Líderes dos partidos de oposição na Câmara Federal realizaram uma reunião virtual na noite de ontem com o intuito de traçar estratégias para dar uma resposta aos atos promovidos pelo Governo Bolsonaro no dia 7 de Setembro. A ideia é ampliar a base de apoio do movimento pelo impeachment do chefe do Executivo e atrair partidos de centro-direita. Para isso, vão convidar para uma reunião na próxima quarta-feira (15), às 11h, os presidentes do PSD, Gilberto Kassab; do DEM, ACM Neto; do MDB, Baleia Rossi, e PSDB, Bruno Araújo. Os líderes dos partidos fizeram manifestações recentemente contra o tom adotado pelo chefe do Executivo nas manifestações no feriado da Independência. Com o objetivo de formar uma frente ampla contra o Governo Bolsonaro, os partidos de oposição se mostraram dispostos a aderir os atos do próximo dia 12. Havia no campo progressista uma certa resistência em apoiar aos atos pelo fato deles terem sido promovidos pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua, compostos por políticos da direita não bolsonarista. A relutância cedeu espaço após o chefe do Executivo mostrar força nas manifestações de rua e lideranças estão engajadas para participar dos movimentos. A iniciativa do próximo domingo, contudo, seria apenas o primeiro de outros grandes atos que os antagonistas pretendem convocar. A ideia é promover manifestações maiores no dia 5 de outubro, dia simbólico que marca a promulgação da Constituição de 1988, e no dia 15 de novembro, data da Proclamação da República. "Precisamos superar nossas diferenças para agir em defesa da nossa democracia. Vamos somar forças para interromper a escalada autoritária de Bolsonaro. Basta!", afirmou o líder da Oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), que estava presente na reunião. No encontro de ontem, estiveram dirigentes e líderes do PSB, PDT, PT, Solidariedade, Cidadania, Rede, PSOL, PV e PCdoB.
Novo player
Mesmo que MDB, PSD, DEM e PSDB confirmem o apoio ao movimento, as siglas costumam a votar divididas na Câmara e há expectativa de baixa adesão ao processo de impeachment de Bolsonaro, que depende de 2/3 dos votos da Casa. Sobre as dificuldades, o líder da Minoria, Marcelo Feixo (PSB-RJ), avalia que trata-se de um processo de mobilização. "Bolsonaro está rompendo fronteiras e isso muda a correlação de forças. Quanto mais Bolsonaro força, maior é a adesão ao impeachment", afirma.
Novo player >A nota conjunta assinada por PSL e DEM sinaliza que a fusão dos partidos está mais próxima do que se espera. O vice-presidente nacional do PSL, Antônio Rueda, afirma que o objetivo é concretizar a união até o fim deste ano. Com o movimento, o partido se tornará um dos maiores players da eleição de 2022 e também um dos aliados mais cobiçados do xadrez político.
SEM AVENTURA > O dirigente, contudo, relata que os projetos majoritários locais e o nacional do novo partido somente serão avaliados após a oficialização do movimento. “Projetos eleitorais somente serão discutidos após a fusão. Agora, tem que ter viabilidade, não vamos entrar em aventuras”, destacou. Em Pernambuco, o DEM lançou, recentemente, a pré-candidatura do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, ao Governo do Estado.
Fonte :Folha de PE.

Nenhum comentário:
Postar um comentário