
Ciente de que o constante aumento de preço da gasolina está derretendo ainda mais a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, seu principal adversário, o ex-presidente Lula saiu na frente do atual mandatário e jogou para a plateia tratando do assunto. Sem ter como garantir io recuo dos preços na prática, o petista defendeu o fim da paridade internacional na política de preços da Petrobras.
Lula disse que, se eleito em 2022, irá alterar a atual política de preços da estatal, que segundo ele “deveria dar lucro ao povo brasileiro”. “Digo em alto e bom som: nós não vamos manter essa política de preços de aumento do gás e da gasolina que a Petrobras adotou por ter nivelado os preços pelo mercado internacional. Quem tem que lucrar com a Petrobras é o povo brasileiro”, afirmou o petista, em trecho reproduzido em seu Twitter.
A declaração de Lula foi há sete dias. Ontem (6), após reunião do G20, para não ficar atrás, o presidente Jair Bolsonaro declarou aos jornalistas que a Petrobras vai divulgar um novo reajuste de combustíveis em até 20 dias. Até aí tudo ótimo; não fosse o desmentido que a própria Petrobras teve de fazer depois de mais uma declaração desastrosa do chefe do Executivo brasileiro.
Após a fala do presidente, a estatal informou à imprensa que não antecipa decisões de reajustes de preços de combustíveis. Em comunicado ao mercado, a Petrobras indicou que não há nenhuma decisão tomada por seu Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) que ainda não tenha sido anunciada ao mercado.
No fim das contas temos um presidente desmentido por uma diretoria que, hierarquicamente, reponde a ele; e um ex-presidente que, para surfar na onda, diz o que ele próprio sabe que não tem como garantir que acontecerá. E o povo fica com cara de palhaço. Ah, e o preço da gasolina continua aumentando…
O povo quer saber: quem fala mais besteira: Lula ou Bolsonaro?
Fonte: FalaPE.
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