que escolheu prefeito neste domingo, com Paulinho (PSDB) eleito com 43,51% dos votos válidos.

Fonte: Diário de PE.


Raquel captou o sentimento de mudança

 

Raquel Lyra (PSDB) ganhou a eleição por três motivos: a morte do seu marido no primeiro turno, episódio que gerou comoção, a postura de neutralidade na corrida presidencial, que a deixou como opção entre os eleitores de Lula e Bolsonaro, e, o mais importante: conseguiu passar para o eleitor ser a verdadeira alternativa de mudança, o voto anti-PSB.

Na virada do primeiro para o segundo turno, Marília ganhou o apoio de segmentos do PSB, entre os quais do grupo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos. Quem votou nela no primeiro turno apostou no fim da era PSB. O mesmo se deu com quem votou em Anderson Ferreira (PL), Miguel Coelho (UB) e na própria Raquel, ou seja, o eleitor mandou o recado da mudança.

A foto de Marília com João e depois com lideranças do PT, como Humberto Costa e a senadora eleita Teresa Leitão, foram recebidas pelo eleitorado ávido por mudança como traição, sinal de que o PSB, deletado com a não ida de Danilo Cabral ao segundo turno, iria continuar dando as cartas em Pernambuco.

Caiu de graça no colo de Raquel, que assim capitalizou, com maestria e competência, a oportunidade de se transformar no verdadeiro estuário de votos para banir de vez o PSB do poder em Pernambuco.

No primeiro turno, Marília, que liderou as pesquisas em todos momentos da campanha, errou ao não participar de nenhum debate, seja no rádio ou na televisão. Com isso, deu a impressão de ter calçado sapato alto, nariz empinado, o que, com certeza, pode ter lhe subtraído mais votos do que supunha.

Por fim, Raquel, no enfrentamento com Marília nos debates, teve mais domínio técnico quando tratou de questões administrativas, mesmo sofrendo constrangimentos no campo político quando tratou de explicar sua neutralidade política na disputa presidencial.

Desafio da unidade – No pronunciamento após o resultado da eleição, ontem, a governadora eleita Raquel Lyra (PSDB) voltou a bater na mesma tecla da sua campanha: o discurso da unidade. Foi assim que o ex-governador Eduardo Campos conseguiu sucesso em sua gestão, indo buscar para o seu lado as forças políticas derrotadas com Jarbas Vasconcelos, que, com o tempo, acabou se alinhando ao palanque do líder socialista, permitindo a Eduardo materializar o sonho da bandeira branca no Estado.

A guerreira Priscila – Se há alguém que se revelou um Golias de saia nesta vitória de Raquel atende pelo nome de Priscila Krause, vice-governadora eleita. Quando ela abraçou o projeto da tucana, os pessimistas disseram que havia trocado uma reeleição certa na Alepe por uma aventura. Política de perfil urbano, Priscila fez Raquel, mais popular no Agreste, ficar conhecida pelos pernambucanos no Grande Recife, onde se concentra mais de 40% do eleitorado. Em nenhum momento titubeou, nem mesmo quando Marília Arraes surgiu como fato novo e retirou de Raquel a liderança nas pesquisas no primeiro turno.

Laço histórico – O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi muito amigo do ex-deputado Fernando Lyra, já falecido, tio da governadora eleita Raquel Lyra. Também tem boa relação com o pai dela, o ex-governador João Lyra Neto. A tucana, portanto, não terá nenhuma dificuldade em construir uma ponte direta com Lula, a partir da sua posse em janeiro, mesmo tendo assumido uma posição de neutralidade na disputa presidencial.

Fala de Marília – Candidata derrotada ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, do Solidariedade, cancelou a coletiva que daria após o resultado oficial, mas divulgou um comunicado reconhecendo a sua derrota. “O Brasil venceu. Com a eleição de Lula iniciamos um novo capítulo na história de nosso País. Me congratulo com o presidente Lula por sua vitória. De minha parte, estou pronta para colaborar com o presidente Lula, mantendo o foco na defesa dos interesses de Pernambuco”, afirmou.

A cereja do bolo – O Nordeste deu, ontem, a vitória a Lula, com uma forte contribuição de Minas, segundo maior colégio eleitoral do País. Desde 89, há uma tradição: quem Minas abraça, ganha eleição. No Nordeste, a cereja do bolo da eleição do petista veio da Bahia, com a mais expressiva votação, chegando a quase três milhões de votos de frente. Ali, além do lulismo, há de se destacar a força do governador Rui Costa, que elegeu também o seu sucessor. Costa, aliás, terá assento no Ministério de Lula.

