O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nessa sexta-feira (5), o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) a 10 anos e dois meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Um dos líderes do Centrão, ele foi acusado de desviar dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O também presidente do Solidariedade foi denunciado em 2012 pelo suposto crime contra o Sistema Financeiro Nacional. De dezembro de 2007 a abril de 2008, Paulinho conseguiu liberar do fundo R$ 124 milhões para o município de Praia Grande, no Litoral de São Paulo, e R$ 165 milhões para a rede de Lojas Marisa S/A.
“Elementos de prova colhidos nos autos da investigação revelaram indícios de que o Deputado Federal Paulo Pereira da Silva participava das ações do grupo consistentes no desvio dos recursos do BNDES e se beneficiava da partilha da ‘comissão’ cobrada aos beneficiários dos financiamentos”, aponta parte do processo no STF, que configurou o crime na Lei do Colarinho Branco.
Os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber votaram pela condenação de Paulinho. Já Marco Aurélio Mello e Alexandre Moraes apoiaram o deputado e tentaram absolvê-lo.
A defesa vai entrar com recurso contra a decisão da primeira turma e informou que apresentou mais de 1,2 mil e-mails, auditorias e depoimentos para levantar a tese de que o deputado foi vítima de tráfico de influência. “A defesa entende que há equívoco na interpretação dos votos vencedores porquanto existe prova caudalosa da efetiva prestação de serviço, o que significa a ausência do crime financeiro”, conclui o advogado Marcelo Leal.
Fonte: Leia Já.
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