segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Motociata mostra força de Bolsonaro para 2022

 

O PT disputou com maestria e com uma força sem igual eleições aqui no estado de Pernambuco em um verdadeiro banho-maria desde que Lula chegou a presidência. Em 2006, Lula se tornou o maior cabo eleitoral do estado e isso ajudou diretamente a eleger Eduardo Campos ao governo do estado. Neste ano inclusive, o adversário de Lula que era Geraldo Alckmin teve como vice o pernambucano José Jorge que estava deixando o senado após oito anos. Nem isso adiantou e Lula veio como um trator e cravou 70% dos votos válidos contra 22% de Alckmin.

Em 2010, o ex-presidente indicou Dilma e conseguiu fazer dela sua sucessora com uma expressiva votação que também demonstrou a força do lulismo. A então candidata a presidente obteve no primeiro turno 61,74% dos votos válidos. Apoiado por Jarbas, José Serra ficou em terceiro lugar com pouco mais de 17%. Quem ficou em segundo lugar foi Marina Silva com 20% dos votos.

Em 2014, quando o PT não fez aliança com o PSB, Marina Silva venceu a eleição no estado com 48% dos votos válidos contra 44% de Dilma e 5% de Aécio.  No segundo turno acirradíssimo contra Aécio Neves, o PT teve uma votação enorme no estado: 70,20% dos votos contra quase 30% de Aécio. Em 2018, no primeiro turno o candidato do PT, Fernando Haddad obteve 66% dos votos válidos contra 33% de Bolsonaro (que foi eleito). O detalhe: Haddad esteve por aqui duas vezes fazendo campanha e Bolsonaro não pisou nem no primeiro e tampouco no segundo turno. Agora, em 2022 o PT tende a passar por uma das eleições mais polarizadas da história aqui em Pernambuco. 

Explico: em 2006, 2010, 2014 e 2018 nenhum candidato que fosse oposição ao PSB teve a popularidade que tem hoje o presidente Bolsonaro. Isso ficou claro e demonstrado nas manifestações de sexta-feira e principalmente na motociata em Santa Cruz que ocorreu sábado. Não vai significar que Pernambuco está pronto para encerrar o ciclo com uma derrota do PT na eleição presidencial aqui no estado, mas que o partido vai enfrentar uma eleição bem mais difícil do que as demais.

Animados - A motociata de sábado deixou os bolsonaristas e aliados do presidente animadíssimos com a popularidade de Bolsonaro aqui em Pernambuco. O estado é historicamente lulista e nos últimos anos o PT nunca enfrentou um candidato tão forte como provavelmente será o atual presidente em 2022.

Sem espaço - Com a passagem de Lula e de Bolsonaro nos últimos dias por Pernambuco ficou ainda mais claro que está difícil para um terceira via conseguir viabilizar um nome que possa se contrapor a essas duas figuras. E olhe que tivemos no mês de agosto a passagem de Eduardo Leite e João Doria, ambos do PSDB.

Os isentões - Caso a disputa pelo governo do estado seja em um âmbito de debate nacional, teremos o lado de Lula e o lado de Bolsonaro. Raquel Lyra, Anderson Ferreira e Miguel Coelho que não assumiram as bandeiras bolsonaristas em Pernambuco seriam considerados os "isentões". Gilson Neto e o candidato do PSB assumiriam o debate do "palanque de Bolsonaro" e do "palanque de Lula".

Bem tratado - Não passou despercebido os cumprimentos feito pelo Presidente Bolsonaro ao prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL). Os dois trocaram abraços e apertos de mão em um gesto de amizade. Vale a lembrança que durante a campanha de 2020 em passagem por Pernambuco, o único prefeito do estado que recebeu uma mensagem do presidente foi Anderson.

Chupando dedo - Enquanto o prefeito Anderson Ferreira recebeu um tratamento diferenciado no Recife, o prefeito de Toritama Edilson Tavares que se autointitula como "o rei dos prefeitos" não recebeu nem um acenozinho com a mão do presidente. Edilson ficou plantado vendo a motociata passar e o registro da ignorada foi feito pelo Blog Cenário de Caruaru.

Silvinho Silva, editor do Blog
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Fonte: Blog do Silvinho.

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