CURTAS

TRANSIÇÃO – A coordenação da equipe de transição da governadora eleita Raquel Lyra tende a ser a vice-prefeita Priscila Krause, com a participação também do deputado federal não reeleito Daniel Coelho e de Rubens Júnior, o coringa da equipe dela quando administrou a Prefeitura de Caruaru.

O PESO DA MÁQUINA – Nas eleições suplementares no Estado, em Pesqueira e Joaquim Nabuco, os prefeitos que estavam no poder, interinamente, se elegeram: Bal de Mimoso (Republicanos) e Charles Batista (Solidariedade), respectivamente. É a chamada força de máquina.

Perguntar não ofende: Bolsonaro passa a faixa presidencial para Lula?

Fonte:Blog do Magno Martins.

Republicanos elege prefeito Bal de Mimoso em Pesqueira

 

Bal de Mimoso Cacique Marquinhos Pesqueira Eriberto Medeiros Silvio Costa Filho
O candidato à prefeitura de Pesqueira, Bal de Mimoso, venceu às eleições municipais suplementares deste domingo e comandará a cidade pelos próximos dois anos. Com a vitória, Bal de Mimoso, que é do Republicanos e era o prefeito interino, seguirá na gestão da cidade até 2024, quando ocorrerá novas eleições.
A vitória do Republicanos se deu diante do adversário José Peixoto (MDB). Bal de Mimoso não enfrentou grandes dificuldades para vencer a disputa por realizar uma gestão bem avaliada com quase 70% de aprovação e vários investimentos com o apoio do deputado federal e presidente estadual do Republicanos, Silvio Costa Filho.

“Estamos muito felizes com a bela vitória do nosso prefeito Bal. Isso é o reconhecimento de todo um trabalho que esta sendo feito por todo nosso grupo liderado pelo ex-prefeito cacique Marcos. Estamos juntos para trabalhar por Pesqueira”, avaliou Silvio Costa Filho, que teve votação expressiva na cidade com quase 10 mil votos.

Com a vitória, o Republicanos continua ampliando o número de prefeitos no Estado.

Fonte: Blog Ponto de Vista.

Vitória de Raquel Lyra abre um novo ciclo político em Pernambuco

 

Com uma vitória maiúscula obtida nas urnas, no dia de ontem, a governadora eleita Raquel Lyra (PSDB) inaugura sob seu comando um novo ciclo na política pernambucana. O tamanho do reconhecimento popular representa um recado à classe política que a sociedade aposta em novos paradigmas de Governo e na maneira de fazer as articulações. 

Raquel sintetizou em si ao longo da campanha todo desejo de mudança e fazer diferente do que estava posto há anos. Esse depósito de confiança dos pernambucanos é de imensa responsabilidade ao mesmo tempo que precisará ter respostas enérgicas no curto e no longo prazo da gestão.

Por fim, a eleição de Raquel quebrou alguns tabus: primeira mulher a ser eleita governadora, primeira chapa composta por mulheres (ela e Priscila), primeira candidatura ao Governo vinda do interior. 

FORÇA DE PRISCILA – A vice-governadora eleita Priscila Krause (Cidadania) saiu do processo eleitoral muito maior do que entrou. Sua capacidade de articulação e diálogo foi bastante exercitada durante a semana de luto vivida por Raquel. Na virada do primeiro para o segundo tempo da eleição, com uma enxurrada de apoios, Priscila foi firme para suprir todas as ausências da titular e chamou para si a responsabilidade da campanha. 

SINALIZANDO PARA LULA – Durante seu primeiro pronunciamento como governadora eleita, Raquel Lyra disse que vai procurar o presidente Lula e o parabenizou pela vitória: “Quero parabenizar o presidente Lula, dizer que com ele, já a partir do início do ano que vem, vamos buscar projetos, ações, investimentos necessários para superar este momento desafiador que nosso país vive, assim como Pernambuco”. Mesmo já passada a eleição, ela preferiu não revelar seu voto pessoal.

