Resolver a equação que envolve a reeleição de alguns deputados federais de Pernambuco, os quais também dirigem partidos e irão concorrer, no ano que vem, mediante a regra vigente que veda coligações é, na visão de uma ala da Frente Popular, uma engenharia que pode acabar subtraindo partidos da aliança comandada pelo PSB. Se uma parte desse conjunto defende que o governador Paulo Câmara comande o processo de arrumação desses parlamentares em uma sigla única, de forma a viabilizar a reeleição deles, há quem advogue que a principal engenharia de um partido é acumular deputados e que, se esses parlamentares tiverem que deixar essas legendas, ainda que em prol da manutenção de seus mandatos, não haverá manobra capaz de mantê-los com influência sobre os antigos partidos. À coluna, um dos deputados da Frente Popular, em reserva, avalia que juntar esses ocupantes de cadeiras na Câmara Federal em um partido só vai equivaler, assim a reduzir siglas da base do próprio governador. A mesma fonte admite que não há caminho claro para solucionar a o risco latente de derrota eleitoral, imposto pela regra que veda coligações, a ser aplicada, pela primeira vez, em eleições gerais.
Sem carta na manga, os deputados andam correndo para tentar montar chapas, a despeito das dificuldades. No rol dos partidos que só possuem um deputado federal e que são comandados por esse mesmo parlamentar, aparecem, por exemplo, o Solidariedade, dirigido por Augusto Coutinho, o PSD, comandado por André de Paula, o MDB, presidido por Raul Henry, o Avante e o PDT, cujos presidentes são Sebastião Oliveira e Wolney Queiroz, respectivamente. Há quem vislumbre uma engenharia na qual esses deputados se reuniriam numa legenda comum e tentariam manter as que dirigem atualmente sob seu raio de influência. A corrente que contesta essa tese argumenta que não há lógica para isso diante da chance iminente de as direções nacionais transferirem os comandos dessas siglas “trocadas” para integrantes da Oposição em resposta à perda de seus deputados federais. Frente ao que se desenha como, praticamente, uma inequação, parlamentares alegam que lhes resta, por enquanto, se desdobrar para montar chapa.
Lula x Ciro
No PT, a reação de Lula aos ataques de Ciro Gomes não foi vista como algo estratégico. Ao contrário. Houve quem fizesse uma leitura de que a resposta só rendeu audiência ao pedestista, também criticado por correligionários, que julgaram desnecessária a munição direcionada ao mesmo campo, quando o alvo principal, dizem observadores da cena, seria o presidente Jair Bolsonaro.
2º round > O ponto de intersecção nas interpretações que petistas e pedetistas fizeram, em conversas reservadas, foi o de que a ex-presidente Dilma Rousseff já havia sido contundente o suficiente na resposta a Ciro Gomes, o que tornava desnecessária a "arenga" de Lula com o presidenciável, ao qual atribuiu, entre outras coisas, "sequelas da Covid". Quase ninguém aprovou.
Extraordinária > Integrantes da CPI vão debater, hoje, em reunião extraordinária, o convite para que o médico Carlos Carvalho, responsável por coordenar um estudo com parecer contrário ao uso dos remédios do chamado "kit Covid", seja ouvido. O material elaborado por ele seria avaliado pela Conitec mas acabou retirado da pauta do órgão.
Fonte :Folha de PE.
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