A proibição das coligações proporcionais, mantida nas regras das eleições de 2022, tende a provocar uma grande mudança no quadro partidário. Siglas que já não têm grande representatividade na Câmara Federal tendem a encolher ainda mais ou até mesmo serem expurgadas do Parlamento, visto que dificilmente conseguirão montar chapas competitivas.
Pelas regras atuais, para ter acesso ao bilionário fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão, será necessário que a sigla atinja 2% dos votos válidos em pelo menos nove unidades da federação, ou que eleja 11 deputados federais distribuídos pela mesma quantidade de estados. Uma árdua tarefa de ser cumprida sem a “mão amiga” das coligações sem compromisso ideológico do passado.
Atualmente, há 24 partidos com representatividade na Câmara Federal. Destes, 10 não possuem essa quantidade mínima de parlamentares federais, enquanto outros três sequer chegam a 15 em suas bancadas. Esses 13 partidos não conseguirão lançar chapas proporcionais competitivas na maioria dos estados. Os tradicionais puxadores de fotos, desta vez, não tendem a escolher siglas menores como ocorria no passado, e devem priorizar partidos com maior musculatura.
Solidariedade, PSC, Podemos, Pros, PTB, Psol, Novo, Avante, PCdoB, Cidadania, Patriota, PV e Rede estarão no olho do furacão em 2022. O Podemos ainda conta com a pré-candidatura do ex-ministro e ex-juiz Sérgio Moro para aumentar sua bancada, tal qual ocorreu com o PSL de Bolsonaro em 2018. Por sua vez, o PCdoB busca se salvar aprovando uma federação partidária junto com o PT. Os comunistas, aliás, já não tiveram acesso a esses recursos em 2018, pois não atingiram as condições necessárias, assim como ocorreu com o Patriota. E a previsão é de grandes dificuldades no ano que vem. A conferir.
KAIO – O presidente do IPA, Kaio Maniçoba, está pavimentando bem sua pré-candidatura a deputado estadual. Tem rodado o estado e anunciando suas ações para os trabalhadores rurais.
ESTRATÉGIA – Em entrevista à Rádio Folha, o deputado federal Milton Coelho (PSB) disse que todos os palanques da oposição são variantes do bolsonarismo. Com isso, dá o tom da estratégia do PSB: tentar colar nos adversários locais a imagem negativa do presidente.
SILENO SEGUE NA PRESIDÊNCIA – Amanhã, no congresso estadual do PSB, Sileno Guedes deve ser aclamado novamente à presidência do partido em Pernambuco. Com isso, ele poderá colocar o bloco na rua para sua candidatura a deputado estadual. O dirigente vinha segurando suas ações para não correr risco de ser rifado do comando socialista.
DEBATE INCOMPLETO – Raquel Lyra e Priscila Krause comandaram a segunda rodada temática do Levanta Pernambuco, ontem. O tema foi “Entre elas: mulheres em Pernambuco”. Chama a atenção que nenhum material divulgado citou o caso envolvendo o ex-secretário Pedro Eurico, que por anos militou no PSDB, partido presidido por Raquel.
RÁPIDAS
SURPRESA – A presença do prefeito de Machados, Juarez da Banana (PSB), na agenda do governador Paulo Câmara, em Lagoa do Carro. Isso porque Juarez participou da filiação de Miguel Coelho ao DEM e de uma agenda em Orobó com os oposicionistas. Agora o gestor resolveu emitir sinais de que continuará com a Frente Popular.
TCHAU, CIRO – Pedetista histórico disse, em reserva, que melhor saída para o partido é abandonar a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, e fazer uma federação partidária juntamente com PT, PSB, PCdoB, Rede e PV.
SECRETÁRIO DA CIDADE – A comunicação de Pernambuco perdeu ontem um de seus maiores nomes. O ex-apresentador Samir Abou Hana será velado hoje, na Câmara do Recife, e enterrado à tarde no Cemitério de Santo Amaro. Fará muita falta. Nossas condolências à família e aos amigos do grande Samir.
PINGA FOGO – Caso Ciro seja rifado da disputa presidencial, Miguel Coelho apoiaria Bolsonaro ou Sérgio Moro?
Fonte: Blog do Elielson.
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