UNIR O PAÍS – Em sua primeira fala como presidente eleito, Lula prometeu unir o País. Lula diz que foi eleito para governar para todos - esquerda, direita -, mas que os mais necessitados são prioridade. Ele terá um trabalhado dobrado para de fato unir o País, o recado das urnas ficou muito evidente e independemente do resultado de ontem o bolsonarismo vive e poderá chamar a coincidência. 

RÁPIDAS

SAIU GIGANTE – O prefeito de Vicência e coordenador da campanha de Raquel na Mata Norte, Guilherme Nunes saiu muito grande da eleição. Além da relação direta com a governadora eleita, Guiga – como é conhecido popularmente – mostrou à cúpula da campanha seu tamanho regional. A vitória da tucana coloca ele em outro patamar no Estado.  

DESELEGANTE – Foi decepcionante o cancelamento da coletiva de imprensa por parte da candidata Marília Arraes (SD), após a derrota a eleição. Ela optou por falar através de nota. Marília perdeu a oportunidade de falar para os seus milhões e agradecer o voto. 

 Que por sinal, frisou muito a vitória de Lula, se colocou a disposição do futuro governo e não tornou público seus parabéns à governadora eleita Raquel Lyra. 

PERNAMBUCANOS NA LISTA – Finalizado o pleito e com a vitória de Lula começam as especulações em torno da sua equipe ministerial. Dois pernambucanos ganham força na bolsa de apostas: o senador Humberto Costa e o governador Paulo Câmara. Costa pela cota pessoal do presidente e pela história dentro do PT e Paulo pela relação com o PSB. 

PINGA-FOGO: O que significa o silêncio de Bolsonaro após a derrota pra Lula?

Fonte: Blog do Elielson.

Na véspera da eleição, 6 pesquisas apontam vitória de Lula e uma de Bolsonaro

 

Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro disputam o segundo turno das eleições. -  (crédito: Kleber Sales/CB/DA PRESS)

Os brasileiros vão às urnas neste domingo (29/10) para decidir entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). A disputa pelo cargo de presidente da República apresentou a maior polarização política que o país já viveu e, na véspera do pleito, a fotografia tirada pelos principais institutos de pesquisa é de uma disputa acirrada onde cada voto vai contar.

O Correio reuniu os sete últimos levantamentos do segundo turno, divulgados neste sábado (28/10), e apresenta a fotografia que os institutos tiraram do segundo turno das eleições.

Dos sete levantamentos, apenas um crava a vitória de Bolsonaro: o instituto Brasmarket. Os outros seis mostram vitórias de Lula. O Ipec apresenta a maior diferença em pontos percentuais, com 8 pontos, enquanto o Paraná Pesquisas apresenta a menor vantagem do petista, com apenas 0,8 p.p de vantagem sobre Bolsonaro.

Em todas as pesquisas, foram considerados apenas os votos válidos, a mesma métrica adotada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições, onde brancos e nulos são desconsiderados.

Datafolha

Lula (PT): 52%
Jair Bolsonaro (PL): 48%
Diferença entre os candidatos: 4 p.p para Lula

A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08297/2022. 8.320 pessoas foram entrevistadas entre sexta-feira (28/10) e este sábado, em 253 municípios das 27 unidades da Federação. O levantamento foi contratado pela empresa Folha da Manhã, que edita o jornal Folha de S.Paulo, e pelo grupo Globo, ao custo de R$ 617.974.

Ipec

Lula (PT): 54%
Jair Bolsonaro (PL): 46%
Diferença entre os candidatos: 8 p.p para Lula

O levantamento entrevistou 4.272 pessoas entre quinta-feira (27) e sábado. Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-05256/2022, o levantamento foi encomendado pelo Grupo Globo pelo valor de R$ 514.446,81.

Atlas

Lula (PT): 53,4%
Jair Bolsonaro (PL): 46,6%
Diferença entre os candidatos: 6,8 p.p para Lula

O Instituto ouviu 7.500 eleitores em 1.830 municípios entre os dias 26 e 29 de outubro, por meio da metodologia do recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). O índice de confiança do levantamento é de 95% e o registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o número BR-04838/2022.

Genial/Quaest

Lula (PT): 52%
Jair Bolsonaro (PL): 48%
Diferença entre os candidatos: 4 p.p para Lula

As sondagens foram feitas entre os dias 28 e 29 de outubro, por meio de entrevistas presenciais com mais de 2 mil eleitores. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, e o nível de confiabilidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05765/2022.

