Faltando pouco mais de 20 dias para acabar o ano, tendo pelo meio as festas de Natal e Réveillon, a governadora eleita Raquel Lyra (PSDB) ainda não sinalizou para nenhuma liderança do arco de apoio ao seu futuro governo quanto às negociações para montagem do Secretariado e segundo escalão.
Políticos das mais múltiplas tendências ouvidas pelo blog, inclusive gente que a acompanhou nas duas gestões dela como prefeita de Caruaru, têm pelo menos uma opinião em comum: a tucana governará com o seu núcleo duro, que passa pelas pastas estratégicas, abrindo mão de poucas áreas para indicações políticas.
Duas lideranças terão forte influência: o ex-senador Armando Monteiro Neto e o presidente nacional do PSDB em fim de mandato, Bruno Araújo. O primeiro por ter sido o criador e maior incentivador da candidatura ao Palácio das Princesas quando ela nem sonhava nem o pai, o ex-governador João Lyra Neto, acreditava.
Já Bruno, não apenas acatou a sugestão de Armando para entregar o comando estadual da legenda tucana a Raquel, como criou as condições naturais para a candidatura dela, viabilizando a logística de toda a campanha, principalmente no segundo turno. Até o senador cearense Tasso Jereissati, ex-presidente do PSDB, deu uma contribuição financeira pessoal para a aliada em Pernambuco.
Armando e Bruno, entretanto, não vão ocupar cargo nenhum, até porque as inserções de ambos deixaram, há muito tempo, de ser domínio territorial de Pernambuco para ganhar destaques no plano nacional. Mas se constituirão conselheiros e interlocutores privilegiados, podendo, se for o caso, sugerir até nomes de aliados para o primeiro escalão da governadora.
Lugar certo – Dos nomes técnicos que ajudaram a governadora eleita Raquel Lyra na campanha, chegando a aceitar a ser suplente de senador na chapa de Guilherme Coelho, não eleito, um dos mais lembrados para a sua futura equipe é a do empresário Frederico Loyo, do ramo de hotelaria. Está sendo cotado para a Secretaria de Turismo, mas conforme adiantei, ontem, pode ser alternativa para a pasta de Desenvolvimento Econômico, atualmente tocada pelo ex-prefeito Geraldo Júlio.
Vilaça em alta – Outro nome dado como certíssimo na equipe de Raquel é o do advogado Túlio Vilaça, primo do ex-ministro Marcos Vilaça, integrante da Academia Brasileira de Letras. Embora bastante jovem ainda, Túlio tem notabilidade no meio jurídico, trabalhou com Raquel na Prefeitura de Caruaru e, na campanha, teve papel destacado como coordenador da área jurídica. Há quem diga que seu lugar é na chefia da Procuradoria do Estado, mas um político disse que não se surpreenderia se ele viesse a ocupar a chefia da Casa Civil.
Expectativa municipal – Raquel resolveu antecipar o primeiro encontro com todos os prefeitos do Estado para hoje em Caruaru, sua terra natal. Está marcado para começar por volta das 14h30. Presidente do Consórcio Intermunicipal do Agreste, o prefeito de Vertentes, Romero Leal, tucano como a governadora eleita, entende que o encontro será importante para que os gestores possam conhecer o que a governadora pretende fazer na área do municipalismo, já que traz para a sua gestão a experiência de prefeita.
Aval para empréstimo – A Câmara do Recife aprovou, ontem, o prefeito João Campos (PSB) a tomar empréstimo, no valor de R$ 200 milhões, ao BNDES, para viabilizar o Programa Segurança Cidadã. Os recursos serão investidos no Centro de Operações do Recife e em novas unidades dos Centros Comunitários da Paz (Compaz), além de programas que garantam o aumento de ações sociais descentralizadas, por meio de Centros Arrecifes.
Eleição na ordem do dia – Anfitrião do primeiro grande boca livre de fim de ano, a confraternização com colegas de parlamento e Imprensa, o deputado Álvaro Porto (PSDB) não impedirá que seu nome seja lançado, oficialmente, hoje, no Fiordes Buffet, na Rua da Aurora, como candidato à Presidência da Assembleia Legislativa. Ele lidera o Grupo dos 30, movimento criado na Casa, para escolha da nova Mesa Diretora. Até Antônio Moraes (PP), concorrente de Porto, estará na festa.
CURTAS
CASA – De saída do Palácio da Alvorada, Jair Bolsonaro já procura uma casa para morar em Brasília. Ele não pretende se mudar para o Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral, ao fim do mandato. A permanência na capital faz parte da estratégia para se manter atuante, como uma das principais vozes da oposição durante o governo Lula.
SEM RAIZ – O governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse, em entrevista à CNN, que manterá diálogo com Lula, com o STF e que não vai “tensionar com os Poderes”, da mesma forma que fez Jair Bolsonaro. “Eu nunca fui bolsonarista raiz. Comungo das ideias econômicas principalmente desse governo Bolsonaro”, disse.
Perguntar não ofende: Quantos prefeitos vão atender à convocação da governadora, hoje, em Caruaru?
Fonte: Blog do Magno Martins.
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