Brasmarket

Jair Bolsonaro (PL): 53,6%
Lula (PT): 46,4%
Diferença entre os candidatos: 7,2 p.p para Bolsonaro

O levantamento foi feito com 2.400 eleitores em 529 cidades de todo o país, entre os dias 21 e 25 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais com nível de confiabilidade de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-08584/2022.

CNT

Lula (PT): 51,1%
Jair Bolsonaro (PL): 48,9%
Diferença entre os candidatos: 2,2 p.p para Lula

A pesquisa, realizada entre esta quarta-feira (26/10) e a sexta-feira (28/10), escutou 2.002 eleitores em todo o país, com entrevistas realizadas de forma presencial. O levantamento foi registrado no TSE com o número BR-01820/2022.

Paraná Pesquisas

Lula (PT): 50,4%

Jair Bolsonaro (PL): 49,6%
Diferença entre os candidatos: 0,8 p.p para Lula

O Instituto entrevistou 2.400 eleitores pessoalmente entre os dias 26 e 28 de outubro. Com uma margem de erro de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, o estudo tem um nível de confiança de 95%. O estudo está registrado sob o número BR09573/2020 junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fonte: Correio Braziliense.

Uma vitória maiúscula e histórica de Raquel Lyra

 

Foto: Américo Nunes

Candidata do PSDB, Raquel Lyra deixou a prefeitura de Caruaru em abril deste ano sob muitas dúvidas no tocante a sua competitividade eleitoral. Tinha uma das menores estruturas em relação aos seus principais concorrentes. Inclusive, a sua candidatura foi posta em xeque pelos adversários, porém Raquel decidiu seguir a diante, contra todos os desafios impostos ao seu projeto.

A entrada de Marília Arraes no páreo foi outro fator que colocou em dúvidas sua competitividade, uma vez que na conta de muita gente, a partir da entrada do nome do Solidariedade, Raquel poderia perder viabilidade eleitoral. Aos trancos e barrancos, Raquel seguiu e chegou na véspera do segundo turno sem a garantia de que iria para a segunda etapa, mas acabou carimbando seu passaporte para o segundo turno. No dia da eleição, a morte do seu marido, fez Raquel ter que se reinventar para poder disputar o segundo turno.

Neste domingo, Raquel Lyra foi eleita governadora com uma vantagem de quase um milhão de votos contra Marília Arraes, herdeira política do ex-governador Miguel Arraes e que desde sua entrada no páreo era tida como favorita a vencer a disputa. A vitória de Raquel tem uma legitimidade política e eleitoral significativa, não só pelo desfecho da sua disputa, mas também pelo desfecho nacional, onde Lula foi eleito presidente da República, mudando a rotação do poder nacional. Caberá a Raquel a função de estabelecer o diálogo com o presidente eleito, uma vez que durante a campanha ela não hostilizou o petista em nenhum momento.

A vitória histórica de Raquel Lyra fará dela uma líder regional que apontará para o futuro do Brasil. No PSDB, inclusive, seu partido, ela também se torna uma das principais lideranças na região, haja vista que os tucanos emplacaram neste domingo os governadores Eduardo Leite, Eduardo Riedel e a própria Raquel. A partir de agora, a governadora eleita de Pernambuco se debruçará na montagem do secretariado para o início da sua gestão em janeiro.

Sobrevida – A vitória de Lula no âmbito nacional deu ao PSB a condição de sobrevivência no estado, uma vez que há forte expectativa para que o governador Paulo Câmara possa integrar a esplanada dos ministérios. O governador sempre teve uma relação direta com Lula e isso poderá ser determinante para levá-lo à equipe do presidente eleito.

Primeira vitória – Vice-governadora eleita de Pernambuco, Priscila Krause desde a sua entrada na vida pública em 2004 como vereadora do Recife nunca tinha conquistado uma vitória majoritária com seu grupo político, ficando apenas na oposição. Agora, Priscila terá um papel importantíssimo na construção do governo Raquel Lyra.

Alvaro Porto – Foi do deputado estadual Alvaro Porto a ideia de ter Priscila Krause e Raquel Lyra na chapa majoritária. Ainda em novembro de 2021, Alvaro foi o primeiro a defender que Priscila e Raquel pudessem estar juntas na disputa pelo governo de Pernambuco compondo uma chapa num encontro em Canhotinho.

Inocente quer saber – Além de Paulo Câmara, Pernambuco terá outros ministeriáveis no futuro governo Lula?

Fonte: Blog do Edmar Lyra.

domingo, 30 de outubro de 2022

Luiz Inácio Lula da Silva é eleito presidente da República

 

Em 2022, Lula completou cinco disputas pela Presidência, se tornando o candidato que mais concorreu ao cargo

O candidato do PT Luiz Inácio Lula da Silva, de 77 anos, foi eleito neste domingo (30) presidente da República pela terceira vez, após superar no segundo turno o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

O petista sustentou a vantagem nas urnas obtida no primeiro turno. Em 2 de outubro, Lula obteve 48,43% dos votos totais, contra 43,2% do atual mandatário. Na ocasião, isso representou uma diferença de quase 6,2 milhões de votos. O número de votos nulos chegou a 2,82%, e o de votos brancos, a 1,59%.

Neste segundo turno, com 99,66% das urnas apuradas, Lula recebeu 50,88% dos votos válidos e Bolsonaro 49,12%.

Lula e Bolsonaro protagonizaram a primeira eleição da história do Brasil disputada por dois políticos que já comandaram o país. O ex-metalúrgico exercerá seu terceiro mandato tendo como vice um ex-adversário, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB).

O resultado confirmou o favoritismo do petista apontado na maioria das pesquisas de intenção de voto.

Desde que restabeleceu seus direitos políticos em 2021 após anulação das condenações da Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente ganhou força na disputa e buscou construir uma “frente ampla” de oposição a Bolsonaro.

No segundo turno, ele conseguiu o apoio da terceira colocada na disputa à Presidência, a senadora Simone Tebet (MDB).

Durante a campanha, Lula formou uma coligação com dez partidos que, além do PT, abarcou o PSB, Solidariedade, PCdoB, PSOL, Avante, PV, Rede, Pros e Agir.

Com o resultado, Bolsonaro se torna o primeiro presidente ocupante do cargo a sair derrotado na tentativa de se reeleger. Desde que o instituto da reeleição foi aprovado pelo Congresso, em 1997, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1998; Lula, em 2006; e Dilma Rousseff (PT), em 2014, conquistaram um segundo mandato.

O atual chefe do Executivo não conseguiu superar a rejeição ao seu nome nas urnas. Seu governo atravessou a pandemia de Covid-19, que provocou quase 700 mil mortes no país, e a guerra entre Rússia e Ucrânia, que contribuiu para elevar os preços das commodities, como combustíveis e alimentos. O mandato do presidente também foi marcado por tensões com o Judiciário.

Anulação das condenações: o início do pleito para Lula

Alvo de investigação e condenação na Operação Lava Jato, Lula foi preso em abril de 2018, condenado sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação envolvendo o triplex de Guarujá (SP).

Segundo o Ministério Público, ele teria recebido propina da OAS em troca de favorecimento em contratos com a Petrobras. O pagamento teria sido feito, segundo a acusação, com a reserva e reforma de um apartamento na cidade do litoral paulista.

Antes de se entregar à Polícia Federal, Lula se cercou de aliados e apoiadores no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Parte de seu entorno queria que o petista resistisse à prisão e buscasse asilo em alguma embaixada estrangeira, mas ele optou por se entregar.

O ex-presidente permaneceu por 580 dias na prisão, em Curitiba, até novembro de 2019.

Fonte: Blog da CNN.

Em São Lourenço da Mata para Presidente Lula obteve 39.778 votos, 62,35% e Jair Bolsonaro obteve 24.022 votos ,37,65%

 

Em São Lourenço da Mata 77.682 eleitores estiveram aptos a vota tanto para governador e Presidente neste 2º Turno.

Veja votação para Presidente em São Lourenço da Mata.

Lula - 39.778 votos Eleito

Jair Bolsonaro - 24.022 votos

Em São Lourenco da Mata para Governador Raquel Lyra obteve 36.789 votos,59,02% Marilia Arraes obteve 25.541 votos, 40,98%

 

Em São Lourenço da Mata 77.682 eleitores estiveram aptos a vota tanto para Governador como para Presidente neste 2º Turno.

Veja votação para governador em São Lourenço da Mata.

Raquel Lyra -36.789  votos Eleita

Marília Arraes -25.541 votos